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20/10/2023

A cantora Rita Vian

20/10/2023

Lisboa, 18 out 2023 (Lusa) – A cantora Rita Vian edita na sexta-feira o primeiro álbum, "Sensoreal", no qual "explora várias dimensões", como composição, escrita, produção e imagem, e que irá apresentar ao vivo em dezembro no Lux, em Lisboa.

De acordo com a agência de música e comunicação Arruada, em "Sensoreal", Rita Vian segue "na exploração das conexões entre eletrónica, fado e poesia urbana", iniciada no EP de estreia, "Caos'a".

"Munida da palavra como arma principal para tudo o que o seu universo comunica, Rita Vian tem em 'Sensoreal' o ensaio do presente artístico, de uma manifestação poética e estética que marca a sua estreia em álbuns", refere a Arruada.

Rita Vian editou em 2021 o primeiro registo em nome próprio, "Caos'a", produzido pelo músico e produtor Branko.

Antes disso, gravou com Mike el Nite, Benji Price e DJ Glue, fez parte dos Beautify Junkiards, e foi lançando músicas soltas, construídas em casa depois de um dia de trabalho como empregada de bar.

Com uma escrita visual e densa, e com um timbre no qual transparece o fado e a música tradicional, Rita Vian explora em "Sensoreal" "várias dimensões como composição, escrita, produção e imagem".

O concerto de apresentação do álbum está marcado para 07 de dezembro, no Lux, em Lisboa.



LIDIA JORGE


Paris, 18 out 2023 (Lusa) – A obra "Misericórdia", de Lídia Jorge, traduzida para o francês por Elisabeth Monteiro Rodrigues, está entre os finalistas do prémio francês Médicis de melhor livro estrangeiro, anunciou hoje a organização.

A lista de finalistas para o melhor romance estrangeiro é composta por nove títulos, que, além da escritora portuguesa, incluem nomes como a sul-coreana Han Kang e o húngaro László Krasznahorkai.

Da lista de 17 nomeados, anunciada há um mês, ficaram para trás autores como o irlandês Sebastian Barry e o argentino Federico Falco.

O júri é presidido por Anne F. Garréta e composto por Marianne Alphant, Michel Braudeau, Marie Darrieussecq, Dominique Fernandez, Patrick Grainville, Frédéric Mitterrand, Andreï Makine, Pascale Roze e Alain Veinstein.

De acordo com a organização do prémio, o vencedor revelado em 09 de novembro, em Paris.

Em setembro, foi revelado que Lídia Jorge estava também nomeada para o Prémio Femina 2023, com o seu mais recente romance, "Misericórdia", sendo a única portuguesa entre os finalistas na categoria de melhor romance estrangeiro publicado em França. O vencedor do Femina será conhecido a 06 de novembro.

O romance "Misericórdia" tem-se destacado no mercado livreiro francês, tendo já vencido em agosto o Prémio para Melhor Livro Lusófono publicado em França, atribuído pela redação da revista literária Transfuge.

Segundo a Dom Quixote, que editou o livro em Portugal em 2022, este romance "tem sido muito bem recebido pela crítica, que já o incluiu entre os principais destaques da 'rentrée' francesa".

"Misericórdia" foi escrito por Lídia Jorge, porque a mãe, internada numa instituição para idosos, no Algarve, várias vezes lhe pediu que escrevesse um livro com aquele título.

A história decorre entre abril de 2019 e abril de 2020, data da morte da mãe da autora, que foi uma das primeiras vítimas da covid-19 no sul do país.

Segundo a escritora, este não é um livro "mórbido" e a sua escrita não lhe suscitou sentimentos de tristeza ou dor. Antes, é um "livro sobre o esplendor da vida que acontece quando as pessoas estão para partir", sobre os "atos de resistência magníficos, que as pessoas têm no fim da vida".

"Misericórdia" ganhou o Grande Prémio de Romance e Novela 2022 da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

Em abril passado, Lídia Jorge foi distinguida com o Prémio Vida Literária da APE e, em setembro, com o Prémio Eduardo Lourenço de carreira.

Em 2019, a escritora foi finalista do Prémio Médicis com o romance "Estuário".

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L'œuvre « Misericórdia », de Lídia Jorge, traduite en français par Elisabeth Monteiro Rodrigues, figure parmi les finalistes du prix Médicis français du meilleur livre étranger, a annoncé aujourd'hui l'organisation.

La liste des finalistes pour le meilleur roman étranger est composée de neuf titres, qui, en plus de l'écrivain portugais, comprennent des noms tels que le Sud-Coréen Han Kang et le Hongrois László Krasznahorkai.

Sur la liste des 17 nominés, annoncée il y a un mois, des auteurs tels que l'Irlandais Sebastian Barry et l'Argentin Federico Falco ont été laissés pour compte.

Le jury est présidé par Anne F. Garréta et composé de Marianne Alphant, Michel Braudeau, Marie Darrieussecq, Dominique Fernandez, Patrick Grainville, Frédéric Mitterrand, Andreï Makine, Pascale Roze et Alain Veinstein.

Selon l'organisation du prix, le lauréat a été dévoilé le 09 novembre à Paris.

En septembre, il a été révélé que Lídia Jorge était également nominée pour le prix Femina 2023, son dernier roman, « Misericórdia », étant le seul Portugais parmi les finalistes dans la catégorie du meilleur roman étranger publié en France. La gagnante de Femina sera annoncée le 06 novembre.

Le roman « Misericórdia » s'est distingué sur le marché du livre français, ayant déjà remporté en août le Prix du meilleur livre lusophone publié en France, décerné par la rédaction de la revue littéraire Transfuge.

Selon Don Quichotte, qui a publié le livre au Portugal en 2022, ce roman « a été très bien accueilli par la critique, qui l'a déjà inclus parmi les principaux points forts de la rentrée française ».

« Misericórdia » a été écrit par Lídia Jorge, parce que sa mère, hospitalisée dans une institution pour personnes âgées, en Algarve, lui a demandé à plusieurs reprises d'écrire un livre avec ce titre.

L'histoire se déroule entre avril 2019 et avril 2020, date du décès de la mère de l'auteur, qui fut l'une des premières victimes du covid-19 dans le sud du pays.

Selon l'auteure, il ne s'agit pas d'un livre « morbide » et son écriture n'a pas suscité de sentiments de tristesse ou de douleur. Il s'agit plutôt d'un « livre sur la splendeur de la vie qui se produit lorsque les gens sont sur le point de partir », sur les « magnifiques actes de résistance que les gens ont à la fin de la vie ».

« Misericórdia » a remporté le Grand Prix 2022 du roman d'amour et du roman de l'Association portugaise des écrivains (APE).

En avril dernier, Lídia Jorge a reçu le Prix de la vie littéraire de l'APE et, en septembre, le Prix Eduardo Lourenço pour l'ensemble de sa carrière.

En 2019, l'écrivain a été finaliste du Prix Médicis avec le roman « Estuário ».

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Palco Mundo do Rock in Rio com cartaz completo

Calum Scott, Jão e Fernando Daniel são os nomes que completam o cartaz do palco Mundo do festival Rock in Rio, que ano se realiza nos dias 15, 16, 22 e 23 de junho próximo, no Parque Tejo em Lisboa, na zona oriental da capital, foi hoje anunciado.

O cartaz do maior palco do festival é liderado pelo britânico Ed Sheeran, já divulgado pela organização. Também britânico, Calum Scott tornou-se conhecido pelas suas interpretações das canções "Dancing On My Own" e "You Are The Reason".

O cantor e compositor brasileiro Jão assina êxitos como "Imaturo" e "Coringa",

Fernando Daniel é o primeiro nome português a ser confirmado nesta 20.ª edição do Rock in Rio Lisboa, intérprete de canções como "Nada Mais" e "Tal Como Sou".

NL (AG) // MAG

Lusa/Fim

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Rock in Rio's World Stage avec une programmation complète

Calum Scott, Jão et Fernando Daniel sont les noms qui complètent l'affiche de la scène mondiale du festival Rock in Rio, qui aura lieu les 15, 16, 22 et 23 juin, au Parque Tejo de Lisbonne, dans la partie orientale de la capitale, a-t-on annoncé aujourd'hui.

La programmation de la plus grande scène du festival est menée par le Britannique Ed Sheeran, déjà publié par l'organisation. Également britannique, Calum Scott s'est fait connaître pour ses interprétations des chansons « Dancing On My Own » et « You Are The Reason ».

Le chanteur et compositeur brésilien Jão signe des tubes tels que « Imaturo » et « Coringa »,

Fernando Daniel est le premier nom portugais à être confirmé dans cette 20ème édition de Rock in Rio Lisboa, interprète de chansons telles que « Nada Mais » et « Tal Como Sou ».

EN (AG) // MAG

Lusa/Fim

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Pedro Branco em digressão com o seu disco de estreia a solo

O músico Pedro Branco inicia na próxima quarta-feira, dia 25, uma digressão por quatro palcos nortenhaos, com o seu disco de estreia a solo, "A Narrativa Épica do Quotidiano", divulgou hoje a sua promotora.

"O disco de estreia do guitarrista Pedro Branco espelha o período conturbado em que foi criado, foi gravado na íntegra no seu quarto de infância, em casa dos pais, em plena pandemia. As canções são despidas à sua essência, navegando por diferentes influências e abordagens, mas tentando manter uma estética homogénea que o ligue no seu todo, com a guitarra acústica a fazer de fio condutor entre as faixas", segundo a mesma fonte.

Na próxima quarta-feira, às 21:30, Pedro Branco toca no Clav, em Vermil, no distrito de Braga, w, no dia seguinte ainda por terras bracarenses, no Moinho, em Moreira de Cónegos, à mesma hora, e, no dia 27, Também às 21:30, no salão nobre da Junta de freguesia de Mogege, também no distrito de Braga.

No dia 28, às 21:30, Pedro Branco atua no Apuro, no Porto.

Pedro Branco apresenta o seu álbum de estreia a solo, mas o músico já participou noutros projetos, como Old Mountain, Eel Slapa, trabalhou com João Hasselberg e fez parte de bandas como You Can't Win, Charlie Brown.

"Este disco serve como emancipação e um salto para fora de pé. É um resultado de escolhas inconscientes que foram feitas ao longo dos anos, tanto artísticas como pessoais. Não esperava que o meu primeiro disco fosse gravado maioritariamente com uma guitarra clássica, muito menos no quarto em que cresci e onde aprendi a tocar. Mas essa é a beleza da arte, da música e dos seus processos, é ser cristalizada num momento de plena transformação. A pandemia trouxe-me a solidão e a incerteza, a música trouxe-me um porto de abrigo e uma razão", afirma o músico no mesmo comunicado.

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Mafra, Lisboa, 19 out 2023 (Lusa)- O Festival Literário de Mafra vai reunir dezenas de escritores naquele concelho do distrito de Lisboa entre os dias 30 de outubro e 05 de novembro, foi hoje anunciado.

Com o festival, o Município de Mafra "pretende festejar a literatura em todas as suas vertentes, com particular relevância para os autores de expressão portuguesa", é referido em nota de imprensa.

Comissariado pelo escritor José Fanha, que também participa nos encontros de escritores, o festival abre a 01 de novembro, com o especialista em ciências da educação António Sampaio da Nóvoa e um concerto de Agir.

No dia seguinte, acontece o primeiro encontro com autores sobre "História e Ficção", com Isabel Stilwell, Alberto Santos e Paulo Moreiras.

Para falar sobre "António Gedeão: professor e poeta", juntam-se, no dia seguinte, Cristina Carvalho, André Gago e Carlos Fiolhais, em mais um encontro de autores.

No dia 03, o festival coloca à mesma mesa os autores Dulce da Costa Pereira, Ungulani Ba Ka Khosa e Germano Almeida para abordar a "Língua Portuguesa: uma casa comum".

No dia 04, realizam-se encontros de autores sobre literatura infanto-juvenil, com Rita Taborda Duarte, Clovis Levi e David Machado,

"Ler para quê?", com Ana Cristina Silva, Álvaro Laborinho Lúcio e Eduardo Sá, e sobre "escrever para fazer acontecer", com Alice Vieira, o angolano Ondjaki e José Fanha, completam o programa.

O festival termina no dia 05, com o encontro de autores sobre ilustração, com André Letria, Jorge Silva e Catarina Sobral, e a intervenção da escritora Hélia Correia sobre "Mafra: horror e maravilha".

O festival integra ainda uma feira do livro, entre os dias 02 e 05, e sessões de contos tradicionais com escolas, nos dias 30 e 31.

FCC // TDI

Lusa/Fim

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Mafra, Lisboa, 19 out 2023 (Lusa)- Le Festival littéraire de Mafra réunira des dizaines d’écrivains dans cette municipalité du district de Lisbonne entre le 30 octobre et le 05 novembre, a-t-on annoncé aujourd’hui.

Avec le festival, la municipalité de Mafra « a l’intention de célébrer la littérature sous tous ses aspects, avec une importance particulière pour les auteurs lusophones », indique un communiqué de presse.

Organisé par l’écrivain José Fanha, qui participe également aux rencontres d’écrivains, le festival s’ouvre le 01er novembre, avec le spécialiste des sciences de l’éducation António Sampaio da Nóvoa et un concert d’Agir.

Le lendemain, la première rencontre avec des auteurs sur le thème « Histoire et fiction » a lieu, avec Isabel Stilwell, Alberto Santos et Paulo Moreiras.

Pour parler de « António Gedeão : professeur et poète », Cristina Carvalho, André Gago et Carlos Fiolhais se réuniront le lendemain, dans une autre rencontre d’auteurs.

Le 03, le festival réunit les auteurs Dulce da Costa Pereira, Ungulani Ba Ka Khosa et Germano Almeida pour aborder le thème « La langue portugaise : une maison commune ».

Le 04, il y aura des rencontres d’auteurs sur la littérature jeunesse, avec Rita Taborda Duarte, Clovis Levi et David Machado,

« Lire pour quoi ? », avec Ana Cristina Silva, Álvaro Laborinho Lúcio et Eduardo Sá, et sur « Écrire pour faire bouger les choses », avec Alice Vieira, l’Angolais Ondjaki et José Fanha, complètent le programme.

Le festival se termine le 05, avec la rencontre d’auteurs sur l’illustration, avec André Letria, Jorge Silva et Catarina Sobral, et l’intervention de l’écrivaine Hélia Correia sur « Mafra : horreur et émerveillement ».

Le festival comprend également un salon du livre, entre le 02 et le 05, et des séances de contes traditionnels avec les écoles, les 30 et 31.

FCC // TDI

Lusa/Fim


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O artista português Alexandre Farto (Vhils) inaugura hoje em São Paulo a exposição a solo "Alquimia", numa altura em que tem também patente em Paris a mostra "Spectra.

A galeria Luis Maluf, que acolhe a mostra de São Paulo, no texto de apresentação de "Alquimia" recorda que Vhils "corrói, raspa, fura e explode superfícies numa constante prática de desconstrução e construção".

"E quanto mais o artista escava, mais ele revela. Num processo arqueológico, Vhils se aprofunda na história das cidades, e no passado e presente dos anónimos que a constroem. As pessoas que deveriam ter monumentos dedicados a elas são frequentemente aquelas cujos rostos não conhecemos. Nas obras de Vhils, suas faces estampam billboards, paredes, portas e metais. Esses indivíduos são os protagonistas da sua narrativa", lê-se no texto.

"Alquimia" estará patente até 20 de dezembro na Usina Luís Maluf, situada no bairro da Barra Funda.

Paralelamente, até 25 de novembro, está patente na galeria Danysz, em Paris, "Spectra", na qual o artista português apresenta obras em azulejo.

Nuno Gama apresenta coleção em desfile aberto ao público no Castelo de São Jorge

O designer de moda Nuno Gama celebra os 30 anos do registo da sua marca com um desfile, que será aberto ao público, no dia 28 de outubro no Castelo de São Jorge, em Lisboa.

De acordo com a agência de comunicação Showpress, no desfile será apresentada a coleção "Essência", para o outono inverno 2023-24, uma "homenagem a D. Afonso Henriques e ao mestre José de Guimarães".

"Ao som da Charanga e da Orquestra Sinfónica da GNR, vamos ainda ouvir a poesia de Pedro Freitas, poeta de Lisboa e regressar às origens, com a batida do adufe e voz de Edgar Valente", destaca a Showpress.

O desfile servirá também para assinalar o "lançamento a coleção Nuno Gama X Benfica".

Concerto dos Garfo na Casa da Cultura de Setúbal

A banda de jazz Garfo atua, no sábado, dia 21 de outubro, pelas 21:30, na sala José Afonso, na Casa da Cultura de Setúbal, em mais um concerto integrado no "Círculo de jazz" da cidade.

Garfo, que foi considerado o grupo revelação de 2021 nos Prémios RTP/Festa do Jazz, tem em preparação um segundo álbum para editar em 2024, segundo a Casa da Cultura.

O grupo é composto por Bernardo Tinoco (saxofone tenor), João Almeida (trompete), João Fragoso (contrabaixo) e João Sousa (bateria).

O concerto é organizado pela Câmara Municipal de Setúbal e pela Planície Sonora Associação.

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L'artiste portugais Alexandre Farto (Vhils) inaugure aujourd'hui à São Paulo l'exposition personnelle « Alquimia », à l'occasion de l'exposition « Spectra.

La galerie Luis Maluf, qui accueille l'exposition de São Paulo, rappelle dans le texte de présentation d'"Alquimia » que Vhils « corrode, gratte, perce et fait exploser les surfaces dans une pratique constante de déconstruction et de construction ».

« Et plus l'artiste creuse, plus il révèle. Dans un processus archéologique, Vhils plonge dans l'histoire des villes, ainsi que dans le passé et le présent des anonymes qui les construisent. Les personnes qui devraient avoir des monuments qui leur sont dédiés sont souvent celles dont nous ne connaissons pas les visages. Dans les œuvres de Vhils, leurs visages sont estampillés sur des panneaux d'affichage, des murs, des portes et des métaux. Ces individus sont les protagonistes de votre récit », peut-on lire dans le texte.

L'exposition « Alquimia » sera présentée jusqu'au 20 décembre à l'usine Luís Maluf, située dans le quartier de Barra Funda.

En parallèle, jusqu'au 25 novembre, « Spectra » est exposée à la galerie Danysz à Paris, dans laquelle l'artiste portugais présente des œuvres en carrelage.

Nuno Gama présente sa collection lors d'un défilé de mode ouvert au public au Castelo de São Jorge

Le créateur de mode Nuno Gama célèbre le 30e anniversaire de l'enregistrement de sa marque avec un défilé de mode, qui sera ouvert au public le 28 octobre au Castelo de São Jorge, à Lisbonne.

Selon l'agence de communication Showpress, la collection « Essence » sera présentée lors du défilé, pour l'automne hiver 2023-24, un « hommage à D. Afonso Henriques et au maître José de Guimarães ».

« Au son de la Charanga et de l'Orchestre symphonique de la GNR, nous entendrons également la poésie de Pedro Freitas, un poète de Lisbonne et reviendrons aux origines, avec le rythme de l'adufe et la voix d'Edgar Valente », souligne Showpress.

Le défilé de mode marquera également le « lancement de la collection Nuno Gama X Benfica ».

Concert de la fourchette à la Maison de la Culture de Setúbal

Le groupe de jazz Garfo se produit, le samedi 21 octobre, à 21h30, dans la salle José Afonso, à la Casa da Cultura de Setúbal, dans un autre concert intégré dans le « Círculo de jazz » de la ville.

Garfo, qui a été considéré comme le groupe révélation de 2021 aux RTP/Festa do Jazz Awards, a un deuxième album en préparation qui sortira en 2024, selon Casa da Cultura.

Le groupe est composé de Bernardo Tinoco (saxophone ténor), João Almeida (trompette), João Fragoso (contrebasse) et João Sousa (batterie).

Le concert est organisé par la municipalité de Setúbal et l'Association du détroit des plaines.


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Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - A compositora e pianista de jazz Carla Bley morreu hoje, em sua casa, Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - A compositora e pianista de jazz Carla Bley morreu hoje, em sua casa, em Willow, no estado de Nova Iorque, anunciou o seu companheiro, o baixista Steve Swallow.


"Depois de uma carreira de mais de 70 anos e de quase 60 álbuns, a compositora e pianista Carla Bley deixou-nos na manhã desta terça-feira aos 87 anos", lê-se na mensagem divulgada pelo músico, citada pelo jornal The New York Times.


Carla Bley, criadora "irrepreensivelmente original", foi "responsável por mais de 60 anos de provocações astutas no jazz e em torno dele", escreve o jornal norte-americano.


De acordo com Steve Swallow, citado pelo The New York Times, Carla Bley morreu na sequência de um tumor cerebral.


Lovella May Borg, de nome de batismo, nasceu em Oakland, Califórnia, em 11 de maio de 1936. Estudou música com seu pai, o músico Emil Carl Borg, professor de piano e organista de igreja. Bley, porém, fez quase toda a formação por si mesma.


Descobriu o jazz aos 12 anos, através do vibrafonista Lionel Hampton, o que a levaria a Nova Iorque, o centro da cena jazzística da época, quando tinha ainda 17 anos. Aí se cruzavam músicos como Miles Davis e John Coltrane, Dizzy Gillespie e Count Basie, o músico residente do clube Birdland, onde Carla Bley começou por vender cigarros, só para poder ouvir os seus heróis.


Não tardou a ser notada. Primeiro, o pianista canadiano Paul Bley, com quem se casou em 1957 e que a encorajou a compor. Depois o também pianista George Russell, que a desafiou a escrever para o seu sexteto, e o saxofonista Jimmy Giuffre, que gravou peças suas como "Ictus" e "Jesus Maria".


Na década de 1960, fundou a Jazz Composers Guild, que se batia por melhores condições de trabalho para os músicos. A associação acabaria por se transformar na Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley fundou com o trompetista austríaco Michael Mantler, o seu segundo marido.


Em 1969, começou a compor para a Liberation Music Orchestra, do contrabaixista Charlie Haden, à qual viria a associar-se, e com a qual gravou "Grândola, vila morena", de José Afonso, no álbum "The Ballad of the Fallen", de 1983.


Em 1971, concluiu a ópera "Escalator Over The Hill", estreada e gravada por músicos como Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman e Charlie Haden, nomes que vinham de ambos os projetos e se mantiveram próximos ao longo das décadas seguintes, nas suas Big Bands, à semelhança de outros como Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente e Jim Pepper, solistas do jazz e músicos das grandes orquestras que Carla Bley dirigiu.


No início dos anos de 1970, Carla Bley era já reconhecida como compositora. A bolsa Guggenheim que lhe foi então atribuída, permitiu-lhe fundar a discográfica Watt, em 1972, através da qual editou quase toda a discografia, durante perto de 40 anos, com distribuição da ECM Records, 'selo' à qual se manteve ligada até ao fim.


A exceção seria "Nick Mason's Fictitious Sports", álbum de 1979-1981, mais próximo do rock, escrito com e para o baterista dos Pink Floyd, num projeto editado pela antiga Columbia, que também mobilizou o guitarrista Mick Taylor e o músico Robert Wyatt, então ainda conhecido pelos Soft Machine.


Os anos de 1990 são sobretudo os das Big Bands, a que regressaria mais tarde, após a morte de Charlie Haden, ocorrida em 2014, quando retomou a Liberation Music Orchestra, o seu compromisso social e uma nova versão de "Silent Spring", que compôs nos anos de 1960, para o álbum de homenagem "Time/Life", lançado em 2016.


O nome de Carla Bley tornou-se conhecido e regular em Portugal, na viragem dos anos de 1980 para os anos de 1990, primeiro com festivais como o Jazz em Agosto, da Fundação Calouste Gulbenkian, depois, um pouco por todo o lado, tendo atuado em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Espinho, nos principais festivais de jazz do país, nas principais salas, da Gulbenkian à Casa da Música, onde atuou com a Orquestra Jazz de Matosinhos.


Na última década, trabalhou sobretudo com o seu companheiro de mais de 30 anos, Steve Swallow, e com o saxofonista Andy Sheppard, que vinha das suas últimas big bands; trabalhou quase sempre em trio, ora cumprindo programas mais intimistas, ora mais expansivos, sem nunca esquecer a inquietação, o humor e o silêncio, que também gostava de usar.


Numa discografia que conta com títulos como "Tropic Appetites", "Dinner Music", "Musique Mecanique", "Social Studies", "I Hate to Sing", "Night-Glo", "Fleur Carnivore", "The Very Big Carla Bley Band", "Big Band Theory" e "Fancy Chamber Music", contam-se ainda "Songs with Legs", em trio, ainda nos anos de 1990, com Sheppard e Swallow, e também "The Lost Chords", com Paolo Fresu, já de 2005.


Depois de "Carla's Christmas Carols", em 2009, com o Partyka Brass Quintet, seguir-se-iam três álbuns na intimidade dos mais próximos, sempre Sheppard e Swallow, com algumas das composições mais simples e sedutoras de Bley: "Trios", de 2013, "Andando el Tiempo", de 2015, e o derradeiro, de 2020, "Life goes on".


MAG // RBF


Lusa/Fim


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Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - La compositrice et pianiste de jazz Carla Bley est décédée aujourd'hui à son domicile de Willow, dans l'État de New York, a annoncé son partenaire, le bassiste Steve Swallow.


« Après une carrière de plus de 70 ans et près de 60 albums, la compositrice et pianiste Carla Bley nous a quittés mardi matin à l'âge de 87 ans », peut-on lire dans le message publié par la musicienne, cité par le New York Times.


Carla Bley, créatrice « irréprochablement originale », a été « responsable de plus de 60 ans de provocations astucieuses dans et autour du jazz », écrit le journal américain.


Selon Steve Swallow, cité par le New York Times, Carla Bley est décédée des suites d'une tumeur au cerveau.


Lovella May Borg, née à Oakland, Californie, le 11 mai 1936. Il a étudié la musique avec son père, le musicien Emil Carl Borg, professeur de piano et organiste d'église. Bley, cependant, a fait presque toute la formation elle-même.


Elle découvre le jazz à l'âge de 12 ans, par l'intermédiaire du vibraphoniste Lionel Hampton, ce qui l'emmènera à New York, centre de la scène jazz de l'époque, alors qu'elle n'a que 17 ans. Des musiciens tels que Miles Davis et John Coltrane, Dizzy Gillespie et Count Basie, le musicien résident du club Birdland, où Carla Bley a commencé à vendre des cigarettes, juste pour pouvoir entendre ses héros, se sont croisés.


Il n'a pas fallu longtemps pour qu'elle se fasse remarquer. D'abord, le pianiste canadien Paul Bley, qu'elle épouse en 1957 et qui l'encourage à composer. Puis le pianiste George Russell, qui l'a mise au défi d'écrire pour son sextuor, et le saxophoniste Jimmy Giuffre, qui a enregistré ses pièces telles que « Ictus » et « Jesus Maria ».


Dans les années 1960, il fonde la Guilde des compositeurs de jazz, qui lutte pour de meilleures conditions de travail pour les musiciens. L'association s'est finalement transformée en Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley a fondé avec le trompettiste autrichien Michael Mantler, son second mari.


En 1969, il commence à composer pour le Liberation Music Orchestra, du bassiste Charlie Haden, avec lequel il s'associera plus tard, et avec lequel il enregistre « Grândola, vila morena », de José Afonso, sur l'album « The Ballad of the Fallen », de 1983.


En 1971, il achève l'opéra « Escalator Over The Hill », créé et enregistré par des musiciens tels que Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman et Charlie Haden, des noms issus des deux projets et restés proches au cours des décennies suivantes, dans leurs Big Bands, ainsi que d'autres tels que Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente et Jim Pepper, solistes de jazz et musiciens dans les grands orchestres que Carla Bley a dirigés.


Au début des années 1970, Carla Bley était déjà reconnue comme compositrice. La bourse Guggenheim qui lui est alors attribuée lui permet de fonder le label Watt en 1972, à travers lequel il édite la quasi-totalité de la discographie, pendant près de 40 ans, avec distribution par ECM Records, un « label » auquel il restera lié jusqu'à la fin.


L'exception serait « Nick Mason's Fictitious Sports », un album de 1979-1981, plus proche du rock, écrit avec et pour le batteur de Pink Floyd, dans un projet édité par l'ex-Columbia, qui mobilisait également le guitariste Mick Taylor et le musicien Robert Wyatt, alors encore connu sous le nom de Soft Machine.


Les années 1990 sont surtout celles des Big Bands, auxquelles il reviendra plus tard, après la mort de Charlie Haden, survenue en 2014, lorsqu'il reprendra le Liberation Music Orchestra, son engagement social et une nouvelle version de « Printemps silencieux », qu'il composa dans les années 1960, pour l'album hommage « Time/Life », sorti en 2016.


Le nom de Carla Bley est devenu connu et régulier au Portugal, au tournant des années 1980 à 1990, d'abord avec des festivals tels que Jazz em Agosto, de la Fondation Calouste Gulbenkian, puis, un peu partout, s'étant produite à Lisbonne, Porto, Coimbra, Espinho, dans les principaux festivals de jazz du pays, dans les salles principales, du Gulbenkian à la Casa da Música, où il s'est produit avec l'Orchestre de jazz Matosinhos.


Au cours de la dernière décennie, il a travaillé principalement avec son partenaire de plus de 30 ans, Steve Swallow, et avec le saxophoniste Andy Sheppard, qui venait de ses derniers big bands ; Il a presque toujours travaillé en trio, réalisant parfois des programmes plus intimes, parfois plus expansifs, sans jamais oublier l'agitation, l'humour et le silence, qu'il aimait aussi utiliser.


Dans une discographie qui comprend des titres tels que « Tropic Appetites », « Dinner Music », « Musique Mecanique », « Social Studies », « I Hate to Sing », « Night-Glo », « Fleur Carnivore », « The Very Big Carla Bley Band », « Big Band Theory » et « Fancy Chamber Music », il y a aussi « Songs with Legs », en trio, toujours dans les années 1990, avec Sheppard et Swallow, et aussi « The Lost Chords », avec Paolo Fresu, 2005.


Après « Carla's Christmas Carols », en 2009, avec le Partyka Brass Quintet, trois albums suivront dans l'intimité de leurs proches, toujours Sheppard et Swallow, avec certaines des compositions les plus simples et les plus séduisantes de Bley : « Trios », de 2013, « Andando el Tiempo », de 2015, et le dernier, de 2020, « Life goes on ».


MAG // RBF


Lusa/Fim


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em Willow, no estado de Nova Iorque, anunciou o seu companheiro, o baixista Steve Swallow.

"Depois de uma carreira de mais de 70 anos e de quase 60 álbuns, a compositora e pianista Carla Bley deixou-nos na manhã desta terça-feira aos 87 anos", lê-se na mensagem divulgada pelo músico, citada pelo jornal The New York Times.

Carla Bley, criadora "irrepreensivelmente original", foi "responsável por mais de 60 anos de provocações astutas no jazz e em torno dele", escreve o jornal norte-americano.

De acordo com Steve Swallow, citado pelo The New York Times, Carla Bley morreu na sequência de um tumor cerebral.

Lovella May Borg, de nome de batismo, nasceu em Oakland, Califórnia, em 11 de maio de 1936. Estudou música com seu pai, o músico Emil Carl Borg, professor de piano e organista de igreja. Bley, porém, fez quase toda a formação por si mesma.

Descobriu o jazz aos 12 anos, através do vibrafonista Lionel Hampton, o que a levaria a Nova Iorque, o centro da cena jazzística da época, quando tinha ainda 17 anos. Aí se cruzavam músicos como Miles Davis e John Coltrane, Dizzy Gillespie e Count Basie, o músico residente do clube Birdland, onde Carla Bley começou por vender cigarros, só para poder ouvir os seus heróis.

Não tardou a ser notada. Primeiro, o pianista canadiano Paul Bley, com quem se casou em 1957 e que a encorajou a compor. Depois o também pianista George Russell, que a desafiou a escrever para o seu sexteto, e o saxofonista Jimmy Giuffre, que gravou peças suas como "Ictus" e "Jesus Maria".

Na década de 1960, fundou a Jazz Composers Guild, que se batia por melhores condições de trabalho para os músicos. A associação acabaria por se transformar na Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley fundou com o trompetista austríaco Michael Mantler, o seu segundo marido.

Em 1969, começou a compor para a Liberation Music Orchestra, do contrabaixista Charlie Haden, à qual viria a associar-se, e com a qual gravou "Grândola, vila morena", de José Afonso, no álbum "The Ballad of the Fallen", de 1983.

Em 1971, concluiu a ópera "Escalator Over The Hill", estreada e gravada por músicos como Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman e Charlie Haden, nomes que vinham de ambos os projetos e se mantiveram próximos ao longo das décadas seguintes, nas suas Big Bands, à semelhança de outros como Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente e Jim Pepper, solistas do jazz e músicos das grandes orquestras que Carla Bley dirigiu.

No início dos anos de 1970, Carla Bley era já reconhecida como compositora. A bolsa Guggenheim que lhe foi então atribuída, permitiu-lhe fundar a discográfica Watt, em 1972, através da qual editou quase toda a discografia, durante perto de 40 anos, com distribuição da ECM Records, 'selo' à qual se manteve ligada até ao fim.

A exceção seria "Nick Mason's Fictitious Sports", álbum de 1979-1981, mais próximo do rock, escrito com e para o baterista dos Pink Floyd, num projeto editado pela antiga Columbia, que também mobilizou o guitarrista Mick Taylor e o músico Robert Wyatt, então ainda conhecido pelos Soft Machine.

Os anos de 1990 são sobretudo os das Big Bands, a que regressaria mais tarde, após a morte de Charlie Haden, ocorrida em 2014, quando retomou a Liberation Music Orchestra, o seu compromisso social e uma nova versão de "Silent Spring", que compôs nos anos de 1960, para o álbum de homenagem "Time/Life", lançado em 2016.

O nome de Carla Bley tornou-se conhecido e regular em Portugal, na viragem dos anos de 1980 para os anos de 1990, primeiro com festivais como o Jazz em Agosto, da Fundação Calouste Gulbenkian, depois, um pouco por todo o lado, tendo atuado em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Espinho, nos principais festivais de jazz do país, nas principais salas, da Gulbenkian à Casa da Música, onde atuou com a Orquestra Jazz de Matosinhos.

Na última década, trabalhou sobretudo com o seu companheiro de mais de 30 anos, Steve Swallow, e com o saxofonista Andy Sheppard, que vinha das suas últimas big bands; trabalhou quase sempre em trio, ora cumprindo programas mais intimistas, ora mais expansivos, sem nunca esquecer a inquietação, o humor e o silêncio, que também gostava de usar.

Numa discografia que conta com títulos como "Tropic Appetites", "Dinner Music", "Musique Mecanique", "Social Studies", "I Hate to Sing", "Night-Glo", "Fleur Carnivore", "The Very Big Carla Bley Band", "Big Band Theory" e "Fancy Chamber Music", contam-se ainda "Songs with Legs", em trio, ainda nos anos de 1990, com Sheppard e Swallow, e também "The Lost Chords", com Paolo Fresu, já de 2005.

Depois de "Carla's Christmas Carols", em 2009, com o Partyka Brass Quintet, seguir-se-iam três álbuns na intimidade dos mais próximos, sempre Sheppard e Swallow, com algumas das composições mais simples e sedutoras de Bley: "Trios", de 2013, "Andando el Tiempo", de 2015, e o derradeiro, de 2020, "Life goes on".

MAG // RBF

Lusa/Fim

Este conteúdo é protegido por Direitos de Autor e Direitos Conexos e Direitos de Propriedade Industrial ao abrigo das leis portuguesas e da União Europeia, não podendo ser utilizado fora das condições admitidas no mesmo. É expressamente proibido copiar, reproduzir, modificar, exibir, transmitir ou divulgar, por qualquer forma ou para qualquer fim os conteúdos deste site, sem prévia e devida autorização da LUSA.

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Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - La compositrice et pianiste de jazz Carla Bley est décédée aujourd'hui à son domicile de Willow, dans l'État de New York, a annoncé son partenaire, le bassiste Steve Swallow.

« Après une carrière de plus de 70 ans et près de 60 albums, la compositrice et pianiste Carla Bley nous a quittés mardi matin à l'âge de 87 ans », peut-on lire dans le message publié par la musicienne, cité par le New York Times.

Carla Bley, créatrice « irréprochablement originale », a été « responsable de plus de 60 ans de provocations astucieuses dans et autour du jazz », écrit le journal américain.

Selon Steve Swallow, cité par le New York Times, Carla Bley est décédée des suites d'une tumeur au cerveau.

Lovella May Borg, née à Oakland, Californie, le 11 mai 1936. Il a étudié la musique avec son père, le musicien Emil Carl Borg, professeur de piano et organiste d'église. Bley, cependant, a fait presque toute la formation elle-même.

Elle découvre le jazz à l'âge de 12 ans, par l'intermédiaire du vibraphoniste Lionel Hampton, ce qui l'emmènera à New York, centre de la scène jazz de l'époque, alors qu'elle n'a que 17 ans. Des musiciens tels que Miles Davis et John Coltrane, Dizzy Gillespie et Count Basie, le musicien résident du club Birdland, où Carla Bley a commencé à vendre des cigarettes, juste pour pouvoir entendre ses héros, se sont croisés.

Il n'a pas fallu longtemps pour qu'elle se fasse remarquer. D'abord, le pianiste canadien Paul Bley, qu'elle épouse en 1957 et qui l'encourage à composer. Puis le pianiste George Russell, qui l'a mise au défi d'écrire pour son sextuor, et le saxophoniste Jimmy Giuffre, qui a enregistré ses pièces telles que « Ictus » et « Jesus Maria ».

Dans les années 1960, il fonde la Guilde des compositeurs de jazz, qui lutte pour de meilleures conditions de travail pour les musiciens. L'association s'est finalement transformée en Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley a fondé avec le trompettiste autrichien Michael Mantler, son second mari.

En 1969, il commence à composer pour le Liberation Music Orchestra, du bassiste Charlie Haden, avec lequel il s'associera plus tard, et avec lequel il enregistre « Grândola, vila morena », de José Afonso, sur l'album « The Ballad of the Fallen », de 1983.

En 1971, il achève l'opéra « Escalator Over The Hill », créé et enregistré par des musiciens tels que Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman et Charlie Haden, des noms issus des deux projets et restés proches au cours des décennies suivantes, dans leurs Big Bands, ainsi que d'autres tels que Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente et Jim Pepper, solistes de jazz et musiciens dans les grands orchestres que Carla Bley a dirigés.

Au début des années 1970, Carla Bley était déjà reconnue comme compositrice. La bourse Guggenheim qui lui est alors attribuée lui permet de fonder le label Watt en 1972, à travers lequel il édite la quasi-totalité de la discographie, pendant près de 40 ans, avec distribution par ECM Records, un « label » auquel il restera lié jusqu'à la fin.

L'exception serait « Nick Mason's Fictitious Sports », un album de 1979-1981, plus proche du rock, écrit avec et pour le batteur de Pink Floyd, dans un projet édité par l'ex-Columbia, qui mobilisait également le guitariste Mick Taylor et le musicien Robert Wyatt, alors encore connu sous le nom de Soft Machine.

Les années 1990 sont surtout celles des Big Bands, auxquelles il reviendra plus tard, après la mort de Charlie Haden, survenue en 2014, lorsqu'il reprendra le Liberation Music Orchestra, son engagement social et une nouvelle version de « Printemps silencieux », qu'il composa dans les années 1960, pour l'album hommage « Time/Life », sorti en 2016.

Le nom de Carla Bley est devenu connu et régulier au Portugal, au tournant des années 1980 à 1990, d'abord avec des festivals tels que Jazz em Agosto, de la Fondation Calouste Gulbenkian, puis, un peu partout, s'étant produite à Lisbonne, Porto, Coimbra, Espinho, dans les principaux festivals de jazz du pays, dans les salles principales, du Gulbenkian à la Casa da Música, où il s'est produit avec l'Orchestre de jazz Matosinhos.

Au cours de la dernière décennie, il a travaillé principalement avec son partenaire de plus de 30 ans, Steve Swallow, et avec le saxophoniste Andy Sheppard, qui venait de ses derniers big bands ; Il a presque toujours travaillé en trio, réalisant parfois des programmes plus intimes, parfois plus expansifs, sans jamais oublier l'agitation, l'humour et le silence, qu'il aimait aussi utiliser.

Dans une discographie qui comprend des titres tels que « Tropic Appetites », « Dinner Music », « Musique Mecanique », « Social Studies », « I Hate to Sing », « Night-Glo », « Fleur Carnivore », « The Very Big Carla Bley Band », « Big Band Theory » et « Fancy Chamber Music », il y a aussi « Songs with Legs », en trio, toujours dans les années 1990, avec Sheppard et Swallow, et aussi « The Lost Chords », avec Paolo Fresu, 2005.

Après « Carla's Christmas Carols », en 2009, avec le Partyka Brass Quintet, trois albums suivront dans l'intimité de leurs proches, toujours Sheppard et Swallow, avec certaines des compositions les plus simples et les plus séduisantes de Bley : « Trios », de 2013, « Andando el Tiempo », de 2015, et le dernier, de 2020, « Life goes on ».

MAG // RBF

Lusa/Fim

Ce contenu est protégé par le droit d'auteur et les droits voisins et les droits de propriété industrielle en vertu des lois portugaises et de l'Union européenne, et ne peut être utilisé en dehors des conditions qui y sont autorisées. Il est expressément interdit de copier, de reproduire, de modifier, d'afficher, de transmettre ou de diffuser, de quelque manière que ce soit et à quelque fin que ce soit, le contenu de ce site Web, sans l'autorisatio



Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - A compositora e pianista de jazz Carla Bley morreu hoje, em sua casa, em Willow, no estado de Nova Iorque, anunciou o seu companheiro, o baixista Steve Swallow.

"Depois de uma carreira de mais de 70 anos e de quase 60 álbuns, a compositora e pianista Carla Bley deixou-nos na manhã desta terça-feira aos 87 anos", lê-se na mensagem divulgada pelo músico, citada pelo jornal The New York Times.

Carla Bley, criadora "irrepreensivelmente original", foi "responsável por mais de 60 anos de provocações astutas no jazz e em torno dele", escreve o jornal norte-americano.

De acordo com Steve Swallow, citado pelo The New York Times, Carla Bley morreu na sequência de um tumor cerebral.

Lovella May Borg, de nome de batismo, nasceu em Oakland, Califórnia, em 11 de maio de 1936. Estudou música com seu pai, o músico Emil Carl Borg, professor de piano e organista de igreja. Bley, porém, fez quase toda a formação por si mesma.

Descobriu o jazz aos 12 anos, através do vibrafonista Lionel Hampton, o que a levaria a Nova Iorque, o centro da cena jazzística da época, quando tinha ainda 17 anos. Aí se cruzavam músicos como Miles Davis e John Coltrane, Dizzy Gillespie e Count Basie, o músico residente do clube Birdland, onde Carla Bley começou por vender cigarros, só para poder ouvir os seus heróis.

Não tardou a ser notada. Primeiro, o pianista canadiano Paul Bley, com quem se casou em 1957 e que a encorajou a compor. Depois o também pianista George Russell, que a desafiou a escrever para o seu sexteto, e o saxofonista Jimmy Giuffre, que gravou peças suas como "Ictus" e "Jesus Maria".

Na década de 1960, fundou a Jazz Composers Guild, que se batia por melhores condições de trabalho para os músicos. A associação acabaria por se transformar na Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley fundou com o trompetista austríaco Michael Mantler, o seu segundo marido.

Em 1969, começou a compor para a Liberation Music Orchestra, do contrabaixista Charlie Haden, à qual viria a associar-se, e com a qual gravou "Grândola, vila morena", de José Afonso, no álbum "The Ballad of the Fallen", de 1983.

Em 1971, concluiu a ópera "Escalator Over The Hill", estreada e gravada por músicos como Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman e Charlie Haden, nomes que vinham de ambos os projetos e se mantiveram próximos ao longo das décadas seguintes, nas suas Big Bands, à semelhança de outros como Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente e Jim Pepper, solistas do jazz e músicos das grandes orquestras que Carla Bley dirigiu.

No início dos anos de 1970, Carla Bley era já reconhecida como compositora. A bolsa Guggenheim que lhe foi então atribuída, permitiu-lhe fundar a discográfica Watt, em 1972, através da qual editou quase toda a discografia, durante perto de 40 anos, com distribuição da ECM Records, 'selo' à qual se manteve ligada até ao fim.

A exceção seria "Nick Mason's Fictitious Sports", álbum de 1979-1981, mais próximo do rock, escrito com e para o baterista dos Pink Floyd, num projeto editado pela antiga Columbia, que também mobilizou o guitarrista Mick Taylor e o músico Robert Wyatt, então ainda conhecido pelos Soft Machine.

Os anos de 1990 são sobretudo os das Big Bands, a que regressaria mais tarde, após a morte de Charlie Haden, ocorrida em 2014, quando retomou a Liberation Music Orchestra, o seu compromisso social e uma nova versão de "Silent Spring", que compôs nos anos de 1960, para o álbum de homenagem "Time/Life", lançado em 2016.

O nome de Carla Bley tornou-se conhecido e regular em Portugal, na viragem dos anos de 1980 para os anos de 1990, primeiro com festivais como o Jazz em Agosto, da Fundação Calouste Gulbenkian, depois, um pouco por todo o lado, tendo atuado em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Espinho, nos principais festivais de jazz do país, nas principais salas, da Gulbenkian à Casa da Música, onde atuou com a Orquestra Jazz de Matosinhos.

Na última década, trabalhou sobretudo com o seu companheiro de mais de 30 anos, Steve Swallow, e com o saxofonista Andy Sheppard, que vinha das suas últimas big bands; trabalhou quase sempre em trio, ora cumprindo programas mais intimistas, ora mais expansivos, sem nunca esquecer a inquietação, o humor e o silêncio, que também gostava de usar.

Numa discografia que conta com títulos como "Tropic Appetites", "Dinner Music", "Musique Mecanique", "Social Studies", "I Hate to Sing", "Night-Glo", "Fleur Carnivore", "The Very Big Carla Bley Band", "Big Band Theory" e "Fancy Chamber Music", contam-se ainda "Songs with Legs", em trio, ainda nos anos de 1990, com Sheppard e Swallow, e também "The Lost Chords", com Paolo Fresu, já de 2005.

Depois de "Carla's Christmas Carols", em 2009, com o Partyka Brass Quintet, seguir-se-iam três álbuns na intimidade dos mais próximos, sempre Sheppard e Swallow, com algumas das composições mais simples e sedutoras de Bley: "Trios", de 2013, "Andando el Tiempo", de 2015, e o derradeiro, de 2020, "Life goes on".

MAG // RBF

Lusa/Fim

Este conteúdo é protegido por Direitos de Autor e Direitos Conexos e Direitos de Propriedade Industrial ao abrigo das leis portuguesas e da União Europeia, não podendo ser utilizado fora das condições admitidas no mesmo. É expressamente proibido copiar, reproduzir, modificar, exibir, transmitir ou divulgar, por qualquer forma ou para qualquer fim os conteúdos deste site, sem prévia e devida autorização da LUSA.

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Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - La compositrice et pianiste de jazz Carla Bley est décédée aujourd'hui à son domicile de Willow, dans l'État de New York, a annoncé son partenaire, le bassiste Steve Swallow.

« Après une carrière de plus de 70 ans et près de 60 albums, la compositrice et pianiste Carla Bley nous a quittés mardi matin à l'âge de 87 ans », peut-on lire dans le message publié par la musicienne, cité par le New York Times.

Carla Bley, créatrice « irréprochablement originale », a été « responsable de plus de 60 ans de provocations astucieuses dans et autour du jazz », écrit le journal américain.

Selon Steve Swallow, cité par le New York Times, Carla Bley est décédée des suites d'une tumeur au cerveau.

Lovella May Borg, née à Oakland, Californie, le 11 mai 1936. Il a étudié la musique avec son père, le musicien Emil Carl Borg, professeur de piano et organiste d'église. Bley, cependant, a fait presque toute la formation elle-même.

Elle découvre le jazz à l'âge de 12 ans, par l'intermédiaire du vibraphoniste Lionel Hampton, ce qui l'emmènera à New York, centre de la scène jazz de l'époque, alors qu'elle n'a que 17 ans. Des musiciens tels que Miles Davis et John Coltrane, Dizzy Gillespie et Count Basie, le musicien résident du club Birdland, où Carla Bley a commencé à vendre des cigarettes, juste pour pouvoir entendre ses héros, se sont croisés.

Il n'a pas fallu longtemps pour qu'elle se fasse remarquer. D'abord, le pianiste canadien Paul Bley, qu'elle épouse en 1957 et qui l'encourage à composer. Puis le pianiste George Russell, qui l'a mise au défi d'écrire pour son sextuor, et le saxophoniste Jimmy Giuffre, qui a enregistré ses pièces telles que « Ictus » et « Jesus Maria ».

Dans les années 1960, il fonde la Guilde des compositeurs de jazz, qui lutte pour de meilleures conditions de travail pour les musiciens. L'association s'est finalement transformée en Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley a fondé avec le trompettiste autrichien Michael Mantler, son second mari.

En 1969, il commence à composer pour le Liberation Music Orchestra, du bassiste Charlie Haden, avec lequel il s'associera plus tard, et avec lequel il enregistre « Grândola, vila morena », de José Afonso, sur l'album « The Ballad of the Fallen », de 1983.

En 1971, il achève l'opéra « Escalator Over The Hill », créé et enregistré par des musiciens tels que Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman et Charlie Haden, des noms issus des deux projets et restés proches au cours des décennies suivantes, dans leurs Big Bands, ainsi que d'autres tels que Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente et Jim Pepper, solistes de jazz et musiciens dans les grands orchestres que Carla Bley a dirigés.

Au début des années 1970, Carla Bley était déjà reconnue comme compositrice. La bourse Guggenheim qui lui est alors attribuée lui permet de fonder le label Watt en 1972, à travers lequel il édite la quasi-totalité de la discographie, pendant près de 40 ans, avec distribution par ECM Records, un « label » auquel il restera lié jusqu'à la fin.

L'exception serait « Nick Mason's Fictitious Sports », un album de 1979-1981, plus proche du rock, écrit avec et pour le batteur de Pink Floyd, dans un projet édité par l'ex-Columbia, qui mobilisait également le guitariste Mick Taylor et le musicien Robert Wyatt, alors encore connu sous le nom de Soft Machine.

Les années 1990 sont surtout celles des Big Bands, auxquelles il reviendra plus tard, après la mort de Charlie Haden, survenue en 2014, lorsqu'il reprendra le Liberation Music Orchestra, son engagement social et une nouvelle version de « Printemps silencieux », qu'il composa dans les années 1960, pour l'album hommage « Time/Life », sorti en 2016.

Le nom de Carla Bley est devenu connu et régulier au Portugal, au tournant des années 1980 à 1990, d'abord avec des festivals tels que Jazz em Agosto, de la Fondation Calouste Gulbenkian, puis, un peu partout, s'étant produite à Lisbonne, Porto, Coimbra, Espinho, dans les principaux festivals de jazz du pays, dans les salles principales, du Gulbenkian à la Casa da Música, où il s'est produit avec l'Orchestre de jazz Matosinhos.

Au cours de la dernière décennie, il a travaillé principalement avec son partenaire de plus de 30 ans, Steve Swallow, et avec le saxophoniste Andy Sheppard, qui venait de ses derniers big bands ; Il a presque toujours travaillé en trio, réalisant parfois des programmes plus intimes, parfois plus expansifs, sans jamais oublier l'agitation, l'humour et le silence, qu'il aimait aussi utiliser.

Dans une discographie qui comprend des titres tels que « Tropic Appetites », « Dinner Music », « Musique Mecanique », « Social Studies », « I Hate to Sing », « Night-Glo », « Fleur Carnivore », « The Very Big Carla Bley Band », « Big Band Theory » et « Fancy Chamber Music », il y a aussi « Songs with Legs », en trio, toujours dans les années 1990, avec Sheppard et Swallow, et aussi « The Lost Chords », avec Paolo Fresu, 2005.

Après « Carla's Christmas Carols », en 2009, avec le Partyka Brass Quintet, trois albums suivront dans l'intimité de leurs proches, toujours Sheppard et Swallow, avec certaines des compositions les plus simples et les plus séduisantes de Bley : « Trios », de 2013, « Andando el Tiempo », de 2015, et le dernier, de 2020, « Life goes on ».

MAG // RBF

Lusa/Fim

Ce contenu est protégé par le droit d'auteur et les droits voisins et les droits de propriété industrielle en vertu des lois portugaises et de l'Union européenne, et ne peut être utilisé en dehors des conditions qui y sont autorisées. Il est expressément interdit de copier, de reproduire, de modifier, d'afficher, de transmettre ou de diffuser, de quelque manière que ce soit et à quelque fin que ce soit, le contenu de ce site Web, sans l'autorisation préalable et due de LUSA.

Nova IorquNova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - A compositora e pianista de jazz Carla Bley morreu hoje, em sua casa, em Willow, no estado de Nova Iorque, anunciou o seu companheiro, o baixista Steve Swallow.

"Depois de uma carreira de mais de 70 anos e de quase 60 álbuns, a compositora e pianista Carla Bley deixou-nos na manhã desta terça-feira aos 87 anos", lê-se na mensagem divulgada pelo músico, citada pelo jornal The New York Times.

Carla Bley, criadora "irrepreensivelmente original", foi "responsável por mais de 60 anos de provocações astutas no jazz e em torno dele", escreve o jornal norte-americano.

De acordo com Steve Swallow, citado pelo The New York Times, Carla Bley morreu na sequência de um tumor cerebral.

Lovella May Borg, de nome de batismo, nasceu em Oakland, Califórnia, em 11 de maio de 1936. Estudou música com seu pai, o músico Emil Carl Borg, professor de piano e organista de igreja. Bley, porém, fez quase toda a formação por si mesma.

Descobriu o jazz aos 12 anos, através do vibrafonista Lionel Hampton, o que a levaria a Nova Iorque, o centro da cena jazzística da época, quando tinha ainda 17 anos. Aí se cruzavam músicos como Miles Davis e John Coltrane, Dizzy Gillespie e Count Basie, o músico residente do clube Birdland, onde Carla Bley começou por vender cigarros, só para poder ouvir os seus heróis.

Não tardou a ser notada. Primeiro, o pianista canadiano Paul Bley, com quem se casou em 1957 e que a encorajou a compor. Depois o também pianista George Russell, que a desafiou a escrever para o seu sexteto, e o saxofonista Jimmy Giuffre, que gravou peças suas como "Ictus" e "Jesus Maria".

Na década de 1960, fundou a Jazz Composers Guild, que se batia por melhores condições de trabalho para os músicos. A associação acabaria por se transformar na Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley fundou com o trompetista austríaco Michael Mantler, o seu segundo marido.

Em 1969, começou a compor para a Liberation Music Orchestra, do contrabaixista Charlie Haden, à qual viria a associar-se, e com a qual gravou "Grândola, vila morena", de José Afonso, no álbum "The Ballad of the Fallen", de 1983.

Em 1971, concluiu a ópera "Escalator Over The Hill", estreada e gravada por músicos como Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman e Charlie Haden, nomes que vinham de ambos os projetos e se mantiveram próximos ao longo das décadas seguintes, nas suas Big Bands, à semelhança de outros como Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente e Jim Pepper, solistas do jazz e músicos das grandes orquestras que Carla Bley dirigiu.

No início dos anos de 1970, Carla Bley era já reconhecida como compositora. A bolsa Guggenheim que lhe foi então atribuída, permitiu-lhe fundar a discográfica Watt, em 1972, através da qual editou quase toda a discografia, durante perto de 40 anos, com distribuição da ECM Records, 'selo' à qual se manteve ligada até ao fim.

A exceção seria "Nick Mason's Fictitious Sports", álbum de 1979-1981, mais próximo do rock, escrito com e para o baterista dos Pink Floyd, num projeto editado pela antiga Columbia, que também mobilizou o guitarrista Mick Taylor e o músico Robert Wyatt, então ainda conhecido pelos Soft Machine.

Os anos de 1990 são sobretudo os das Big Bands, a que regressaria mais tarde, após a morte de Charlie Haden, ocorrida em 2014, quando retomou a Liberation Music Orchestra, o seu compromisso social e uma nova versão de "Silent Spring", que compôs nos anos de 1960, para o álbum de homenagem "Time/Life", lançado em 2016.

O nome de Carla Bley tornou-se conhecido e regular em Portugal, na viragem dos anos de 1980 para os anos de 1990, primeiro com festivais como o Jazz em Agosto, da Fundação Calouste Gulbenkian, depois, um pouco por todo o lado, tendo atuado em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Espinho, nos principais festivais de jazz do país, nas principais salas, da Gulbenkian à Casa da Música, onde atuou com a Orquestra Jazz de Matosinhos.

Na última década, trabalhou sobretudo com o seu companheiro de mais de 30 anos, Steve Swallow, e com o saxofonista Andy Sheppard, que vinha das suas últimas big bands; trabalhou quase sempre em trio, ora cumprindo programas mais intimistas, ora mais expansivos, sem nunca esquecer a inquietação, o humor e o silêncio, que também gostava de usar.

Numa discografia que conta com títulos como "Tropic Appetites", "Dinner Music", "Musique Mecanique", "Social Studies", "I Hate to Sing", "Night-Glo", "Fleur Carnivore", "The Very Big Carla Bley Band", "Big Band Theory" e "Fancy Chamber Music", contam-se ainda "Songs with Legs", em trio, ainda nos anos de 1990, com Sheppard e Swallow, e também "The Lost Chords", com Paolo Fresu, já de 2005.

Depois de "Carla's Christmas Carols", em 2009, com o Partyka Brass Quintet, seguir-se-iam três álbuns na intimidade dos mais próximos, sempre Sheppard e Swallow, com algumas das composições mais simples e sedutoras de Bley: "Trios", de 2013, "Andando el Tiempo", de 2015, e o derradeiro, de 2020, "Life goes on".

MAG // RBF

Lusa/Fim

Este conteúdo é protegido por Direitos de Autor e Direitos Conexos e Direitos de Propriedade Industrial ao abrigo das leis portuguesas e da União Europeia, não podendo ser utilizado fora das condições admitidas no mesmo. É expressamente proibido copiar, reproduzir, modificar, exibir, transmitir ou divulgar, por qualquer forma ou para qualquer fim os conteúdos deste site, sem prévia e devida autorização da LUSA.

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Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - La compositrice et pianiste de jazz Carla Bley est décédée aujourd'hui à son domicile de Willow, dans l'État de New York, a annoncé son partenaire, le bassiste Steve Swallow.

« Après une carrière de plus de 70 ans et près de 60 albums, la compositrice et pianiste Carla Bley nous a quittés mardi matin à l'âge de 87 ans », peut-on lire dans le message publié par la musicienne, cité par le New York Times.

Carla Bley, créatrice « irréprochablement originale », a été « responsable de plus de 60 ans de provocations astucieuses dans et autour du jazz », écrit le journal américain.

Selon Steve Swallow, cité par le New York Times, Carla Bley est décédée des suites d'une tumeur au cerveau.

Lovella May Borg, née à Oakland, Californie, le 11 mai 1936. Il a étudié la musique avec son père, le musicien Emil Carl Borg, professeur de piano et organiste d'église. Bley, cependant, a fait presque toute la formation elle-même.

Elle découvre le jazz à l'âge de 12 ans, par l'intermédiaire du vibraphoniste Lionel Hampton, ce qui l'emmènera à New York, centre de la scène jazz de l'époque, alors qu'elle n'a que 17 ans. Des musiciens tels que Miles Davis et John Coltrane, Dizzy Gillespie et Count Basie, le musicien résident du club Birdland, où Carla Bley a commencé à vendre des cigarettes, juste pour pouvoir entendre ses héros, se sont croisés.

Il n'a pas fallu longtemps pour qu'elle se fasse remarquer. D'abord, le pianiste canadien Paul Bley, qu'elle épouse en 1957 et qui l'encourage à composer. Puis le pianiste George Russell, qui l'a mise au défi d'écrire pour son sextuor, et le saxophoniste Jimmy Giuffre, qui a enregistré ses pièces telles que « Ictus » et « Jesus Maria ».

Dans les années 1960, il fonde la Guilde des compositeurs de jazz, qui lutte pour de meilleures conditions de travail pour les musiciens. L'association s'est finalement transformée en Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley a fondé avec le trompettiste autrichien Michael Mantler, son second mari.

En 1969, il commence à composer pour le Liberation Music Orchestra, du bassiste Charlie Haden, avec lequel il s'associera plus tard, et avec lequel il enregistre « Grândola, vila morena », de José Afonso, sur l'album « The Ballad of the Fallen », de 1983.

En 1971, il achève l'opéra « Escalator Over The Hill », créé et enregistré par des musiciens tels que Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman et Charlie Haden, des noms issus des deux projets et restés proches au cours des décennies suivantes, dans leurs Big Bands, ainsi que d'autres tels que Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente et Jim Pepper, solistes de jazz et musiciens dans les grands orchestres que Carla Bley a dirigés.

Au début des années 1970, Carla Bley était déjà reconnue comme compositrice. La bourse Guggenheim qui lui est alors attribuée lui permet de fonder le label Watt en 1972, à travers lequel il édite la quasi-totalité de la discographie, pendant près de 40 ans, avec distribution par ECM Records, un « label » auquel il restera lié jusqu'à la fin.

L'exception serait « Nick Mason's Fictitious Sports », un album de 1979-1981, plus proche du rock, écrit avec et pour le batteur de Pink Floyd, dans un projet édité par l'ex-Columbia, qui mobilisait également le guitariste Mick Taylor et le musicien Robert Wyatt, alors encore connu sous le nom de Soft Machine.

Les années 1990 sont surtout celles des Big Bands, auxquelles il reviendra plus tard, après la mort de Charlie Haden, survenue en 2014, lorsqu'il reprendra le Liberation Music Orchestra, son engagement social et une nouvelle version de « Printemps silencieux », qu'il composa dans les années 1960, pour l'album hommage « Time/Life », sorti en 2016.

Le nom de Carla Bley est devenu connu et régulier au Portugal, au tournant des années 1980 à 1990, d'abord avec des festivals tels que Jazz em Agosto, de la Fondation Calouste Gulbenkian, puis, un peu partout, s'étant produite à Lisbonne, Porto, Coimbra, Espinho, dans les principaux festivals de jazz du pays, dans les salles principales, du Gulbenkian à la Casa da Música, où il s'est produit avec l'Orchestre de jazz Matosinhos.

Au cours de la dernière décennie, il a travaillé principalement avec son partenaire de plus de 30 ans, Steve Swallow, et avec le saxophoniste Andy Sheppard, qui venait de ses derniers big bands ; Il a presque toujours travaillé en trio, réalisant parfois des programmes plus intimes, parfois plus expansifs, sans jamais oublier l'agitation, l'humour et le silence, qu'il aimait aussi utiliser.

Dans une discographie qui comprend des titres tels que « Tropic Appetites », « Dinner Music », « Musique Mecanique », « Social Studies », « I Hate to Sing », « Night-Glo », « Fleur Carnivore », « The Very Big Carla Bley Band », « Big Band Theory » et « Fancy Chamber Music », il y a aussi « Songs with Legs », en trio, toujours dans les années 1990, avec Sheppard et Swallow, et aussi « The Lost Chords », avec Paolo Fresu, 2005.

Après « Carla's Christmas Carols », en 2009, avec le Partyka Brass Quintet, trois albums suivront dans l'intimité de leurs proches, toujours Sheppard et Swallow, avec certaines des compositions les plus simples et les plus séduisantes de Bley : « Trios », de 2013, « Andando el Tiempo », de 2015, et le dernier, de 2020, « Life goes on ».

MAG // RBF

Lusa/Fim

Ce contenu est protégé par le droit d'auteur et les droits voisins et les droits de propriété industrielle en vertu des lois portugaises et de l'Union européenne, et ne peut être utilisé en dehors des conditions qui y sont autorisées. Il est expressément interdit de copier, de reproduire, de modifier, d'afficher, de transmettre ou de diffuser, de quelque manière que ce soit et à quelque fin que ce soit, le contenu de ce site Web, sans l'autorisation préalable et due de LUSA.e, 17 out 2023 (Lusa) - A compositora e pianista de jazz Carla Bley morreu hoje, em sua casa, em Willow, no estado de Nova Iorque, anunciou o seu companheiro, o baixista Steve Swallow.

"Depois de uma carreira de mais de 70 anos e de quase 60 álbuns, a compositora e pianista Carla Bley deixou-nos na manhã desta terça-feira aos 87 anos", lê-se na mensagem divulgada pelo músico, citada pelo jornal The New York Times.

Carla Bley, criadora "irrepreensivelmente original", foi "responsável por mais de 60 anos de provocações astutas no jazz e em torno dele", escreve o jornal norte-americano.

De acordo com Steve Swallow, citado pelo The New York Times, Carla Bley morreu na sequência de um tumor cerebral.

Lovella May Borg, de nome de batismo, nasceu em Oakland, Califórnia, em 11 de maio de 1936. Estudou música com seu pai, o músico Emil Carl Borg, professor de piano e organista de igreja. Bley, porém, fez quase toda a formação por si mesma.

Descobriu o jazz aos 12 anos, através do vibrafonista Lionel Hampton, o que a levaria a Nova Iorque, o centro da cena jazzística da época, quando tinha ainda 17 anos. Aí se cruzavam músicos como Miles Davis e John Coltrane, Dizzy Gillespie e Count Basie, o músico residente do clube Birdland, onde Carla Bley começou por vender cigarros, só para poder ouvir os seus heróis.

Não tardou a ser notada. Primeiro, o pianista canadiano Paul Bley, com quem se casou em 1957 e que a encorajou a compor. Depois o também pianista George Russell, que a desafiou a escrever para o seu sexteto, e o saxofonista Jimmy Giuffre, que gravou peças suas como "Ictus" e "Jesus Maria".

Na década de 1960, fundou a Jazz Composers Guild, que se batia por melhores condições de trabalho para os músicos. A associação acabaria por se transformar na Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley fundou com o trompetista austríaco Michael Mantler, o seu segundo marido.

Em 1969, começou a compor para a Liberation Music Orchestra, do contrabaixista Charlie Haden, à qual viria a associar-se, e com a qual gravou "Grândola, vila morena", de José Afonso, no álbum "The Ballad of the Fallen", de 1983.

Em 1971, concluiu a ópera "Escalator Over The Hill", estreada e gravada por músicos como Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman e Charlie Haden, nomes que vinham de ambos os projetos e se mantiveram próximos ao longo das décadas seguintes, nas suas Big Bands, à semelhança de outros como Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente e Jim Pepper, solistas do jazz e músicos das grandes orquestras que Carla Bley dirigiu.

No início dos anos de 1970, Carla Bley era já reconhecida como compositora. A bolsa Guggenheim que lhe foi então atribuída, permitiu-lhe fundar a discográfica Watt, em 1972, através da qual editou quase toda a discografia, durante perto de 40 anos, com distribuição da ECM Records, 'selo' à qual se manteve ligada até ao fim.

A exceção seria "Nick Mason's Fictitious Sports", álbum de 1979-1981, mais próximo do rock, escrito com e para o baterista dos Pink Floyd, num projeto editado pela antiga Columbia, que também mobilizou o guitarrista Mick Taylor e o músico Robert Wyatt, então ainda conhecido pelos Soft Machine.

Os anos de 1990 são sobretudo os das Big Bands, a que regressaria mais tarde, após a morte de Charlie Haden, ocorrida em 2014, quando retomou a Liberation Music Orchestra, o seu compromisso social e uma nova versão de "Silent Spring", que compôs nos anos de 1960, para o álbum de homenagem "Time/Life", lançado em 2016.

O nome de Carla Bley tornou-se conhecido e regular em Portugal, na viragem dos anos de 1980 para os anos de 1990, primeiro com festivais como o Jazz em Agosto, da Fundação Calouste Gulbenkian, depois, um pouco por todo o lado, tendo atuado em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Espinho, nos principais festivais de jazz do país, nas principais salas, da Gulbenkian à Casa da Música, onde atuou com a Orquestra Jazz de Matosinhos.

Na última década, trabalhou sobretudo com o seu companheiro de mais de 30 anos, Steve Swallow, e com o saxofonista Andy Sheppard, que vinha das suas últimas big bands; trabalhou quase sempre em trio, ora cumprindo programas mais intimistas, ora mais expansivos, sem nunca esquecer a inquietação, o humor e o silêncio, que também gostava de usar.

Numa discografia que conta com títulos como "Tropic Appetites", "Dinner Music", "Musique Mecanique", "Social Studies", "I Hate to Sing", "Night-Glo", "Fleur Carnivore", "The Very Big Carla Bley Band", "Big Band Theory" e "Fancy Chamber Music", contam-se ainda "Songs with Legs", em trio, ainda nos anos de 1990, com Sheppard e Swallow, e também "The Lost Chords", com Paolo Fresu, já de 2005.

Depois de "Carla's Christmas Carols", em 2009, com o Partyka Brass Quintet, seguir-se-iam três álbuns na intimidade dos mais próximos, sempre Sheppard e Swallow, com algumas das composições mais simples e sedutoras de Bley: "Trios", de 2013, "Andando el Tiempo", de 2015, e o derradeiro, de 2020, "Life goes on".

MAG // RBF

Lusa/Fim

Este conteúdo é protegido por Direitos de Autor e Direitos Conexos e Direitos de Propriedade Industrial ao abrigo das leis portuguesas e da União Europeia, não podendo ser utilizado fora das condições admitidas no mesmo. É expressamente proibido copiar, reproduzir, modificar, exibir, transmitir ou divulgar, por qualquer forma ou para qualquer fim os conteúdos deste site, sem prévia e devida autorização da LUSA.

___________________________________________________

Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - La compositrice et pianiste de jazz Carla Bley est décédée aujourd'hui à son domicile de Willow, dans l'État de New York, a annoncé son partenaire, le bassiste Steve Swallow.

« Après une carrière de plus de 70 ans et près de 60 albums, la compositrice et pianiste Carla Bley nous a quittés mardi matin à l'âge de 87 ans », peut-on lire dans le message publié par la musicienne, cité par le New York Times.

Carla Bley, créatrice « irréprochablement originale », a été « responsable de plus de 60 ans de provocations astucieuses dans et autour du jazz », écrit le journal américain.

Selon Steve Swallow, cité par le New York Times, Carla Bley est décédée des suites d'une tumeur au cerveau.

Lovella May Borg, née à Oakland, Californie, le 11 mai 1936. Il a étudié la musique avec son père, le musicien Emil Carl Borg, professeur de piano et organiste d'église. Bley, cependant, a fait presque toute la formation elle-même.

Elle découvre le jazz à l'âge de 12 ans, par l'intermédiaire du vibraphoniste Lionel Hampton, ce qui l'emmènera à New York, centre de la scène jazz de l'époque, alors qu'elle n'a que 17 ans. Des musiciens tels que Miles Davis et John Coltrane, Dizzy Gillespie et Count Basie, le musicien résident du club Birdland, où Carla Bley a commencé à vendre des cigarettes, juste pour pouvoir entendre ses héros, se sont croisés.

Il n'a pas fallu longtemps pour qu'elle se fasse remarquer. D'abord, le pianiste canadien Paul Bley, qu'elle épouse en 1957 et qui l'encourage à composer. Puis le pianiste George Russell, qui l'a mise au défi d'écrire pour son sextuor, et le saxophoniste Jimmy Giuffre, qui a enregistré ses pièces telles que « Ictus » et « Jesus Maria ».

Dans les années 1960, il fonde la Guilde des compositeurs de jazz, qui lutte pour de meilleures conditions de travail pour les musiciens. L'association s'est finalement transformée en Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley a fondé avec le trompettiste autrichien Michael Mantler, son second mari.

En 1969, il commence à composer pour le Liberation Music Orchestra, du bassiste Charlie Haden, avec lequel il s'associera plus tard, et avec lequel il enregistre « Grândola, vila morena », de José Afonso, sur l'album « The Ballad of the Fallen », de 1983.

En 1971, il achève l'opéra « Escalator Over The Hill », créé et enregistré par des musiciens tels que Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman et Charlie Haden, des noms issus des deux projets et restés proches au cours des décennies suivantes, dans leurs Big Bands, ainsi que d'autres tels que Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente et Jim Pepper, solistes de jazz et musiciens dans les grands orchestres que Carla Bley a dirigés.

Au début des années 1970, Carla Bley était déjà reconnue comme compositrice. La bourse Guggenheim qui lui est alors attribuée lui permet de fonder le label Watt en 1972, à travers lequel il édite la quasi-totalité de la discographie, pendant près de 40 ans, avec distribution par ECM Records, un « label » auquel il restera lié jusqu'à la fin.

L'exception serait « Nick Mason's Fictitious Sports », un album de 1979-1981, plus proche du rock, écrit avec et pour le batteur de Pink Floyd, dans un projet édité par l'ex-Columbia, qui mobilisait également le guitariste Mick Taylor et le musicien Robert Wyatt, alors encore connu sous le nom de Soft Machine.

Les années 1990 sont surtout celles des Big Bands, auxquelles il reviendra plus tard, après la mort de Charlie Haden, survenue en 2014, lorsqu'il reprendra le Liberation Music Orchestra, son engagement social et une nouvelle version de « Printemps silencieux », qu'il composa dans les années 1960, pour l'album hommage « Time/Life », sorti en 2016.

Le nom de Carla Bley est devenu connu et régulier au Portugal, au tournant des années 1980 à 1990, d'abord avec des festivals tels que Jazz em Agosto, de la Fondation Calouste Gulbenkian, puis, un peu partout, s'étant produite à Lisbonne, Porto, Coimbra, Espinho, dans les principaux festivals de jazz du pays, dans les salles principales, du Gulbenkian à la Casa da Música, où il s'est produit avec l'Orchestre de jazz Matosinhos.

Au cours de la dernière décennie, il a travaillé principalement avec son partenaire de plus de 30 ans, Steve Swallow, et avec le saxophoniste Andy Sheppard, qui venait de ses derniers big bands ; Il a presque toujours travaillé en trio, réalisant parfois des programmes plus intimes, parfois plus expansifs, sans jamais oublier l'agitation, l'humour et le silence, qu'il aimait aussi utiliser.

Dans une discographie qui comprend des titres tels que « Tropic Appetites », « Dinner Music », « Musique Mecanique », « Social Studies », « I Hate to Sing », « Night-Glo », « Fleur Carnivore », « The Very Big Carla Bley Band », « Big Band Theory » et « Fancy Chamber Music », il y a aussi « Songs with Legs », en trio, toujours dans les années 1990, avec Sheppard et Swallow, et aussi « The Lost Chords », avec Paolo Fresu, 2005.

Après « Carla's Christmas Carols », en 2009, avec le Partyka Brass Quintet, trois albums suivront dans l'intimité de leurs proches, toujours Sheppard et Swallow, avec certaines des compositions les plus simples et les plus séduisantes de Bley : « Trios », de 2013, « Andando el Tiempo », de 2015, et le dernier, de 2020, « Life goes on ».

MAG // RBF

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Ce contenu est protégé par le droit d'auteur et les droits voisins et les droits de propriété industrielle en vertu des lois portugaises et de l'Union européenne, et ne peut être utilisé en dehors des conditions qui y sont autorisées. Il est expressément interdit de copier, de reproduire, de modifier, d'afficher, de transmettre ou de diffuser, de quelque manière que ce soit et à quelque fin que ce soit, le contenu de ce site Web, sans l'autorisation préalable et due de LUSA.

Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - A compositora e pianista de jazz Carla Bley morreu hoje, em sua casa, em Willow, no estado de Nova Iorque, anunciou o seu companheiro, o baixista Steve Swallow.

"Depois de uma carreira de mais de 70 anos e de quase 60 álbuns, a compositora e pianista Carla Bley deixou-nos na manhã desta terça-feira aos 87 anos", lê-se na mensagem divulgada pelo músico, citada pelo jornal The New York Times.

Carla Bley, criadora "irrepreensivelmente original", foi "responsável por mais de 60 anos de provocações astutas no jazz e em torno dele", escreve o jornal norte-americano.

De acordo com Steve Swallow, citado pelo The New York Times, Carla Bley morreu na sequência de um tumor cerebral.

Lovella May Borg, de nome de batismo, nasceu em Oakland, Califórnia, em 11 de maio de 1936. Estudou música com seu pai, o músico Emil Carl Borg, professor de piano e organista de igreja. Bley, porém, fez quase toda a formação por si mesma.

Descobriu o jazz aos 12 anos, através do vibrafonista Lionel Hampton, o que a levaria a Nova Iorque, o centro da cena jazzística da época, quando tinha ainda 17 anos. Aí se cruzavam músicos como Miles Davis e John Coltrane, Dizzy Gillespie e Count Basie, o músico residente do clube Birdland, onde Carla Bley começou por vender cigarros, só para poder ouvir os seus heróis.

Não tardou a ser notada. Primeiro, o pianista canadiano Paul Bley, com quem se casou em 1957 e que a encorajou a compor. Depois o também pianista George Russell, que a desafiou a escrever para o seu sexteto, e o saxofonista Jimmy Giuffre, que gravou peças suas como "Ictus" e "Jesus Maria".

Na década de 1960, fundou a Jazz Composers Guild, que se batia por melhores condições de trabalho para os músicos. A associação acabaria por se transformar na Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley fundou com o trompetista austríaco Michael Mantler, o seu segundo marido.

Em 1969, começou a compor para a Liberation Music Orchestra, do contrabaixista Charlie Haden, à qual viria a associar-se, e com a qual gravou "Grândola, vila morena", de José Afonso, no álbum "The Ballad of the Fallen", de 1983.

Em 1971, concluiu a ópera "Escalator Over The Hill", estreada e gravada por músicos como Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman e Charlie Haden, nomes que vinham de ambos os projetos e se mantiveram próximos ao longo das décadas seguintes, nas suas Big Bands, à semelhança de outros como Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente e Jim Pepper, solistas do jazz e músicos das grandes orquestras que Carla Bley dirigiu.

No início dos anos de 1970, Carla Bley era já reconhecida como compositora. A bolsa Guggenheim que lhe foi então atribuída, permitiu-lhe fundar a discográfica Watt, em 1972, através da qual editou quase toda a discografia, durante perto de 40 anos, com distribuição da ECM Records, 'selo' à qual se manteve ligada até ao fim.

A exceção seria "Nick Mason's Fictitious Sports", álbum de 1979-1981, mais próximo do rock, escrito com e para o baterista dos Pink Floyd, num projeto editado pela antiga Columbia, que também mobilizou o guitarrista Mick Taylor e o músico Robert Wyatt, então ainda conhecido pelos Soft Machine.

Os anos de 1990 são sobretudo os das Big Bands, a que regressaria mais tarde, após a morte de Charlie Haden, ocorrida em 2014, quando retomou a Liberation Music Orchestra, o seu compromisso social e uma nova versão de "Silent Spring", que compôs nos anos de 1960, para o álbum de homenagem "Time/Life", lançado em 2016.

O nome de Carla Bley tornou-se conhecido e regular em Portugal, na viragem dos anos de 1980 para os anos de 1990, primeiro com festivais como o Jazz em Agosto, da Fundação Calouste Gulbenkian, depois, um pouco por todo o lado, tendo atuado em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Espinho, nos principais festivais de jazz do país, nas principais salas, da Gulbenkian à Casa da Música, onde atuou com a Orquestra Jazz de Matosinhos.

Na última década, trabalhou sobretudo com o seu companheiro de mais de 30 anos, Steve Swallow, e com o saxofonista Andy Sheppard, que vinha das suas últimas big bands; trabalhou quase sempre em trio, ora cumprindo programas mais intimistas, ora mais expansivos, sem nunca esquecer a inquietação, o humor e o silêncio, que também gostava de usar.

Numa discografia que conta com títulos como "Tropic Appetites", "Dinner Music", "Musique Mecanique", "Social Studies", "I Hate to Sing", "Night-Glo", "Fleur Carnivore", "The Very Big Carla Bley Band", "Big Band Theory" e "Fancy Chamber Music", contam-se ainda "Songs with Legs", em trio, ainda nos anos de 1990, com Sheppard e Swallow, e também "The Lost Chords", com Paolo Fresu, já de 2005.

Depois de "Carla's Christmas Carols", em 2009, com o Partyka Brass Quintet, seguir-se-iam três álbuns na intimidade dos mais próximos, sempre Sheppard e Swallow, com algumas das composições mais simples e sedutoras de Bley: "Trios", de 2013, "Andando el Tiempo", de 2015, e o derradeiro, de 2020, "Life goes on".

MAG // RBF

Lusa/Fim

Este conteúdo é protegido por Direitos de Autor e Direitos Conexos e Direitos de Propriedade Industrial ao abrigo das leis portuguesas e da União Europeia, não podendo ser utilizado fora das condições admitidas no mesmo. É expressamente proibido copiar, reproduzir, modificar, exibir, transmitir ou divulgar, por qualquer forma ou para qualquer fim os conteúdos deste site, sem prévia e devida autorização da LUSA.

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Nova Iorque, 17 out 2023 (Lusa) - La compositrice et pianiste de jazz Carla Bley est décédée aujourd'hui à son domicile de Willow, dans l'État de New York, a annoncé son partenaire, le bassiste Steve Swallow.

« Après une carrière de plus de 70 ans et près de 60 albums, la compositrice et pianiste Carla Bley nous a quittés mardi matin à l'âge de 87 ans », peut-on lire dans le message publié par la musicienne, cité par le New York Times.

Carla Bley, créatrice « irréprochablement originale », a été « responsable de plus de 60 ans de provocations astucieuses dans et autour du jazz », écrit le journal américain.

Selon Steve Swallow, cité par le New York Times, Carla Bley est décédée des suites d'une tumeur au cerveau.

Lovella May Borg, née à Oakland, Californie, le 11 mai 1936. Il a étudié la musique avec son père, le musicien Emil Carl Borg, professeur de piano et organiste d'église. Bley, cependant, a fait presque toute la formation elle-même.

Elle découvre le jazz à l'âge de 12 ans, par l'intermédiaire du vibraphoniste Lionel Hampton, ce qui l'emmènera à New York, centre de la scène jazz de l'époque, alors qu'elle n'a que 17 ans. Des musiciens tels que Miles Davis et John Coltrane, Dizzy Gillespie et Count Basie, le musicien résident du club Birdland, où Carla Bley a commencé à vendre des cigarettes, juste pour pouvoir entendre ses héros, se sont croisés.

Il n'a pas fallu longtemps pour qu'elle se fasse remarquer. D'abord, le pianiste canadien Paul Bley, qu'elle épouse en 1957 et qui l'encourage à composer. Puis le pianiste George Russell, qui l'a mise au défi d'écrire pour son sextuor, et le saxophoniste Jimmy Giuffre, qui a enregistré ses pièces telles que « Ictus » et « Jesus Maria ».

Dans les années 1960, il fonde la Guilde des compositeurs de jazz, qui lutte pour de meilleures conditions de travail pour les musiciens. L'association s'est finalement transformée en Jazz Composer's Orchestra, que Carla Bley a fondé avec le trompettiste autrichien Michael Mantler, son second mari.

En 1969, il commence à composer pour le Liberation Music Orchestra, du bassiste Charlie Haden, avec lequel il s'associera plus tard, et avec lequel il enregistre « Grândola, vila morena », de José Afonso, sur l'album « The Ballad of the Fallen », de 1983.

En 1971, il achève l'opéra « Escalator Over The Hill », créé et enregistré par des musiciens tels que Jack Bruce, Don Cherry, Gato Barbieri, John McLaughlin, Dewey Redman et Charlie Haden, des noms issus des deux projets et restés proches au cours des décennies suivantes, dans leurs Big Bands, ainsi que d'autres tels que Sharon Freeman, Paul Motion, Gary Valente et Jim Pepper, solistes de jazz et musiciens dans les grands orchestres que Carla Bley a dirigés.

Au début des années 1970, Carla Bley était déjà reconnue comme compositrice. La bourse Guggenheim qui lui est alors attribuée lui permet de fonder le label Watt en 1972, à travers lequel il édite la quasi-totalité de la discographie, pendant près de 40 ans, avec distribution par ECM Records, un « label » auquel il restera lié jusqu'à la fin.

L'exception serait « Nick Mason's Fictitious Sports », un album de 1979-1981, plus proche du rock, écrit avec et pour le batteur de Pink Floyd, dans un projet édité par l'ex-Columbia, qui mobilisait également le guitariste Mick Taylor et le musicien Robert Wyatt, alors encore connu sous le nom de Soft Machine.

Les années 1990 sont surtout celles des Big Bands, auxquelles il reviendra plus tard, après la mort de Charlie Haden, survenue en 2014, lorsqu'il reprendra le Liberation Music Orchestra, son engagement social et une nouvelle version de « Printemps silencieux », qu'il composa dans les années 1960, pour l'album hommage « Time/Life », sorti en 2016.

Le nom de Carla Bley est devenu connu et régulier au Portugal, au tournant des années 1980 à 1990, d'abord avec des festivals tels que Jazz em Agosto, de la Fondation Calouste Gulbenkian, puis, un peu partout, s'étant produite à Lisbonne, Porto, Coimbra, Espinho, dans les principaux festivals de jazz du pays, dans les salles principales, du Gulbenkian à la Casa da Música, où il s'est produit avec l'Orchestre de jazz Matosinhos.

Au cours de la dernière décennie, il a travaillé principalement avec son partenaire de plus de 30 ans, Steve Swallow, et avec le saxophoniste Andy Sheppard, qui venait de ses derniers big bands ; Il a presque toujours travaillé en trio, réalisant parfois des programmes plus intimes, parfois plus expansifs, sans jamais oublier l'agitation, l'humour et le silence, qu'il aimait aussi utiliser.

Dans une discographie qui comprend des titres tels que « Tropic Appetites », « Dinner Music », « Musique Mecanique », « Social Studies », « I Hate to Sing », « Night-Glo », « Fleur Carnivore », « The Very Big Carla Bley Band », « Big Band Theory » et « Fancy Chamber Music », il y a aussi « Songs with Legs », en trio, toujours dans les années 1990, avec Sheppard et Swallow, et aussi « The Lost Chords », avec Paolo Fresu, 2005.

Après « Carla's Christmas Carols », en 2009, avec le Partyka Brass Quintet, trois albums suivront dans l'intimité de leurs proches, toujours Sheppard et Swallow, avec certaines des compositions les plus simples et les plus séduisantes de Bley : « Trios », de 2013, « Andando el Tiempo », de 2015, et le dernier, de 2020, « Life goes on ».

MAG // RBF

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