LDT NEWS 09/02/2024

Este é o quadragésimo dia do ano. Faltam 326 dias para o termo de 2024.

Pensamento do dia: "Uma discussão onde todos os intervenientes estejam absolutamente de acordo é uma discussão perdida". Albert Einstein (1879-1955), cientista norte-americano de origem alemã, Prémio Nobel da Física.

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C’est le quarantième jour de l’année. Il reste 326 jours avant la fin 2024.

Pensée du jour : « Une discussion où toutes les parties prenantes sont absolument d’accord est une discussion perdue d’avance. » Albert Einstein (1879-1955), scientifique américain d’origine allemande, prix Nobel de physique.

 9 fevrier 1961 - Primeiro concerto dos Beatles no Cavern, em Liverpool.

9 février 1961 - Premier concert des Beatles au Cavern de Liverpool.


 A Garota Não le meilleur actuellement du paysage musical portugais

A Garota Não Diluvio

A Garota Não Centro Cultural de Belém

A Garota Não PAREDES DE COURA 2023


A Garota Não distinguida com Prémio José da Ponte da Sociedade Portuguesa de Autores


Lisboa, 07 fev 2024 (Lusa) - A 'cantautora' A Garota Não foi distinguida com o Prémio José da Ponte, da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), pelo seu álbum "2 de Abril", publicado em 2022, anunciou hoje a cooperativa de autores.

A escolha da distinguida é da responsabilidade do conselho de administração da SPA.

A cerimónia de entrega do prémio, que tem o valor pecuniário de 2.000 euros, realiza-se no próximo dia 21, às 18:00, no Auditório Frederico de Freitas do edifício sede da SPA, em Lisboa.

A Garota Não é o pseudónimo artístico de Cátia Mazari Oliveira, que na ocasião "interpretará alguns dos seus temas", como se lê no comunicado da SPA.

Este é o segundo galardão que A Garota Não recebe cooperativa de autores. No ano passado, foi distinguida com o Prémio de Melhor Trabalho de Música Popular, pelo mesmo álbum, no âmbito dos Prémios Autores.

O álbum "2 de Abril" é uma homenagem ao bairro de Setúbal onde a cantora viveu e cresceu, e de onde saiu aos 26 anos, para "procurar outros caminhos e outras visões do mundo"; é, ao mesmo tempo, um "olhar para o passado", musicalmente marcado pela multiculturalidade que ali se vivia, como a 'catautora' disse à agência Lusa, em entrevista, quando da edição do disco.

"'2 de Abril' começa por ser este olhar para o passado, mas sem que as letras, sem que os textos sejam alusivos a isso. No fundo, são aquilo que eu sou com base naquilo que fui vivendo", contou a cantora e compositora, em entrevista à Lusa.

"Tenho este compromisso e esta responsabilidade comigo de escrever as coisas que sinto. Seja no amor, em relação a coisas a que assisto na televisão, ou em relação à vida da minha cozinha, que me alegra ou que me deixa triste. Mas sobretudo sentir isto, que a identidade tem de passar por uma observação que me sai do coração", disse então a cantora e compositora à Lusa.

Nas 20 canções de "2 de Abril", A Garota Não canta sobre temas como 'a tragédia' do Mediterrâneo, a gentrificação, que também afeta Setúbal, ou a faceta ativista do artista chinês Ai Weiwei, e faz uma homenagem ao músico José Mário Branco, convocando assim temas muitas vezes associados à chamada música de intervenção.

Embora seja um trabalho a solo, A Garota Não conta em "2 de Abril" com vários convidados, entre os quais a cantora Ana Deus, que lê um poema de Francisca Camelo, o 'rapper' Chullage e o baterista Fred Pinto Ferreira.

A cantautora, de 40 anos, antes da edição de "2 de Abril", publicou o seu primeiro disco, "Rua das Marimbas n.º 7", em 2019, e trabalhou numa estação de rádio.

O álbum "2 de Abril" foi colocado pela revista Blitz, entre os 50 Melhores Álbuns Portugueses de 2022, e foi considerado pela rádio Antena 3 e a Altamont como o melhor do ano.

No ano passado A Garota Não venceu o Globo de Ouro SIC/Caras de Melhor Intérprete.

O Prémio José da Ponte existe desde 2015, ano em que, aos 60 anos, morreu o baixista que fez parte de bandas como os Salada de Frutas e que foi cofundador dos Estúdios Namouche. José da Ponte iniciou carreira em 1976 com a participação no disco "Homo Sapiens", do projecto Saga, de José Luís Tinoco.

No ano passado, o Prémio José da Ponte distinguiu o álbum "Chá lá lá", de Miguel Araújo.

Antes foram premiados Rita RedShoes, em 2022, Luís Severo, em 2021, Samuel Úria, em 2020, Márcia, em 2019, Diogo Piçarra, em 2018, Capicua, em 2017 e Agir, em 2016.

Na primeira edição, em 2015, o Prémio José da Ponte foi atribuído aos D.A.M.A..

NL (JRS) // MAG

Lusa/Fim



A Garota Não distinguida com Prémio José da Ponte da Sociedade Portuguesa de Autores


Lisboa, 07 fev 2024 (Lusa) - La « chanteuse » A Garota Não a reçu le prix José da Ponte, de la Société portugaise des auteurs (SPA), pour son album « 2 de Abril », publié en 2022, a annoncé aujourd’hui la coopérative d’auteurs.

Le choix du gagnant est de la responsabilité du conseil d’administration de la SPA.

La cérémonie de remise des prix, d’une valeur monétaire de 2 000 euros, aura lieu le 21, à 18h00, dans l’auditorium Frederico de Freitas du siège de la SPA, à Lisbonne.

La Fille n’est pas le pseudonyme artistique de Cátia Mazari Oliveira, qui à cette occasion « interprétera certains de ses thèmes », comme on peut le lire dans le communiqué de la SPA.

C’est la deuxième fois que The Girl Doesn’s Not reçoit d’une coopérative d’auteurs. L’année dernière, elle a reçu le prix de la meilleure musique populaire, pour le même album, aux Authors Awards.

L’album « 2 de Abril » est un hommage au quartier de Setúbal où la chanteuse a vécu et grandi, et qu’elle a quitté à l’âge de 26 ans, pour « chercher d’autres chemins et d’autres visions du monde » ; il s’agit en même temps d’un « regard sur le passé », musicalement marqué par le multiculturalisme qui y a été vécu, comme l’a confié le « traiteur » à l’agence Lusa, dans une interview, lors de la sortie de l’album.

« '2 de Abril' commence par être ce regard sur le passé, mais sans les paroles, sans les textes qui y font allusion. Fondamentalement, ils sont ce que je suis sur la base de ce que j’ai vécu », a déclaré l’auteur-compositeur-interprète dans une interview accordée à Lusa.

« J’ai cet engagement et cette responsabilité envers moi d’écrire les choses que je ressens. Que ce soit en amour, par rapport à ce que je regarde à la télévision, ou par rapport à la vie dans ma cuisine, qui me rend heureuse ou qui me rend triste. Mais surtout, pour ressentir cela, cette identité doit passer par une observation qui sort de mon cœur », avait déclaré l’auteur-compositeur-interprète à Lusa à l’époque.

Dans les 20 chansons de « 2 de Abril », A Garota Não chante des thèmes tels que « la tragédie » de la Méditerranée, la gentrification, qui touche également Setúbal, ou la facette militante de l’artiste chinois Ai Weiwei, et rend hommage au musicien José Mário Branco, convoquant ainsi des thèmes souvent associés à la musique dite interventionniste.

Bien qu’il s’agisse d’une œuvre solo, A Garota Não a plusieurs invités sur « 2 de Abril », dont la chanteuse Ana Deus, qui lit un poème de Francisca Camelo, le rappeur Chullage et le batteur Fred Pinto Ferreira.

La chanteuse de 40 ans, avant la sortie de « 2 de Abril », a publié son premier album, « Rua das Marimbas n.º 7 », en 2019, et a travaillé dans une station de radio.

L’album « 2 de Abril » a été placé par le magazine Blitz, parmi les 50 meilleurs albums portugais de 2022, et a été considéré par la radio Antena 3 et Altamont comme le meilleur de l’année.

L’année dernière, The Girl Didn’t a remporté le Golden Globe SIC/Caras de la meilleure interprète.

Le Prix José da Ponte existe depuis 2015, année où, à l’âge de 60 ans, le bassiste qui faisait partie de groupes tels que Salada de Frutas et cofondateur d’Estúdios Namouche est décédé. José da Ponte a commencé sa carrière en 1976 avec la participation à l’album « Homo Sapiens », du projet Saga, de José Luís Tinoco.

L’année dernière, le Prix José da Ponte a distingué l’album « Chá lá lá », de Miguel Araújo.

Auparavant, Rita RedShoes en 2022, Luís Severo en 2021, Samuel Úria en 2020, Márcia en 2019, Diogo Piçarra en 2018, Capicua en 2017 et Agir en 2016 ont été récompensés.

Lors de la première édition, en 2015, le Prix José da Ponte a été décerné à D.A.M.A.

NL (JRS) // MAG

Lusa/Fim



Espetáculo "Louise Michel" encena a anarquia feminina na Culturgest

A peça que leva o nome da anarquista francesa "Louise Michel", uma nova criação da dupla Ana Borralho e João Galante, sobe ao palco da Culturgest, em Lisboa, entre quinta-feira e sábado, segundo a programação da fundação.

Estreada no Teatro das Figuras, em Faro, em outubro de 2023, a peça coloca em cena "a anarquia e a luta de Louise Michel, um grupo de mulheres com bandeiras negras em riste, um texto do Rodrigo García e uma canção dos Radiohead", segundo a sinopse.

Inspirada na luta de Louise Michel (1830-1905), professora, poetisa e enfermeira francesa, a peça leva ao palco dez mulheres que interpretam um trabalho dos dois coreógrafos feito a partir do texto "Deviam ter ficado em casa, seus idiotas", de Rodrigo García, e de "Exit music (for a film)", tema incluído no álbum "OK Computer" dos britânicos Radiohead.

"Louise Michel" teve início em 2021 num trabalho de Ana Borralho & João Galante desenvolvido com os alunos finalistas da licenciatura de Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema.


Le spectacle « Louise Michel » met en scène l’anarchie féminine au Culturgest

La pièce de théâtre portant le nom de l’anarchiste française « Louise Michel », une nouvelle création du duo Ana Borralho et João Galante, est à l’affiche du Culturgest, à Lisbonne, entre jeudi et samedi, selon le programme de la fondation.

Créée au Teatro das Figuras, à Faro, en octobre 2023, la pièce met en scène « l’anarchie et la lutte de Louise Michel, un groupe de femmes avec des drapeaux noirs hissés, un texte de Rodrigo García et une chanson de Radiohead », selon le synopsis.

Inspirée par la lutte de Louise Michel (1830-1905), institutrice, poétesse et infirmière française, la pièce met en scène dix femmes qui interprètent une œuvre des deux chorégraphes réalisée à partir du texte « They should have stay at home, you idiots », de Rodrigo García, et de « Exit music (for a film) », thème repris dans l’album « OK Computer » de la radio britannique.

« Louise Michel » a commencé en 2021 dans une œuvre d’Ana Borralho et João Galante développée avec les étudiants finalistes du diplôme de théâtre de l’Escola Superior de Teatro e Cinema.



Surma relança carreira internacional com digressão por quatro países da Europa 



Leiria, 08 fev 2024 (Lusa) - Surma vai levar o disco "alla" em digressão por Espanha, França, Suíça e Itália entre fevereiro e março, num conjunto de 19 atuações que visam o relançamento internacional do projeto, anunciou a cantautora Débora Umbelino.

A artista, que antes da pandemia chegou a realizar meia centena de espetáculos fora de Portugal por ano, explicou à agência Lusa que esta é uma primeira tentativa para voltar a entrar no circuito internacional.

"Vai ser um bocadinho como um relançamento da minha música a nível internacional. Antes da pandemia tinha [a representação de] várias agências europeias que, infelizmente, faliram", porque "não havia concertos, nem música nova a sair, nem hipótese de poderem marcar concertos e 'tours'", recordou Débora Umbelino.

Assim, ficou pelo caminho não só a rede que ajudou a levar o disco de estreia, "Antwerpen" (2017), a vários países estrangeiros, como também outros projetos cancelados em sequência da pandemia.

"Tinha [prevista] uma residência em Los Angeles [nos Estados Unidos da América] para trabalhar com uma banda da Índia e outra da Tailândia que acabou por ir abaixo também… Espero que possamos remarcar para outro ano ou em breve", afirmou.

Com as 19 atuações previstas para pequenas salas e clubes de Espanha, França, Suíça e Itália entre os dias 28 de fevereiro e 17 de março, Surma espera "abrir muitas pontes e reencontros e tentar reconectar-[se] com outras agências e contactos a nível europeu - e não só".

Um dos objetivos da artista de Leiria é "internacionalizar ao máximo" o seu trabalho e, admite, tinha "muitas saudades de voltar à estrada com este nível de intensidade".

"Tenho muitas saudades de andar de carrinha assim, por vários países da Europa", para "dar a conhecer a minha música a nível internacional", acrescentou.

Na bagagem leva "alla", o disco lançado em 2023, para "dar a conhecer um bocadinho esta nova era Surma".

Com as músicas mais recentes vão também "três ou quatro mais velhinhas, mas adaptadas a este novo mundo do 'alla'". E também é possível que, ao vivo, "haja uma surpresa meia de improviso, a partir do EP que lancei em dezembro [de 2023]", intitulado "If I'm not home: I'm not far away", em homenagem ao compositor e músico japonês Ryuichi Sakamoto (1952-2023).

Para esta digressão, Surma prepara um espetáculo "meio concerto normal, meio concerto-instalação", como os que apresentou em formato trio, em 2023, com João Hasselberg e Pedro Melo Alves. "Vai ser consoante as salas, mas está pensado para explorar a vertente mais instalativa e mais sensorial", avança.

Este conjunto de 19 atuações levará Surma até alguns palcos onde atuou antes da pandemia, como La Parenthèse, em Nyon (Suíça), ou Ho! Gruf, em Lugo (Espanha).

"Tentámos fazer uma 'tour' o mais intensa possível, para tentar percorrer o máximo possível de salas icónicas. Acho que vai ser muito divertido e muito bonito. Estou muito excitada e ansiosa por poder voltar à estrada. Estou muito expectante a todos os níveis", concluiu.


Surma relance sa carrière internationale avec une tournée dans quatre pays d’Europe 



Leiria, 08 fev 2024 (Lusa) - Surma emmènera l’album « alla » en tournée à travers l’Espagne, la France, la Suisse et l’Italie entre février et mars, dans une série de 19 performances visant à la relance internationale du projet, a annoncé l’auteure-compositrice-interprète Débora Umbelino.

L’artiste, qui avant la pandémie donnait une cinquantaine de spectacles par an en dehors du Portugal, a expliqué à l’agence Lusa qu’il s’agissait d’une première tentative de réintégrer le circuit international.

« Ce sera un peu comme une réédition de ma musique à l’international. Avant la pandémie, j’avais la représentation de plusieurs agences européennes qui, malheureusement, ont fait faillite », car « il n’y avait pas de concerts, pas de nouvelles musiques qui sortaient, aucune chance de pouvoir réserver des concerts et des tournées », se souvient Débora Umbelino.

Ainsi, non seulement le réseau qui a aidé à transporter le premier album, « Antwerpen » (2017), dans plusieurs pays étrangers, mais aussi d’autres projets annulés en raison de la pandémie, sont tombés à l’eau.

« J’avais [prévu] une résidence à Los Angeles [aux États-Unis d’Amérique] pour travailler avec un groupe d’Inde et un autre de Thaïlande qui a fini par tomber aussi... J’espère que nous pourrons reprogrammer pour une autre année ou bientôt », a-t-il déclaré.

Avec les 19 représentations prévues dans de petites salles et clubs en Espagne, en France, en Suisse et en Italie entre le 28 février et le 17 mars, Surma espère « ouvrir de nombreux ponts et retrouvailles et essayer de renouer avec d’autres agences et contacts au niveau européen - et au-delà ».

L’un des objectifs de l’artiste originaire de Leiria est « d’internationaliser son travail autant que possible » et, admet-elle, elle avait « beaucoup de nostalgie de revenir sur la route avec ce niveau d’intensité ».

« Ça me manque vraiment de rouler dans un van comme celui-ci, à travers plusieurs pays d’Europe », pour « faire connaître ma musique au niveau international », a-t-il ajouté.

Dans ses bagages, il emporte « alla », l’album sorti en 2023, pour « faire connaître un peu cette nouvelle ère Surma ».

Avec les chansons les plus récentes, il y a aussi « trois ou quatre chansons plus anciennes, mais adaptées à ce nouveau monde d’alla ». Et il est également possible qu’en live, « il y ait une surprise à moitié improvisée, tirée de l’EP que j’ai sorti en décembre [2023] », intitulée « If I’m not home : I’m not far away », en l’honneur du compositeur et musicien japonais Ryuichi Sakamoto (1952-2023).

Pour cette tournée, Surma prépare un spectacle « mi-concert normal, mi-concert-installation », comme ceux qu’il a présentés en trio, en 2023, avec João Hasselberg et Pedro Melo Alves. « Cela dépendra des pièces, mais il est conçu pour explorer l’aspect plus installatif et plus sensoriel », dit-il.

Cet ensemble de 19 représentations emmènera Surma sur certaines scènes où il se produisait avant la pandémie, comme La Parenthèse, à Nyon (Suisse), ou Ho ! Gruf, à Lugo (Espagne).

« Nous avons essayé de faire une tournée aussi intense que possible, d’essayer de passer par autant de salles emblématiques que possible. Je pense que ça va être très amusant et très joli. Je suis très excité et j’ai hâte de pouvoir reprendre la route. J’ai très hâte d’y être à tous les niveaux », 

guitarristas André e Bruno Santos


Guitarristas Mano a Mano apresentam este mês em Lisboa livro-disco inspirado em Lourdes Castro


Lisboa, 08 fev 2024 (Lusa) – Os guitarristas André e Bruno Santos apresentam ao vivo, no dia 17 de fevereiro em Lisboa, o álbum-livro "Trilogia das Sombras", inspirado na vida e obra da artista plástica Lourdes Castro.

O espetáculo, que acontece no Centro Cultural de Belém, terá cenografia do Ponto Atelier e conta com uma performance do professor da prática física Movement Tiago Martins, de acordo com o agenciamento dos músicos, num comunicado hoje divulgado.

"Trilogia das Sombras", editado em abril do ano passado, é o resultado de uma 'semente' plantada em 2019, num concerto que os dois guitarristas, e irmãos, enquanto Mano a Mano, fizeram no Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal.

"Desafiámos uns arquitetos amigos nossos para fazerem a cenografia, os Ponto Atelier, que, inspirados pelo [livro] 'Grande Herbário de Sombras'", de Lourdes Castro, "usaram como pano de fundo uma série de plantas por detrás da tela", recordou André, numa entrevista de ambos à agência Lusa, em abril.

Foi nessa altura que os dois começaram a "conhecer um bocadinho melhor a obra" da artista, sua conterrânea da Ilha da Madeira, e ficaram "com vontade de ir mais a fundo", de "trabalhar através da obra da Lourdes", e deixarem-se "inspirar".

Quando Lourdes Castro morreu, em janeiro de 2022, aos 91 anos, decidiram que era altura de avançarem com a ideia. "Até porque já íamos tarde", disse.

Os dez temas que compõem "Trilogia das Sombras" foram inspirados na obra, "mas também na vida" de Lourdes Castro, daquilo que os dois foram "conhecendo através de outras pessoas", referiu Bruno.

O documentário "Pelas sombras", de Catarina Mourão, do qual foi retirado um excerto, em que se ouve a voz de Lourdes Castro, usado no tema "Murmúrios do mar embalam os calhaus", e José Tolentino de Mendonça, que conheceu a artista e "tem muita coisa escrita sobre ela", foram cruciais.

A dada altura perceberam que editar "Trilogia das Sombras" como um "disco convencional" seria redutor, como afirmam.

"Fomos falando nesta possibilidade do livro de artista, que era uma coisa que a Lourdes fazia, em que bordava coisas, colava coisas, pintava coisas. Começámos a pensar nisso como hipótese e foi quando desafiámos a Carla Cabral, uma artista plástica madeirense que adora a obra da Lourdes Castro, a conceber este pequeno livro", contou Bruno.

Nessa fase, volta a entrar o cardeal José Tolentino de Mendonça, nomeado em 2022, pelo Papa Francisco, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, que, tal como André e Bruno Santos e Lourdes Castro, também é originário da Ilha da Madeira.

Em "Trilogia das Sombras", Tolentino de Mendonça participa "emprestando algumas palavras que já tinha escrito sobre a Lourdes e escrevendo também um texto que faz parte do livro-disco".

"Enviei-lhe uma canção, dizendo que imaginava a voz dele, não sabia a fazer o quê, num determinado momento da canção. E ele retribuiu, com o poema, 'Lourdes Castro, Rua da Olaria', que recita, e sugeriu até o nome do tema, 'Uma espécie de pacto'", contou André.

O álbum é uma edição de autor que conta com o apoio da Câmara Municipal do Funchal e do Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores.


Les guitaristes de Mano a Mano présentent ce mois-ci à Lisbonne un album inspiré par Lourdes Castro


Lisboa, 08 fev 2024 (Lusa) – Les guitaristes André et Bruno Santos présenteront en live, le 17 février à Lisbonne, l’album-livre « Trilogia das Sombras », inspiré de la vie et de l’œuvre de l’artiste Lourdes Castro.

Le spectacle, qui se déroule au Centro Cultural de Belém, aura une scénographie de Ponto Atelier et comprendra une performance du professeur de pratique physique Movement Tiago Martins, selon l’agence de musiciens, dans un communiqué publié aujourd’hui.

« Trilogia das Sombras », sorti en avril de l’année dernière, est le résultat d’une « graine » plantée en 2019, lors d’un concert que les deux guitaristes et frères, alors que Mano a Mano, ont donné au théâtre municipal Baltazar Dias, à Funchal.

« Nous avons mis au défi des amis architectes de faire la scénographie, Ponto Atelier, qui, en s’inspirant du [livre] 'Grande Herbário de Sombras' de Lourdes Castro, « a utilisé comme toile de fond une série de plantes derrière la toile », se souvient André, dans une interview accordée à l’agence Lusa, en avril.

C’est à ce moment-là que les deux hommes commencent à « connaître un peu mieux l’œuvre » de l’artiste, leur compatriote originaire de Madère, et qu’ils ont « envie d’aller plus loin », de « travailler à travers l’œuvre de Lourdes » et de se laisser « inspirer ».

Lorsque Lourdes Castro est décédée en janvier 2022 à l’âge de 91 ans, ils ont décidé qu’il était temps d’aller de l’avant avec l’idée. « D’autant plus que nous étions déjà en retard », a-t-il dit.

Les dix thèmes qui composent la « Trilogie des ombres » ont été inspirés par l’œuvre, « mais aussi par la vie » de Lourdes Castro, à partir de ce que les deux « apprenaient à connaître à travers d’autres personnes », a déclaré Bruno.

Le documentaire « Pelas sombras », de Catarina Mourão, dont un extrait a été extrait, dans lequel on peut entendre la voix de Lourdes Castro, utilisée dans le thème « Murmúrios do mar embalam os calhaus », et José Tolentino de Mendonça, qui connaissait l’artiste et « a beaucoup écrit sur elle », ont été déterminants.

À un moment donné, ils se sont rendu compte que l’édition de « Trilogy of Shadows » comme un « album conventionnel » serait réductrice, comme ils le prétendent.

« Nous parlions de cette possibilité du livre d’artiste, ce que Lourdes a fait, dans lequel elle brodait des choses, collait des choses, peignait des choses. Nous avons commencé à y penser comme à une hypothèse et c’est à ce moment-là que nous avons mis au défi Carla Cabral, une artiste madérienne qui aime le travail de Lourdes Castro, de concevoir ce petit livre », a déclaré Bruno.

Dans cette phase, le cardinal José Tolentino de Mendonça, nommé en 2022 par le pape François, préfet du dicastère pour la culture et l’éducation, qui, comme André et Bruno Santos et Lourdes Castro, est également originaire de l’île de Madère, rentre dans l’île.

Dans la « Trilogie des ombres », Tolentino de Mendonça participe « en empruntant quelques mots qu’il avait déjà écrits sur Lourdes et en écrivant aussi un texte qui fait partie du livre-disque ».

« Je lui ai envoyé une chanson, en lui disant que j’imaginais sa voix, je ne savais pas quoi faire, à un certain moment de la chanson. Et il lui a rendu la pareille, avec le poème 'Lourdes Castro, Rua da Olaria', qu’il récite, et a même suggéré le nom du thème, 'Une sorte de pacte' », a déclaré André.

L’album est une édition d’auteur qui bénéficie du soutien de la Mairie de Funchal et du Fonds Culturel de la Société Portugaise des Auteurs.

Matt Elliott Drinking Songs FULL ALBUM


Matt Elliott atua em março em Lisboa e Matosinhos

O compositor e letrista Matt Elliott atua no próximo dia 2 de março, às 21:30, no Musicbox, em Lisboa, e no dia seguinte, às 19:00, no Teatro Municipal de Matosinhos.

O músico inglês antecipa em Portugal as celebrações do 20.º aniversário do álbum "Drinking Songs", que sucedeu ao seu disco de estreia a solo, "The Mess We Made" (2003).

Matt Elliott (guitarra, efeitos e saxofone) atua em Portugal acompanhado por Anna Fleur, no piano e teclados, e por Elisabeth de Cologne, no contrabaixo, que também o acompanham no dia 1 de março em Madrid.

Radicado há mais de 20 anos em França, Elliott começou a carreira com os Third Eye Foundation, que tinham, na sua génese, música de cariz mais eletrónico.

"Continuando as suas experiências musicais, em 'Drinking Songs', podemos escutar uma maior influência de música dos balcãs ou até mesmo de cabaret. A voz soturna e grave de Matt Elliott e as suas letras inspiradas na vida de todos nós em loops e reviravoltas constantes encadeiam-nos numa sequência sónica difícil de abandonar. Ainda hoje, temas como 'The Kursk', 'The Guilty Party' ou 'Trying To Explain' são pedidos de forma religiosa pelo público", afirma a Pinuts Music Agency.



Matt Elliott se produit en mars à Lisbonne et Matosinhos

Le compositeur et parolier Matt Elliott se produira le 2 mars, à 21h30, à Musicbox, à Lisbonne, et le lendemain, à 19h00, au Teatro Municipal de Matosinhos.

Le musicien anglais attend au Portugal les célébrations du 20e anniversaire de l’album « Drinking Songs », qui fait suite à son premier album solo, « The Mess We Made » (2003).

Matt Elliott (guitare, effets et saxophone) se produit au Portugal accompagné d’Anna Fleur, au piano et aux claviers, et d’Elisabeth de Cologne, à la contrebasse, qui l’accompagnera également le 1er mars à Madrid.

Vivant en France depuis plus de 20 ans, Elliott a commencé sa carrière avec Third Eye Foundation, qui avait, à sa genèse, de la musique de nature plus électronique.

« Poursuivant ses expérimentations musicales, dans 'Drinking Songs', on peut entendre une plus grande influence de la musique des Balkans ou même du cabaret. La voix sombre et rocailleuse de Matt Elliott et ses paroles inspirées de la vie de chacun d’entre nous dans des boucles et des torsions constantes nous entraînent dans une séquence sonore dont il est difficile de se défaire. Aujourd’hui encore, des chansons comme 'The Kursk', 'The Guilty Party' ou 'Trying To Explain' sont religieusement demandées par le public », explique l’agence musicale Pinuts.


June Freedom - Egoista (Official Visualizer)

Concertos de June Freedom em Lisboa e Porto

A digressão europeia do músico June Freedom passa por Portugal esta semana, com concertos no espaço Lisboa ao Vivo (LAV), na quarta-feira, e no Hard Club, no Porto, na quinta-feira, indica o calendário do músico.

No espaço LAV, June Freedom partilha o palco com Dino D'Santiago, Loony Johnson, Djodje e Nélson Freitas.

A digressão europeia de June Freedom, de apresentação do seu novo álbum, "7 Seas", teve início a 25 de janeiro e inclui concertos em cidades como Roterdão, Colónia, Hamburgo, Londres e Paris. O músico regressa a Portugal quase um ano após a participação no concerto de Kriol Kings (Nelson Freitas & Djodje), em abril de 2023, no Campo Pequeno.

June Freedom nasceu em Boston, Estados Unidos, mas viveu anos em Cabo Verde, país de origem da sua família. Daí regressou aos EUA, primeiro a Nova Iorque e depois a Los Angeles, onde se fixou.

"7 Seas", lançado em outubro passado, sucede a "Anchor Baby", de 2021, o seu álbum de estreia.

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Juin Concerts Freedom à Lisbonne et Porto

La tournée européenne de la musicienne June Freedom passe par le Portugal cette semaine, avec des concerts à l’espace Lisboa ao Vivo (LAV), mercredi, et au Hard Club, à Porto, jeudi, indique le calendrier de la musicienne.

À l’espace VBL, June Freedom partage la scène avec Dino D’Santiago, Loony Johnson, Djodje et Nélson Freitas.

La tournée européenne de June Freedom en soutien à son nouvel album, « 7 Seas », a débuté le 25 janvier et comprend des concerts dans des villes telles que Rotterdam, Cologne, Hambourg, Londres et Paris. Le musicien revient au Portugal près d’un an après avoir participé au concert de Kriol Kings (Nelson Freitas & Djodje), en avril 2023, à Campo Pequeno.

June Freedom est née à Boston, aux États-Unis, mais a vécu pendant des années au Cap-Vert, le pays d’origine de sa famille. De là, il retourne aux États-Unis, d’abord à New York, puis à Los Angeles, où il s’installe.

« 7 Seas », sorti en octobre dernier, fait suite à « Anchor Baby », sorti en 2021, son premier album.


« 7 Seas » écouter 


Filme de Filipa César e Marinho de Pina vai ser exibido em Nova Iorque e Paris


Paris, 06 fev 2024 (Lusa) – O filme "Ressonância em espiral", de Filipa César e Marinho de Pina, vai ser exibido este mês no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque, e no Festival Cinéma du Réel, em março em Paris.

Depois de passar no festival de Berlim, que começa no dia 15, "Ressonância em espiral" tem projeção marcada, no final de fevereiro, no Doc Fortnight, o festival de cinema organizado pelo museu norte-americano MoMA, numa sessão que inclui uma conversa com a realizadora Filipa César e o investigador Marinho de Pina.

O filme foi ainda selecionado para a competição oficial, hoje anunciada, do festival Cinéma do Réel, dedicado ao documentário e que decorrerá em março no Centre Pompidou, em Paris.

"Ressonância em espiral" é uma coprodução entre Portugal, Guiné-Bissau e Alemanha e tem a seguinte sinopse: "A Mediateca Onshore em Malafo, uma aldeia na Guiné-Bissau, é um arquivo e um clube para práticas 'agropoéticas'. À medida que Amílcar Cabral fala sobre feminismo numa gravação, os realizadores conversam sobre as contradições de retratar a comunidade".

De acordo com a produtora portuguesa Stenar Projects, a Mediateca Onshore é um projeto comunitário cultural iniciado em 2018 pela cooperativa guineense Geba Filmes e que, depois de um período de itinerância, se instalou em Malafo, no centro da Guiné-Bissau.

É lá que a Mediateca Onshore se desenvolve enquanto "laboratório de intercâmbio de arte, cultura, agroecologia e conhecimento", virado para a comunidade e com a participação de pessoas de diferentes áreas, incluindo Filipa César, Marinho de Pina ou ainda o realizador guineense Sana na N'Hada.




Le film de Filipa César et Marinho de Pina sera projeté à New York et à Paris


Paris, 06 fev 2024 (Lusa) – Le film « Spiral Resonance », de Filipa César et Marinho de Pina, sera projeté ce mois-ci au Museum of Modern Art (MoMA), à New York, et au Festival Cinéma du Réel, en mars à Paris.

Après avoir été projeté au Festival du film de Berlin, qui débute le 15, « Spiral Resonance » sera projeté fin février à la Quinzaine du Doc, le festival du film organisé par le musée américain MoMA, dans le cadre d’une session qui comprend une conversation avec la réalisatrice Filipa César et le chercheur Marinho de Pina.

Le film a également été sélectionné pour la compétition officielle, annoncée aujourd’hui, du festival Cinéma do Réel, dédié au documentaire et qui aura lieu en mars au Centre Pompidou, à Paris.

« Spiral Resonance » est une coproduction entre le Portugal, la Guinée-Bissau et l’Allemagne et a le synopsis suivant : « La médiathèque Onshore de Malafo, un village de Guinée-Bissau, est une archive et un club de pratiques « agropoétiques ». Alors qu’Amílcar Cabral parle du féminisme dans un enregistrement, les cinéastes parlent des contradictions de la représentation de la communauté.

Selon la société de production portugaise Stenar Projects, la médiathèque Onshore est un projet de communauté culturelle lancé en 2018 par la coopérative guinéenne Geba Filmes et qui, après une période d’itinérance, s’est installée à Malafo, dans le centre de la Guinée-Bissau.

C’est là que la médiathèque Onshore se développe comme un « laboratoire d’échange d’art, de culture, d’agroécologie et de connaissances », destiné à la communauté et avec la participation de personnes de différents domaines, dont Filipa César, Marinho de Pina ou encore la réalisatrice guinéenne Sana na N’Hada.




ModaLisboa: 62.ª edição entre 07 e 10 de março no Pátio da Galé


Lisboa, 08 fev 2024 (Lusa) – A 62.ª edição da ModaLisboa, na qual serão apresentadas coleções de designers e marcas portuguesas, vai decorrer entre 07 e 10 de março no Pátio da Galé, em Lisboa, sob o tema "For Good", anunciou hoje a organização.

Esta edição é representada por 18 nomes, entre os quais a designer de moda Ana Salazar, a maquilhadora Antónia Rosa, a atriz Joana Ribeiro, a apresentadora Catarina Furtado ou o músico Alex D'Alva Teixeira, "escolhidos enquanto símbolos das indústrias criativas, intrinsecamente ligadas às várias comunidades que constroem a ModaLisboa".

"Todas as suas práticas partilham, além de um ecossistema cultural, uma mensagem: FOR GOOD. Fazer o bem enquanto resposta aos desafios da contemporaneidade, sim, mas também enquanto missão e intenção definitiva ao Design, à cidade, às pessoas, ao planeta", lê-se num comunicado hoje divulgado pela Associação ModaLisboa.

O último dia da 62.ª edição coincide com a data das eleições legislativas em Portugal, por isso, a organização "encarou como seu dever fazer todos os esforços para alterar as datas do evento, sem sucesso devido à indisponibilidade de espaços na cidade, o calendário internacional em que a Lisboa Fashion Week [Semana da Moda de Lisboa] se insere e o compromisso para com os seus Designers e parceiros".

"Desta forma, a ModaLisboa está a veicular junto das suas equipas a informação oficial quanto ao processo de voto antecipado em mobilidade, e incentiva todos os visitantes do evento a exercer o seu direito de voto antes de se deslocarem ao Pátio da Galé — porque para ser concretizado, FOR GOOD terá de ser transversal a todas as práticas", refere a organização.

A primeira edição da ModaLisboa aconteceu em abril de 1991 no Teatro São Luiz. Nessa altura, 13 criadores apresentaram coleções para o inverno de 1991/92.

Ao longo de 33 anos, o evento realizou-se nos mais variados espaços da capital, do Mercado da Ribeira ao Hub Criativo do Beato, passando pelo Pavilhão Carlos Lopes, a Estufa Fria ou o Museu da Cidade, e chegou a realizar-se em Cascais e, no mesmo concelho, no Estoril.

A 56.ª edição, em março de 2021, foi a primeira e única 100% digital, tendo sido filmada no Pátio da Galé.


ModaLisboa : 62e édition du 07 au 10 mars au Pátio da Galé


Lisboa, 08 fev 2024 (Lusa) – La 62e édition de ModaLisboa, au cours de laquelle seront présentées les collections de designers et de marques portugaises, aura lieu du 07 au 10 mars au Pátio da Galé, à Lisbonne, sous le thème « For Good », a annoncé aujourd’hui l’organisation.

Cette édition est représentée par 18 noms, dont la créatrice de mode Ana Salazar, la maquilleuse Antónia Rosa, l’actrice Joana Ribeiro, la présentatrice Catarina Furtado ou le musicien Alex D’Alva Teixeira, « choisis comme symboles des industries créatives, intrinsèquement liés aux différentes communautés qui construisent ModaLisboa ».

« Toutes ses pratiques partagent, en plus d’un écosystème culturel, un message : FOR GOOD. Faire le bien comme une réponse aux défis de la contemporanéité, oui, mais aussi comme une mission et une intention définitive de concevoir, à la ville, aux gens, à la planète », peut-on lire dans un communiqué publié aujourd’hui par l’Association ModaLisboa.

Le dernier jour de la 62e édition coïncide avec la date des élections législatives au Portugal, de sorte que l’organisation « a considéré qu’il était de son devoir de faire tout son possible pour changer les dates de l’événement, sans succès en raison de l’indisponibilité des espaces dans la ville, du calendrier international dans lequel la Semaine de la mode de Lisbonne est insérée et de l’engagement envers ses créateurs et partenaires ».

« De cette façon, ModaLisboa diffuse à ses équipes les informations officielles sur le processus de vote anticipé dans la mobilité, et encourage tous les visiteurs de l’événement à exercer leur droit de vote avant de se rendre à Pátio da Galé - car pour être réalisé, FOR GOOD devra être transversal à toutes les pratiques », indique l’organisation.

La première édition de ModaLisboa a eu lieu en avril 1991 au Teatro São Luiz. À l’époque, 13 créateurs présentaient des collections pour l’hiver 1991/92.

Au cours des 33 dernières années, l’événement s’est déroulé dans les espaces les plus variés de la capitale, du marché de Ribeira au Hub Criativo do Beato, en passant par le pavillon Carlos Lopes, l’Estufa Fria ou le musée de la ville, et s’est même tenu à Cascais et, dans la même municipalité, à Estoril.

La 56e édition, en mars 2021, a été la première et la seule 100% numérique, ayant été filmée au Pátio da Galé.


"Croque-Couleur" é a primeira grande exposição individual de José Loureiro em França


Redação, 06 fev 2024 (Lusa) - O artista português José Loureiro vai inaugurar "Croque-Couleur" a 17 de fevereiro, no museu de arte contemporânea de Dunquerque, naquela que será a primeira grande individual em França, com 120 obras, incluindo séries inéditas, segundo a organização.

"Combinando rigor e fantasia, Loureiro navega na fronteira entre a arte abstrata e a figuração, com telas marcadas por um uso vibrante da cor", descreve a programação do Frac Grand Large sobre a mostra que abrange os últimos 15 anos de produção artística de José Loureiro.

Com curadoria da diretora do museu, Keren Detton, a exposição, que ficará patente até 01 de setembro, não apresenta as obras organizadas por ordem cronológica, e começa com "A vocação dos ácaros", uma série de 2017 da qual duas pinturas estão na coleção Frac Grand Large.

José Loureiro trabalha com óleo sobre tela ou óleo sobre papel, aplicando cores fluidas e vivas que por vezes criam uma impressão de volume, criando linhas pretas livremente inspiradas nas patas de insetos: "Isolados com a moldura de cada quadro, estes ácaros são como as letras de um alfabeto", aponta a curadoria.

Nascido em 1961, José Loureiro descobriu a pintura aos 16 anos e estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.

Começou a expor no final da década de 1980, e, desde então, expôs em várias instituições em Portugal e no estrangeiro, e as suas obras fazem parte de coleções como as do Centre Pompidou, em Paris, do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém e da Fundação Calouste Gulbenkian, ambos em Lisboa.

Com "um estilo inicial expressivo e marcado por toques quase surrealistas, evoluiu rapidamente para um mais simples", e em 1993, "a sua obra assume um caráter mais abstrato baseado nas suas pesquisas sobre grelhas, que continuam a informar o seu trabalho atual".

Nesta exposição, é estabelecido um diálogo entre obras de diferentes períodos, desde a abstração pura das pinturas de tiras de gaze embebidas em tinta e impressas em ´patchwork´ ou monocromáticas (2023) a uma estética baseada em grelha que na série "Dead Synapse" (2018) já apontava para os têxteis e noções de remendo.

Loureiro - que tem vindo a explorar a mecânica do gesto, questões de escala, a síntese de movimentos e a autonomia da cor - apresenta ainda no museu francês a obra monumental intitulada "L. Boson, une peinture" (2011), nesta versão composta por 141 telas horizontais sobrepostas com diferentes tonalidades.

Será também exibida toda a série "Narcissus" (2023), "com 17 figuras que recebem os visitantes "como se estivessem a entrar numa galeria de retratos e, no entanto, os seus rostos são meros contornos", com "cada figura a caracterizar-se pela sua respetiva atitude".

Para além da exposição, haverá uma sala de projeção com uma vasta panorâmica da obra do artista em filmes centrados nas suas exposições passadas, através de ´slides´ acompanhados por uma banda sonora de música minimalista ou concreta retirada da Internet.

O catálogo da exposição - apoiada pela Galerie Florent e pela delegação de Paris Fundação Calouste Gulbenkian - será publicado durante o primeiro trimestre de 2024, segundo o museu, que possui uma coleção de arte e ´design´ contemporâneos desde os anos 1960 até à atualidade.


« Croque-Couleur » est la première grande exposition personnelle de José Loureiro en France


Redação, 06 fev 2024 (Lusa) - L’artiste portugais José Loureiro ouvrira « Croque-Couleur » le 17 février, au Musée d’art contemporain de Dunkerque, dans ce qui sera la première grande exposition personnelle en France, avec 120 œuvres, dont de nouvelles séries, selon l’organisation.

« Alliant rigueur et fantaisie, Loureiro navigue à la frontière entre l’art abstrait et la figuration, avec des toiles marquées par une utilisation vibrante de la couleur », décrit le programme du Frac Grand Large sur l’exposition qui couvre les 15 dernières années de la production artistique de José Loureiro.

Organisée par la directrice du musée, Keren Detton, l’exposition, qui se tiendra jusqu’au 01er septembre, ne présente pas les œuvres classées par ordre chronologique, et commence par « La vocation des acariens », une série de 2017 dont deux tableaux font partie de la collection du Frac Grand Large.

José Loureiro travaille à l’huile sur toile ou à l’huile sur papier, appliquant des couleurs fluides et vives qui créent parfois une impression de volume, créant des lignes noires librement inspirées des pattes d’insectes : « Isolés avec le cadre de chaque tableau, ces acariens sont comme les lettres d’un alphabet », souligne le commissaire.

Né en 1961, José Loureiro découvre la peinture à l’âge de 16 ans et étudie à l’École des Beaux-Arts de Lisbonne.

Il a commencé à exposer à la fin des années 1980, et depuis lors, il a exposé dans diverses institutions au Portugal et à l’étranger, et ses œuvres font partie de collections telles que le Centre Pompidou à Paris, le Musée d’Art Contemporain du Centro Cultural de Belém et la Fondation Calouste Gulbenkian, tous deux à Lisbonne.

Avec « un style initial expressif marqué par des touches presque surréalistes, il évolue rapidement vers un style plus simple », et en 1993, « son travail prend un caractère plus abstrait basé sur ses recherches sur les grilles, qui continuent d’informer son travail actuel ».

Dans cette exposition, un dialogue s’établit entre des œuvres de différentes époques, de l’abstraction pure des peintures à bandes de gaze imbibées d’encre et imprimées en « patchwork » ou monochrome (2023) à une esthétique quadrillée qui, dans la série « Dead Synapse » (2018), pointait déjà vers les textiles et les notions de patching.

Loureiro - qui explore la mécanique du geste, les questions d’échelle, la synthèse des mouvements et l’autonomie de la couleur - présente également au musée français l’œuvre monumentale intitulée « L. Boson, une peinture » (2011), dans cette version composée de 141 toiles horizontales superposées de différentes nuances.

L’ensemble de la série « Narcisse » (2023) sera également exposée, « avec 17 personnages qui accueillent les visiteurs « comme s’ils entraient dans une galerie de portraits et pourtant leurs visages ne sont que des contours », « chaque personnage étant caractérisé par son attitude respective ».

En plus de l’exposition, il y aura une salle de projection avec un vaste aperçu du travail de l’artiste dans des films axés sur ses expositions passées, à travers des diapositives accompagnées d’une bande sonore de musique minimaliste ou concrète tirée d’Internet.

Le catalogue de l’exposition - soutenu par la Galerie Florent et la délégation parisienne de la Fondation Calouste Gulbenkian - sera publié au cours du premier trimestre 2024, selon le musée, qui possède une collection d’art contemporain et de design des années 1960 à nos jours.

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