Lídia Jorge nos finalistas do prémio literário Médicis com "Misericórdia"

20/10/2023



Paris, 18 out 2023 (Lusa) – A obra "Misericórdia", de Lídia Jorge, traduzida para o francês por Elisabeth Monteiro Rodrigues, está entre os finalistas do prémio francês Médicis de melhor livro estrangeiro, anunciou hoje a organização.

A lista de finalistas para o melhor romance estrangeiro é composta por nove títulos, que, além da escritora portuguesa, incluem nomes como a sul-coreana Han Kang e o húngaro László Krasznahorkai.

Da lista de 17 nomeados, anunciada há um mês, ficaram para trás autores como o irlandês Sebastian Barry e o argentino Federico Falco.

O júri é presidido por Anne F. Garréta e composto por Marianne Alphant, Michel Braudeau, Marie Darrieussecq, Dominique Fernandez, Patrick Grainville, Frédéric Mitterrand, Andreï Makine, Pascale Roze e Alain Veinstein.

De acordo com a organização do prémio, o vencedor revelado em 09 de novembro, em Paris.

Em setembro, foi revelado que Lídia Jorge estava também nomeada para o Prémio Femina 2023, com o seu mais recente romance, "Misericórdia", sendo a única portuguesa entre os finalistas na categoria de melhor romance estrangeiro publicado em França. O vencedor do Femina será conhecido a 06 de novembro.

O romance "Misericórdia" tem-se destacado no mercado livreiro francês, tendo já vencido em agosto o Prémio para Melhor Livro Lusófono publicado em França, atribuído pela redação da revista literária Transfuge.

Segundo a Dom Quixote, que editou o livro em Portugal em 2022, este romance "tem sido muito bem recebido pela crítica, que já o incluiu entre os principais destaques da 'rentrée' francesa".

"Misericórdia" foi escrito por Lídia Jorge, porque a mãe, internada numa instituição para idosos, no Algarve, várias vezes lhe pediu que escrevesse um livro com aquele título.

A história decorre entre abril de 2019 e abril de 2020, data da morte da mãe da autora, que foi uma das primeiras vítimas da covid-19 no sul do país.

Segundo a escritora, este não é um livro "mórbido" e a sua escrita não lhe suscitou sentimentos de tristeza ou dor. Antes, é um "livro sobre o esplendor da vida que acontece quando as pessoas estão para partir", sobre os "atos de resistência magníficos, que as pessoas têm no fim da vida".

"Misericórdia" ganhou o Grande Prémio de Romance e Novela 2022 da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

Em abril passado, Lídia Jorge foi distinguida com o Prémio Vida Literária da APE e, em setembro, com o Prémio Eduardo Lourenço de carreira.

Em 2019, a escritora foi finalista do Prémio Médicis com o romance "Estuário".

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L’œuvre « Misericórdia », de Lídia Jorge, traduite en français par Elisabeth Monteiro Rodrigues, figure parmi les finalistes du prix Médicis français du meilleur livre étranger, a annoncé aujourd’hui l’organisation.

La liste des finalistes pour le meilleur roman étranger est composée de neuf titres, qui, en plus de l’écrivain portugais, comprennent des noms tels que le Sud-Coréen Han Kang et le Hongrois László Krasznahorkai.

Sur la liste des 17 nominés, annoncée il y a un mois, des auteurs tels que l’Irlandais Sebastian Barry et l’Argentin Federico Falco ont été laissés pour compte.

Le jury est présidé par Anne F. Garréta et composé de Marianne Alphant, Michel Braudeau, Marie Darrieussecq, Dominique Fernandez, Patrick Grainville, Frédéric Mitterrand, Andreï Makine, Pascale Roze et Alain Veinstein.

Selon l’organisation du prix, le lauréat a été dévoilé le 09 novembre à Paris.

En septembre, il a été révélé que Lídia Jorge était également nominée pour le prix Femina 2023, son dernier roman, « Misericórdia », étant le seul Portugais parmi les finalistes dans la catégorie du meilleur roman étranger publié en France. La gagnante de Femina sera annoncée le 06 novembre.

Le roman « Misericórdia » s’est distingué sur le marché du livre français, ayant déjà remporté en août le Prix du meilleur livre lusophone publié en France, décerné par la rédaction de la revue littéraire Transfuge.

Selon Don Quichotte, qui a publié le livre au Portugal en 2022, ce roman « a été très bien accueilli par la critique, qui l’a déjà inclus parmi les principaux points forts de la rentrée française ».

« Misericórdia » a été écrit par Lídia Jorge, parce que sa mère, hospitalisée dans une institution pour personnes âgées, en Algarve, lui a demandé à plusieurs reprises d’écrire un livre avec ce titre.

L’histoire se déroule entre avril 2019 et avril 2020, date du décès de la mère de l’auteur, qui fut l’une des premières victimes du covid-19 dans le sud du pays.

Selon l’auteure, il ne s’agit pas d’un livre « morbide » et son écriture n’a pas suscité de sentiments de tristesse ou de douleur. Il s’agit plutôt d’un « livre sur la splendeur de la vie qui se produit lorsque les gens sont sur le point de partir », sur les « magnifiques actes de résistance que les gens ont à la fin de la vie ».

« Misericórdia » a remporté le Grand Prix 2022 du roman d’amour et du roman de l’Association portugaise des écrivains (APE).

En avril dernier, Lídia Jorge a reçu le Prix de la vie littéraire de l’APE et, en septembre, le Prix Eduardo Lourenço pour l’ensemble de sa carrière.

En 2019, l’écrivain a été finaliste du Prix Médicis avec le roman « Estuário ».



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