Este é o décimo nono dia do ano. Faltam 347 dias para o termo de 2024.

Pensamento do dia: "O deserto não tem parado de crescer". Eugénio de Andrade (1923), poeta português.

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C’est le dix-neuvième jour de l’année. Il reste 347 jours avant la fin de 2024.

Pensée du jour : « Le désert n’a pas cessé de grandir. » Eugénio de Andrade (1923), poète portugais.



le samedi 3 février du côté d'Orleans Soirée Radio Arc en Ciel avec Zé Amaro Pensez à reserver  

LDT NEWS 19/01/2024



BREVES: Cultura


– Notícias breves de Cultura:

Adaptação de livro "Pequenas coisas como estas" abre Festival de Berlim

A adaptação ao cinema do livro "Pequenas coisas como estas", da irlandesa Claire Keegan, realizada por Tim Mielants e com argumento do dramaturgo Enda Walsh, vai abrir o Festival de Cinema de Berlim, no dia 15 de fevereiro, anunciou hoje a organização.

Em comunicado, a Berlinale recordou que o elenco inclui Cillian Murphy, Eileen Walsh, Michelle Fairley e Emily Watson, tendo o filme sido produzido por Murphy e por Alan Moloney através da empresa Big Things Films com Catherine Magee.

O 74.º Festival de Cinema de Berlim está previsto de 15 a 25 de fevereiro de 2024.

Os filmes "As noites ainda cheiram a pólvora", de Inadelso Cossa, e "Ressonância em Espiral", de Marinho de Pina e Filipa César, vão ter estreia mundial no festival, enquanto no mercado das séries vai estar "Matilha", série portuguesa que começou a ser exibida na segunda-feira na RTP e na plataforma de 'streaming' Prime Vídeo, protagonizada por Afonso Pimentel, Margarida Vila-Nova, Ricardo Pereira e Beatriz Godinho.

Shabazz Palaces atuam em maio em Lisboa

Os norte-americanos Shabazz Palaces regressam a Portugal, em maio, para um concerto no B.Leza, em Lisboa, anunciou hoje aquele clube.

O concerto está marcado para 21 de maio, segundo informação disponível na página oficial do B.Leza Clube na rede social Facebook.

O grupo editou em outubro o álbum "Robed in Rareness" e tem prevista a edição em 29 de março de "Exotic Birds of Prey".

O B.Leza recorda que o percurso dos Shabazz Palaces "tem-se cruzado com o de Flying Lotus e das Theesatisfaction, com quem têm afinidades estéticas evidentes, mas também com uma lenda como George Clinton, o fundador dos históricos Funkadelic e Parliament". O grupo integra o Black Constellation, "coletivo de artistas de diversas áreas artísticas, no mundo da música, moda e artes visuais, cuja influência se faz sentir na apresentação da banda".

Cantora ela li abre digressão portuguesa em Lisboa em fevereiro

A cantora e compositora ela li atua no próximo dia 2 de fevereiro no Musicbox, em Lisboa, iniciando uma digressão nacional, anunciou a sua promotora.

A cantautora ela li apresentou o seu álbum de estreia, "Choradeira", em novembro. Este álbum foi "composto no regresso da artista a Portugal, depois de vários anos a viver na América Latina. Influências dessa experiência encontram-se nas 12 canções que compõem este primeiro registo de originais", refere a promotora.

Antes ela li fez parte de projetos como os Mirror People, Maria Reis e Flak. Em 2019 participou no Festival RTP da Canção, sob o nome Ela Limão.

"Ensaio para o fim" tem mais duas récitas no teatro Municipal Amélia Rey Colaço

"Ensaio para o fim", uma interpretação de Eduardo Frazão, a apresentar nos dias 19 e 20 no Teatro Municipal Amélia Rey Colaço, em Algés (concelho de Oeiras), terá também sessões nos dias 26 e 27, anunciou a Companhia de Actores.

A peça decorre perante a notícia da proximidade "da extinção e de que o planeta vai explodir", o que leva a humanidade a "uma dormência caótica".

Com texto de Eduardo Frazão e Mariana Rosário, que encena, o espetáculo terá quatro representações, às 21:00, e trata-se de um acolhimento da Companhia de Atores, com sede naquele teatro municipal em Algés.

"Ensaio para o fim" estreou-se em junho de 2016, no Teatro da Comuna, em Lisboa, onde, em maio de 2017, voltou a estar em cena, a convite do FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa devido à "recetividade muito positiva" que tivera junto do público, segundo uma nota da produção da peça.

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 Culture /Brèves/ Actualités


ELA LI


Um disco que traz ao público uma ela li madura, autêntica e com um estilo que só lhe cabe a si. "Choradeira", é resultado de um trabalho de anos de maturação, composto no regresso da artista a Portugal, depois de vários anos a viver na América Latina. Influências dessa experiência encontram-se bem notórias nas 12 canções que compõem este primeiro longa-duração.

"Choradeira" pega nas emoções para as transformar e nos levar numa viagem que aquece o corpo mesmo falando de dor ou de tristeza

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Un album qui apporte au public une maturité, une authenticité et un style qui n’appartient qu’à vous. « Choradeira » est le résultat d’un travail d’années de maturation, composé à son retour au Portugal, après plusieurs années de vie en Amérique latine. Les influences de cette expérience sont très perceptibles dans les 12 chansons qui composent ce premier album.

« Choradeira » prend les émotions pour les transformer et nous emmener dans un voyage qui réchauffe le corps même lorsqu’il s’agit de douleur ou de tristesse.

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    Já foi Ela Limão, agora Rita Laranjeira é apenas Ela Li e é assim que vai lançar o álbum "Choradeira". A faixa-título é o single de apresentação e foi escrita e produzida pela própria em colaboração com TTem sido uma presença constante ao lado de Pedro de Tróia, Mirror People, Maria Reis e Flak e colaborou, por exemplo, num álbum dos The Happy Mess.

    Em 2019, participou no Festival da Canção em 2019, sob o nome de Ela Limão.

    Na escola teve uma banda de covers dos Metallica. Depois disso, cantou em coros, teve outras bandas, cantou bossa nova em casamentos, até cantou música clássica no conservatório.

    Entretanto, sempre fui escrevendo e compondo, viveu em Itália e no Uruguai, e viajou bastante sozinha.

    Fui uma mistura de vivências e experiências que lhe deu vontade de finalmente, aos 30 anos, pôr para fora o que lhe vai lá dentro.

    "Choradeira' foi escrita e produzida pela própria em colaboração com Tayob J. A música é um manifesto à aceitação da dor como parte natural do processo de superação, uma aprendizagem que nos torna mais fortes e permite criar algo maravilhoso em seu lugar. Diz ela que "é um pedido seu para que alguém a leve. Mas quem lhe responde é a dor, é a dor que fala com ela."

    Este single é apenas o começo da jornada de Ela Li em nome próprio, que levará à edição de mais singles até ao lançamento do álbum de estreia ainda este, que se chamará, precisamente, "Choradeira".

    João Pedro Bandeira

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    C’était autrefois Ela Limão, maintenant Rita Laranjeira n’est plus qu’Ela Li et c’est ainsi qu’elle va sortir l’album « Choradeira ». La chanson-titre est le single de présentation et a été écrite et produite par elle-même en collaboration avec TTem et a été une présence constante aux côtés de Pedro de Tróia, Mirror People, Maria Reis et Flak et a collaboré, par exemple, sur un album de The Happy Mess.

    En 2019, elle a participé au Festival de la chanson 2019, sous le nom d’Ela Limão.

    À l’école, il y avait un groupe de reprises de Metallica. Après cela, elle a chanté dans des chorales, a eu d’autres groupes, a chanté de la bossa nova lors de mariages, a même chanté de la musique classique au conservatoire.

    Cependant, j’ai toujours écrit et composé, j’ai vécu en Italie et en Uruguay et j’ai beaucoup voyagé seul.

    C’est un mélange d’expériences qui lui a donné envie de sortir enfin, à 30 ans, ce qu’il a en lui.

    'Choradeira' a été écrite et produite par elle-même en collaboration avec Tayob J. La chanson est un manifeste pour l’acceptation de la douleur comme une partie naturelle du processus de dépassement, un processus d’apprentissage qui nous rend plus forts et nous permet de créer quelque chose de merveilleux à sa place. Elle dit que « c’est une demande de votre part pour que quelqu’un l’emmène. Mais celui qui y répond, c’est la douleur, c’est la douleur qui lui parle.

    Ce single n’est que le début du voyage d’Ela Li sous son propre nom, qui conduira à la sortie d’autres singles jusqu’à la sortie de son premier album, qui s’appellera, précisément, « Choradeira ».

    João Pedro Bandeira







    Músicos O Gajo e Ricardo Vignini juntam violas campaniça e caipira no álbum "Terra Livre" 



    Lisboa, 17 jan 2023 (Lusa) – O álbum "Terra Livre" junta os músicos O Gajo, português, e Ricardo Vignini, do Brasil, revelando as potencialidades da viola campaniça e da sua "descendente" a viola caipira.

    "Terra Livre" é editado na próxima sexta-feira e começa a ser apresentado nos palcos portugueses em fevereiro.

    O álbum é constituído por nove temas instrumentais interpretados pelas duas violas, uma "música contemporânea com inspiração tradicional", como disse à agência Lusa o músico João Morais, mais conhecido como O Gajo.

    Todos os temas foram compostos em parceria.

    "Eu costumo dizer que é música contemporânea de inspiração tradicional, apenas porque há coisas que estão no nosso subconsciente, e a viola por ter aquelas cordas duplas também nos transporta para uns tempos mais antigos". "Sem dúvida é música contemporânea, não tem qualquer estrutura ou formato tradicional, isso não tem", acrescentou o músico português.

    "Este disco aparece quase do nada", disse O Gajo, que trabalhou no álbum, ao longo dos últimos seis meses, com Ricardo Vignini, que tinha conhecido nas redes sociais.

    Anteriormente, Ricardo Vignini tinha colaborado com O Gajo no seu álbum "Não Lugar" (2023) - com a música "Jangada" -, ponto de partida dos dois músicos para trocarem ideias e explorarem musicalidades.

    "Sentimos que tínhamos muita coisa em comum, sentimos que devíamos explorar um pouco mais esta relação entre as duas violas [a campaniça e a caipira] e fomos trocando 'emails' através do Atlântico". Um diálogo que prosseguiu até ao ponto de terem material para gravar um disco "bem gravadinho".

    "Terra Livre" é constituído por nove temas todos de autorias de ambos os músicos. "Uma autoria a meias, pois se eu tinha uma ideia logo surgia outra a ele, e não valia a pena fazer continhas. Assumimos os dois tudo."

    O Gajo assinalou que o que têm em comum não é só a nível da música que fazem, "mas também da personalidade."

    Os dois músicos já se conheceram pessoalmente. O Gajo viajou até ao Brasil, para fazer alguns concertos "e, como estivemos juntos pela primeira vez, percebemos que somos iguais em muitas coisas. Nomeadamente na forma como trabalhamos, que é bastante intensa."

    Para O Gajo "esta é uma dupla que tem caminho para percorrer."

    À Lusa, O Gajo, que provém dos universos do punk e do rock, garantiu a sua devoção e interesse à viola campaniça, cordofone tradicional alentejano.

    Como guitarrista, as suas visitas regulares ao Festival Músicas do Mundo, em Sines, levaram-no a ficar "fascinado" por um som identitário, que remete para um país ou região, e surgiu a ideia da viola campaniça.

    "Eu fiquei fascinado, é essa mesmo a palavra, e comecei a ouvir os projetos [musicais] e a malta dizia 'vamos ouvir um projeto que vem do Mali ou da Argentina, e a característica era geográfica, pois traziam do seu país os seus instrumentos tradicionais, os seus cantares, as suas indumentárias", contou.

    "Comecei a pensar como enquanto músico eu podia transportar comigo algo do meu país, de forma a transportar as pessoas para Portugal", disse à Lusa.

    "Pensei que tinha de mudar de guitarra, em vez de uma norte-americana que era a que eu tocava, comecei com as antenas ligadas à procura e cruzei-me com uma viola campaniça no Alentejo, e foi o senhor Paulo Colaço que me a apresentou. E foi como as grandes histórias de amor, de alguém que nos apresenta uma pessoa com quem passamos o resto da vida", contou.

    Na passagem da guitarra elétrica para a viola campaniça "o principal obstáculo foi passar de uma guitarra com distorção para uma viola acústica em que o som está completamente limpo, em que tudo o que fazemos tem mais impacto", disse O Gajo, realçando que "na guitarra elétrica, são muito mais os nervos à flor da pele" e a viola campaniça "exige um maior controlo da expressão". Um obstáculo que considera não estar dominado, pois "estamos sempre a evoluir".

    Outra situação, que "exige prática", são as cordas duplas da campaniça, para que se consiga dar as duas notas "e o som sair bonito".

    "Terra Livre" é o tema que abre o álbum e que lhe dá título, revelando que os dois músicos estão num território "que se quer livre".

    "Nem eu nem o Ricardo [Vignini] temos os formatos tradicionais. Quando compomos não o fazemos com um determinado número de regras, não frequentámos a academia, e, nesse aspeto, compusemos da forma mais livre; a música vai por onde nós sentimos que naquele momento faz sentido. Vamos e logo se vê."

    Há também "uma segunda camada", na leitura desta liberdade de expressão que se relaciona com os movimentos cívicos pela defesa da Amazónia, no Brasil, em oposição às estratégias do anterior presidente Jair Bolsonaro. "Havia esse movimento que se chamava 'Terra Livre', que achei que era um nome com força, mas é algo que também me preocupa".

    O álbum surge assim "como um grito de liberdade e de apoio a estas causas", defendeu.

    "Este trabalho instrumental foi criado no sentido de criar narrativas em que temos de repetir os espaços por onde passamos. Estamos sempre a caminhar e o que nos apetece é não parar e perseguir o destino que estará algures."

    À Lusa, o músico lamentou a pouca atenção que "estes cordofones têm em Portugal". "Parece que ainda estão a nascer, e estão muito circunscritos à música tradicional, quando têm um potencial enorme. Infelizmente não se vê muitos músicos atuais a pegar neste instrumento, mas é uma tendência que está, felizmente, a ser contrariada, mas é muito recente."

    Além de "Terra Livre", os outros temas do CD como "Magma", "Maria da Manta", "Corrosão" e Bandidos" vão ser apresentados em três concertos a partir do próximo dia 02 de fevereiro, quando subirem ao palco do Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Depois seguem para Braga, onde tocam no dia seguinte, no Centro da Juventude, e para Coimbra, onde atuam no dia 04 de fevereiro, no Salão Brazil.



    Les musiciens O Gajo et Ricardo Vignini se joignent aux altos campaniça et caipira sur l’album « Terra Livre »


    Lisbonne, 17 jan 2023 (Lusa) – L’album « Terra Livre » réunit les musiciens brésiliens O Gajo, portugais, et Ricardo Vignini, révélant le potentiel de la "viole campanique" et de sa « descendante » la "viole caïpire."

    « Terra Livre » sort vendredi prochain et commence à être présenté sur les scènes portugaises en février.

    L’album se compose de neuf thèmes instrumentaux interprétés par les deux altos, une « musique contemporaine d’inspiration traditionnelle », comme l’a confié le musicien João Morais, plus connu sous le nom d’O Gajo, à l’agence Lusa.

    Tous les thèmes ont été composés en partenariat.

    « J’ai l’habitude de dire que c’est de la musique contemporaine d’inspiration traditionnelle, simplement parce qu’il y a des choses qui sont dans notre subconscient, et l’alto pour avoir ces doubles cordes nous transporte aussi dans des temps plus anciens. » « Sans aucun doute, c’est de la musique contemporaine, elle n’a pas de structure ou de format traditionnel, elle n’en a pas », a ajouté le musicien portugais.

    « Ce disque semble presque sorti de nulle part », a déclaré O Gajo, qui a travaillé sur l’album au cours des six derniers mois avec Ricardo Vignini, qu’il avait rencontré sur les réseaux sociaux.

    Auparavant, Ricardo Vignini avait collaboré avec O Gajo sur son album « Não Lugar » (2023) - avec la chanson « Jangada » -, le point de départ pour que les deux musiciens échangent des idées et explorent les musicalités.

    « Nous avons senti que nous avions beaucoup de choses en commun, nous avons senti que nous devions explorer un peu plus cette relation entre les deux altos [la cloche et le hillbilly] et nous avons échangé des courriels de l’autre côté de l’Atlantique. » Un dialogue qui s’est poursuivi au point qu’ils avaient de quoi enregistrer un album « bien enregistré ».

    « Terra Livre » se compose de neuf chansons, toutes écrites par les deux musiciens. « Un auteur sans enthousiasme, parce que si j’avais une idée, une autre lui viendrait bientôt, et ce n’était pas la peine de faire des comptes. Nous assumons tous les deux tout.

    Le gars a souligné que ce qu’ils ont en commun n’est pas seulement en termes de musique qu’ils font, « mais aussi dans leur personnalité ».

    Les deux musiciens se sont déjà rencontrés en personne. Le gars s’est rendu au Brésil pour faire des concerts « et, comme nous étions ensemble pour la première fois, nous avons réalisé que nous étions les mêmes dans beaucoup de choses. Notamment dans notre façon de travailler, qui est assez intense.

    Pour O Gajo, « c’est un duo qui a encore du chemin à parcourir. »

    Pour Lusa, O Gajo, qui vient des univers du punk et du rock, a garanti sa dévotion et son intérêt pour la viola campaniça, un cordophone traditionnel de l’Alentejo.

    En tant que guitariste, ses visites régulières au Festival des musiques du monde, à Sines, l’ont amené à être « fasciné » par un son identitaire, qui fait référence à un pays ou à une région, et l’idée de la viole campanique a émergé.

    « J’étais fasciné, c’est le mot, et j’ai commencé à écouter les projets [musicaux] et les gens disaient 'écoutons un projet qui vient du Mali ou d’Argentine, et la caractéristique était géographique, parce qu’ils ont apporté de leur pays leurs instruments traditionnels, leurs chansons, leurs costumes' », a-t-il déclaré.

    « J’ai commencé à réfléchir à la façon dont, en tant que musicien, je pourrais emporter quelque chose de mon pays avec moi, afin de transporter des gens au Portugal », a-t-il déclaré à Lusa.

    « J’ai pensé que je devais changer de guitare, au lieu d’une guitare américaine qui était celle que je jouais, j’ai commencé avec les antennes connectées à la recherche et je suis tombé sur une alto campaniça dans l’Alentejo, et c’est M. Paulo Colaço qui me l’a présentée. Et c’était comme les grandes histoires d’amour, de quelqu’un qui nous présente une personne avec qui nous passons le reste de notre vie », a-t-il déclaré.

    Dans le passage de la guitare électrique à l’alto campaniça, « le principal obstacle a été de passer d’une guitare avec distorsion à une guitare acoustique dans laquelle le son est complètement propre, dans lequel tout ce que nous faisons a plus d’impact », a déclaré O Gajo, soulignant que « dans la guitare électrique, il y a beaucoup plus de nerfs sur le bord » et que la viola campaniça « nécessite un plus grand contrôle de l’expression ». Un obstacle qu’il considère ne pas maîtriser, car « nous sommes en constante évolution ».

    Une autre situation, qui « demande de la pratique », est celle des doubles cordes de la cloche, de sorte que vous pouvez donner les deux notes « et le son sort magnifique ».

    « Terra Livre » est la chanson qui ouvre l’album et lui donne son titre, révélant que les deux musiciens sont dans un territoire « qui se veut libre ».

    « Ni Ricardo [Vignini] ni moi n’avons les formats traditionnels. Quand on compose, on ne le fait pas avec un certain nombre de règles, on n’est pas allé à la salle de sport, et en ce sens on a composé de la manière la plus libre ; La musique va là où nous sentons qu’elle a du sens à ce moment-là. Allons-y et nous verrons.

    Il y a aussi « une deuxième couche » dans la lecture de cette liberté d’expression qui concerne les mouvements civiques de défense de l’Amazonie au Brésil, en opposition aux stratégies de l’ancien président Jair Bolsonaro. « Il y avait ce mouvement qui s’appelait 'Free Land', que je trouvais être un nom fort, mais c’est quelque chose qui m’inquiète aussi. »

    L’album apparaît ainsi « comme un cri de liberté et de soutien à ces causes », a-t-il défendu.

    « Cette œuvre instrumentale a été créée dans le sens de créer des récits dans lesquels nous devons répéter les espaces que nous traversons. Nous sommes toujours en train de marcher et ce que nous voulons, c’est ne pas nous arrêter et courir après la destination qui sera quelque part.

    Pour Lusa, le musicien a déploré le peu d’attention que « ces cordophones ont au Portugal ». « On dirait qu’ils sont encore en train de naître, et qu’ils sont très circonscrits à la musique traditionnelle, alors qu’ils ont un énorme potentiel. Malheureusement, on ne voit pas beaucoup de musiciens actuels s’approprier cet instrument, mais c’est une tendance qui, heureusement, est en train de s’inverser, mais c’est très récent.

    En plus de « Terra Livre », les autres chansons du CD telles que « Magma », « Maria da Manta », « Corrosion » et « Bandidos » seront présentées lors de trois concerts à partir du 02 février, lorsqu’ils monteront sur la scène du Petit Auditorium du Centro Cultural de Belém, à Lisbonne. Ensuite, ils se rendent à Braga, où ils jouent le lendemain, au Centre des jeunes, et à Coimbra, où ils se produisent le 04 février, au Salão Brazil.



    Sofia Diniz apresenta novo álbum, "L'Echo du Danube"

    O novo álbum da gambista Sofia Diniz, "L'Echo du Danube", é apresentado na quarta-feira, às 19:00, na Casa-Museu Medeiros de Almeida, em Lisboa, sendo acompanhada pelo cravista Fernando Miguel Jalôto

    O duplo CD é constituído pela gravação da integral do opus 9 do compositor neerlandês Johann Schenck (1660-1712).

    "Johann Schenck intitulou, poeticamente, a sua coleção de seis sonatas para viola da gamba, 'L'Echo du Danube', publicada por volta de 1703/04 como Opus 9 em Amesterdão. 'L'Echo du Danube' é a última obra completa de Schenk a sobreviver, facto que confere a estas peças o peso de um 'testamento musical'", afirmou Sofia Diniz.

    A gambista explicou que as duas primeiras sonatas são com acompanhamento de baixo contínuo, as duas seguintes também com baixo contínuo, mas desta vez opcional, e as duas últimas para viola da gamba sem qualquer acompanhamento.

    No salão da casa Medeiros de Almeida, além das sonatas agora editadas em disco, Sofia Diniz irá ainda tocar peças de Jacques Morel (1700-1749) e do contemporâneo Torben Klaes, dos seus anteriores álbuns, respetivamente "La Lyre d'Apollon (Primeiro livro de suites para viola da gamba)" e "Essercizii per la viola da gamba"_

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    Tim faz temporada de "Canta-me Histórias" no S. Jorge

    O músico dos Xutos & Pontapés, Tim, apresenta, a partir do próximo dia 23, até 8 de fevereiro, "Canta-me Histórias", no Cinema S. Jorge, em Lisboa.

    Esta nova temporada sucede à realizada de 27 a 30 do passado mês de dezembro, que esgotou aquela sala no centro da capital.

    "Apeteceu-me parar um pouco e olhar para trás: pelo caminho tantas canções e cada uma com a sua história... Companheiros de aventura, bons e maus momentos, talvez lembrar e sorrir, tornar a desfrutar esses instantes", afirma, em comunicado, o guitarrista e baixista da banda que ajudou a fundar em 1978.

    O músico decidiu "partilhar" estas suas memórias num concerto. "São tantas as situações que é impossível condensar numa apresentação solitária, então porque não fazer várias?", acrescenta Tim.

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    Hugo Negrelli apresenta novo álbum na Ericeira

    O músico e compositor Hugo Negrelli apresenta o novo álbum, "A March For Hackney", no próximo dia 26, na Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, na Ericeira, e no dia 18 de fevereiro, no Novo Ático–Coliseu Porto.

    Com música e letra de Hugo Negrelli, "A March For Hackney", neste álbum o músico contou com Steve Pringle (órgão e rhodes), Nick Walsh (baixo), Paul Gregory (bateria) e Emilie Dollerup (coros).

    "A March For Hackney", gravado durante a pandemia de covid-19, em Londres, onde o músico atualmente reside, "representa um novo capítulo, com músicas rocky-funky-pop com elementos jazzísticos, arranjos de sopros e cordas, e temas introspetivos como a procura, perdição e esperança, entre outras narrativas", afirma a sua promotora.

    O álbum sucede a "Loose Frames Tales", e o 'single' de apresentação é "Bring Me Home With You", sobre o qual o músico afirmou: "Uma música onde explorei novos estilos de escrita, de composição e de género. Uma música que veio de um sítio diferente. Trata-se, claramente, de uma música de amor, aberta, porém, à interpretação de cada um".



    Sofia Diniz présente son nouvel album, « L’Echo du Danube »

    Le nouvel album de la gambiste Sofia Diniz, « L’Echo du Danube », est présenté mercredi, à 19h00, à la Maison-Musée Medeiros de Almeida, à Lisbonne, accompagné du claveciniste Fernando Miguel Jalôto

    Le double CD consiste en l’enregistrement de l’intégrale de l’opus 9 du compositeur néerlandais Johann Schenck (1660-1712).

    Johann Schenck intitula poétiquement son recueil de six sonates pour viole de gambe, « L’Echo du Danube », publié vers 1703/04 sous le titre d’opus 9 à Amsterdam. L’Echo du Danube est la dernière œuvre complète de Schenk à avoir survécu, ce qui donne à ces pièces le poids d’un « testament musical » », a déclaré Sofia Diniz.

    Le gambiste a expliqué que les deux premières sonates sont avec un accompagnement de basse continue, les deux suivantes également avec une basse continue, mais cette fois en option, et les deux dernières pour viole de gambe sans aucun accompagnement.

    Dans le hall de la maison Medeiros de Almeida, en plus des sonates actuellement publiées sur disque, Sofia Diniz jouera également des pièces de Jacques Morel (1700-1749) et du contemporain Torben Klaes, issues de leurs précédents albums, respectivement « La Lyre d’Apollon (Premier livre de suites pour viole de gambe) » et « Essercizii per la viola da gambe ».

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    Tim fait une saison de « Canta-me Histórias » à S. Jorge

    Le musicien de Xutos & Pontapés, Tim, présente, du 23 au 8 février, « Canta-me Histórias », au Cinéma S. Jorge, à Lisbonne.

    Cette nouvelle saison fait suite à celle qui s’est tenue du 27 au 30 décembre dernier, qui affichait complet dans cette salle du centre de la capitale.

    « J’ai eu envie de m’arrêter un moment et de regarder en arrière : en cours de route, il y a tellement de chansons et chacune avec sa propre histoire... Compagnons d’aventure, bons et mauvais moments, peut-être se souvenir et sourire, profiter à nouveau de ces moments », dit le guitariste et bassiste du groupe qu’il a contribué à fonder en 1978.

    Le musicien a décidé de « partager » ses souvenirs lors d’un concert. « Il y a tellement de situations qu’il est impossible de les condenser en une seule présentation, alors pourquoi ne pas en faire plusieurs ? », ajoute Tim.

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    Hugo Negrelli présente son nouvel album à Ericeira

    Le musicien et compositeur Hugo Negrelli présente son nouvel album, « A March For Hackney », le 26 février, à la Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, à Ericeira, et le 18 février, au Novo Ático-Coliseu Porto.

    Avec la musique et les paroles de Hugo Negrelli, « A March For Hackney », sur cet album, le musicien a mis en vedette Steve Pringle (orgue et Rhodes), Nick Walsh (basse), Paul Gregory (batterie) et Emilie Dollerup (chœurs).

    « A March For Hackney », enregistré pendant la pandémie de covid-19, à Londres, où le musicien réside actuellement, « représente un nouveau chapitre, avec des chansons rock-funky-pop avec des éléments jazzy, des arrangements de vents et de cordes, et des thèmes introspectifs tels que la recherche, la perdition et l’espoir, entre autres récits », explique son promoteur.

    L’album fait suite à « Loose Frames Tales », et le premier single est « Bring Me Home With You », à propos duquel le musicien a déclaré : « Une chanson où j’ai exploré de nouveaux styles d’écriture, de composition et de genre. Une chanson qui venait d’un autre endroit. C’est, clairement, une chanson d’amour, mais ouverte à l’interprétation de chacun.


    Natural de Coimbra, Hugo Negrelli participou numa orquestra infantil e aos 12 anos começou a tocar guitarra. Nessa altura descobriu o blues e começou a explorar diferentes estilos e géneros musicais: jazz, R&B, funk, country, gospel, folk e clássico. Fez o secundário na Escola de Música e Jazz de Mafra e passou pelo JB Jazz. Tirou Ciências da Comunicação, na Universidade de Lisboa, e Creative World Music, na Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa. Recentemente frequentou a London Music School.
    Para a sua formação contribuíram as aulas com Pedro Madaleno, Nuno Ferreira, Nuno Marinho e Múcio Sá. Participou em workshops com Julian Lage, Isaiah Sharkey, Guthrie Govan, Tom Quayle e Marco Bosco. Durante quatro anos participou em jam sessions no Barzinho, em Ribamar, com Bruce Henri, Nanã Sousa Dias e Manuel Rocha. E integrou alguns espetáculos musicais, como o Bruce Henri Quartet e Trio Cadmira+1

    Né à Coimbra, Hugo Negrelli a fait partie d’un orchestre d’enfants et a commencé à jouer de la guitare à l’âge de 12 ans. C’est à cette époque qu’il découvre le blues et commence à explorer différents styles et genres musicaux : jazz, R&B, funk, country, gospel, folk et classique. Il a fait ses études secondaires à l’école de musique et de jazz de Mafra et est passé par JB Jazz. Elle a étudié les sciences de la communication à l’Université de Lisbonne et les musiques du monde créatif à l’École des technologies et des arts de Lisbonne. Elle a récemment fréquenté la London Music School.
    Les cours avec Pedro Madaleno, Nuno Ferreira, Nuno Marinho et Múcio Sá ont contribué à sa formation. Il a participé à des ateliers avec Julian Lage, Isaiah Sharkey, Guthrie Govan, Tom Quayle et Marco Bosco. Pendant quatre ans, il a participé à des jam sessions à Barzinho, à Ribamar, avec Bruce Henri, Nanã Sousa Dias et Manuel Rocha. Et il a fait partie de quelques spectacles musicaux, tels que le Bruce Henri Quartet et le Trio Cadmira+1


    Artistas Angela Detanico e Rafael Lain nomeados para Prix Marcel Duchamp 2024


    Lisboa, 15 jan 2024 (Lusa) - A dupla de artistas brasileiros Angela Detanico e Rafael Lain, residente em Paris, foi nomeada para o Prix Marcel Duchamp 2024, que tem como objetivo dar apoio à internacionalização de carreiras, anunciou hoje a Galeria Vera Cortês.

    Angela Detanico e Rafael Lain irão juntar-se aos outros três finalistas - Noemie Goudal, Gaelle Choisne e Abdelkader Benchamma - numa exposição no Centre Pompidou, na capital francesa, a inaugurar em outubro de 2024, integrada no prémio.

    O Prémio Marcel Duchamp foi criado em 2000 e tem como objetivo destacar a abundância criativa da cena artística francesa e apoiar os artistas na sua carreira internacional, galardoando anualmente quatro artistas franceses ou residentes em França que trabalhem no domínio das artes plásticas e visuais.

    O galardão tem um valor de 90.000 euros, incluindo um prémio de 35.000 euros para o vencedor, indica a página 'online' do prémio.

    Angela Detanico, formada em linguística, e Rafael Lain, tipógrafo, trabalham juntos desde 1996 com os temas da escrita, da leitura e da tradução, nas transições de um suporte para outro ou de um código para outro, e têm vindo a desenvolver uma obra artística nos limites da representação do tempo e do espaço, nos cruzamentos entre poesia, som e imagem.

    Em 2007, representaram o Brasil na 57.ª Bienal de Veneza e, em 2004, receberam o Prémio Nam June Paik.

    Os seus trabalhos foram expostos em diferentes países e espaços como o Palais de Tokyo e o Grand Palais, em França, o Moderna Museet, na Suécia, o Museu Nacional de Arte Contemporânea da Grécia, o Laboratório de Arte Alameda, no México, e o Henry Moore Institute, no Reino Unido.

    Participaram em várias exposições internacionais como a 3.ª Media City Seoul, a 10.ª Bienal de Havana e as 26.ª, 27.ª e 28.ª Bienais de São Paulo.

    Apresentaram exposições individuais no Jeu de Paume, Musée de l'Abée Sainte-Croix e Musée Zadkine, em França, o Museu Coleção Berardo (atual Museu de Arte Contemporânea - Centro Cultural de Belém), em Portugal, a Fundação Iberê Camargo e Museu de Arte da Pampulha, no Brasil.

    São autores de várias obras de arte pública, incluindo uma instalação permanente para o Institut de Physique du Globe em Paris, e uma peça encomendada pelo Museu do Louvre para o seu novo Centro de Conservação, em Liévin.

    Em Portugal, Angela Detanico e Rafael Lain são representados pela Galeria Vera Cortês, de Lisboa.

    Os finalistas serão convidados pelo Centro Pompidou a participar numa exposição de três meses, cuja inauguração está prevista para 01 de outubro de 2024.

    O vencedor vai ser anunciado a 14 de outubro de 2024, escolhido por um júri internacional que, pela primeira vez, incluirá dois artistas, além de colecionadores e diretores de grandes instituições.


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    Les artistes Angela Detanico et Rafael Lain nominés pour le Prix Marcel Duchamp 2024


    Lisbonne, 15 jan 2024 (Lusa) - Le duo d’artistes brésiliens Angela Detanico et Rafael Lain, basé à Paris, a été nominé pour le Prix Marcel Duchamp 2024, qui vise à soutenir l’internationalisation des carrières, a annoncé aujourd’hui Galeria Vera Cortês.

    Angela Detanico et Rafael Lain rejoindront les trois autres finalistes - Noémie Goudal, Gaëlle Choisne et Abdelkader Benchamma - dans une exposition au Centre Pompidou de la capitale française, qui ouvrira ses portes en octobre 2024, dans le cadre du prix.

    Le Prix Marcel Duchamp a été créé en 2000 et a pour objectif de mettre en lumière le foisonnement créatif de la scène artistique française et de soutenir les artistes dans leur carrière internationale, en récompensant chaque année quatre artistes français ou résidant en France qui travaillent dans le domaine des beaux-arts et des arts visuels.

    Le prix a une valeur de 90 000 €, dont un prix de 35 000 € pour le lauréat, selon la page en ligne du prix.

    Angela Detanico, diplômée en linguistique, et Rafael Lain, typographe, travaillent ensemble depuis 1996 sur les thèmes de l’écriture, de la lecture et de la traduction, dans les transitions d’un médium à un autre ou d’un code à un autre, et développent un travail artistique aux limites de la représentation du temps et de l’espace, à l’intersection de la poésie, le son et l’image.

    En 2007, ils ont représenté le Brésil à la 57e Biennale de Venise et, en 2004, ils ont reçu le prix Nam June Paik.

    Ses œuvres ont été exposées dans différents pays et lieux tels que le Palais de Tokyo et le Grand Palais en France, le Moderna Museet en Suède, le Musée national d’art contemporain en Grèce, l’Alameda Art Laboratory au Mexique et l’Institut Henry Moore au Royaume-Uni.

    Ils ont participé à plusieurs expositions internationales telles que la 3e édition de Media City Seoul, la 10e Biennale de La Havane et les 26e, 27e et 28e Biennales de São Paulo.

    Ils ont fait l’objet d’expositions personnelles au Jeu de Paume, au Musée de l’Abée Sainte-Croix et au Musée Zadkine, en France, au Musée de la Collection Berardo (aujourd’hui le Musée d’Art Contemporain - Centro Cultural de Belém), au Portugal, à la Fondation Iberê Camargo et au Musée d’Art de Pampulha, au Brésil.

    Ils sont les auteurs de plusieurs œuvres d’art public, dont une installation permanente pour l’Institut de Physique du Globe à Paris, et une œuvre commandée par le musée du Louvre pour son nouveau Centre de conservation à Liévin.

    Au Portugal, Angela Detanico et Rafael Lain sont représentés par Galeria Vera Cortês, à Lisbonne.

    Les finalistes seront invités par le Centre Pompidou à participer à une exposition de trois mois, dont l’ouverture est prévue le 01er octobre 2024.

    Le lauréat sera annoncé le 14 octobre 2024, choisi par un jury international qui, pour la première fois, comprendra deux artistes, ainsi que des collectionneurs et des directeurs de grandes institutions.


    Seis artistas portugueses atuam no festival Eurosonic que começa hoje nos Países Baixos


    Groningen, Países Baixos, 17 jan 2024 (Lusa) – Os artistas portugueses Ana Lua Caiano, Bateu Matou, Expresso Transatlântico, Grand Sun, Lina_ e Maro atuam esta semana no festival Eurosonic, que começa hoje em Groningen, nos Países Baixos.

    O Eurosonic Noorderslag, que é em simultâneo um festival de música e uma plataforma europeia de divulgação de música, com conferências e encontros entre agentes da indústria musical de todo o mundo, acontece entre hoje e sábado.

    Na vertente de festival, o Eurosonic conta com 256 artistas e grupos de 36 países europeus, a atuarem ao longo de quatro dias em vários espaços e salas de Groningen.

    A cantora e multi-instrumentista Ana Lua Caiano, que prepara a edição do álbum de estreia para este ano, também está entre os nomeados para os prémios Music Moves Europe, da Comissão Europeia, que distinguem "os talentos emergentes da música europeia", e cujos vencedores serão anunciados na quinta-feira, no Eurosonic.

    Com dois EP editados, "Cheguei tarde a ontem" e "Se dançar é só depois", Ana Lua Caiano faz 'música tradicional experimental', com recurso a 'loop stations', 'beat-machines', sintetizadores, teclados, percussão e várias sobreposições de vozes e melodias.

    O seu primeiro álbum está previsto para o primeiro trimestre deste ano.

    A lista de 15 nomeados inclui, além de Ana Lua Caiano, Bulgarian Cartrader (Bulgária), Fran Vasilić (Croácia), Giift (Dinamarca), Pearly Drops (Finlândia), Zaho de Sagazan (França), CLOCK CLOCK (Alemanha), Arny Margret (Islândia), yunè pinku (Irlanda), Tramhaus (Países Baixos), Ash Olsen (Noruega), Berry Galazka (Polónia), freekind. (Eslovénia), Ralphie Choo (Espanha) e waterbaby (Suécia).

    Entre os nomeados aos Music Moves Europe serão selecionados cinco vencedores, recebendo cada um 10 mil euros para promoção internacional. Além disso, é ainda atribuído um prémio de cinco mil euros, cujo vencedor é escolhido pelo público através de uma votação 'online', no 'site' oficial dos prémios Music Moves Europe.


    Six artistes portugais se produisent au festival Eurosonic qui débute aujourd’hui aux Pays-Bas


    Groningue, Pays-Bas, 17 jan 2024 (Lusa) – Les artistes portugais Ana Lua Caiano, Bateu Matou, Expresso Transatlântico, Grand Sun, Lina_ et Maro se produisent cette semaine au festival Eurosonic, qui commence aujourd’hui à Groningue, aux Pays-Bas.

    Eurosonic Noorderslag, qui est à la fois un festival de musique et une plate-forme européenne de diffusion de la musique, avec des conférences et des rencontres entre les agents de l’industrie musicale du monde entier, a lieu entre aujourd’hui et samedi.

    Du côté des festivals, Eurosonic compte 256 artistes et groupes de 36 pays européens, qui se produiront pendant quatre jours dans divers espaces et lieux de Groningue.

    La chanteuse et multi-instrumentiste Ana Lua Caiano, qui prépare la sortie de son premier album pour cette année, fait également partie des nominés pour les prix Music Moves Europe de la Commission européenne, qui récompensent les « talents émergents de la musique européenne », et dont les lauréats seront annoncés jeudi à Eurosonic.

    Avec la sortie de deux EP, « Cheguei tarde a ontem » et « Se dançar é só depois », Ana Lua Caiano fait de la « musique expérimentale traditionnelle », en utilisant des « loop stations », des « beat-machines », des synthétiseurs, des claviers, des percussions et diverses voix et mélodies qui se chevauchent.

    Son premier album est prévu pour le premier trimestre de cette année.

    La liste des 15 nominés comprend, outre Ana Lua Caiano, Bulgarian Cartrader (Bulgarie), Fran Vasilić (Croatie), Giift (Danemark), Pearly Drops (Finlande), Zaho de Sagazan (France), CLOCK CLOCK (Allemagne), Arny Margret (Islande), yunè pinku (Irlande), Tramhaus (Pays-Bas), Ash Olsen (Norvège), Berry Galazka (Pologne), freekind. (Slovénie), Ralphie Choo (Espagne) et waterbaby (Suède).

    Cinq lauréats seront sélectionnés parmi les nominés de Music Moves Europe, chacun recevant 10 mille € pour une promotion internationale. En outre, un prix de cinq mille euros est également décerné, dont le gagnant est choisi par le public par le biais d’un vote en ligne, sur le site officiel des prixs Music Moves Europe.


    Já são conhecidos os temas que vão competir no Festival da Canção deste ano


    Lisboa, 18 jan 2024 (Lusa) – Os 20 compositores da edição deste ano do Festival da Canção serão todos intérpretes dos temas que criaram para o concurso, algo que acontece pela primeira vez desde a remodelação da competição, que cumpre 60 anos.

    De acordo com Gonçalo Madail, da direção de programas da RTP, que organiza o Festival da Canção, na edição deste ano "há uma curiosidade".

    "Pela primeira vez, desde a reformulação o festival, todos os compositores vão a palco", afirmou Gonçalo Madail, em conferência de imprensa, em Lisboa, na qual foram apresentados os 20 temas que estão este ano em competição.

    A remodelação do concurso, que celebra este ano o 60.º aniversário, aconteceu em 2017. A edição desse ano, a 51.ª, foi apresentada pela RTP como uma "janela renovada" para compositores e intérpretes portugueses, com as canções candidatas a serem transmitidas em direto em duas noites de eliminatórias, perante um júri.

    Nessa edição, a canção vencedora foi "Amar pelos dois", composta por Luísa Sobral e interpretada por Salvador Sobral, que deu a Portugal a primeira e única vitória no Festival Eurovisão da Canção, em 2017 em Kiev.

    Este ano, há um "leque bastante mais jovem" de compositores e, para Gonçalo Madail, "não podia haver melhor mensagem para o futuro do festival".

    Dos 20 autores que participam este ano, a RTP convidou 14 autores e os restantes seis foram escolhidos através da livre submissão de canções que esteve aberta ao público entre 07 de agosto e 15 de outubro.

    A RTP convidou a comporem canções Bispo, Buba Espinho, Cristina Clara, Huca, Iolanda, João Borsch, Leo Middea, Maria João, Mila Dores, Nena, Noble, No Maka (Emanuel Oliveira e Duarte Carvalho), Perpétua e Silk Nobre.

    Os cinco compositores escolhidos através de concurso são FILIPA, João Couto, LEFT., MELA, Rita Onofre e Rita Rocha.

    A 58.ª edição do Festival da Canção irá decorrer em fevereiro e março, repartida, como habitualmente, em duas semifinais e final, que voltam a acontecer nos estúdios da RTP em Lisboa.

    A primeira semifinal está marcada para 24 de fevereiro. Nesse dia, competem Bispo, com "Casa Portuguesa", Iolanda, com "Gritou", João Borsch, com "Pelas costuras", LEFT., com "Volto a ti", MELA, com "Água", Mila Dores, com "Afia a língua", Nena, com "Teorias da conspiração", Noble, com "Memory", Perpétua, com "Bem longe daqui", e Rita Rocha, com "Pontos finais".

    Na segunda semifinal, que acontece em 02 de março, estão em competição os temas de Buba Espinho, "O farol", Cristina Clara, "Primavera", FILIPA, "You can't hide", Huca, "Pede choro", João Couto, "Quarto para um", Leo Middea, "Doce mistério", Maria João, "Dia", No Maka (Emanuel Oliveira e Duarte Carvalho), com a participação de Ana Maria, "Aceitar", Rita Onofre, "Criatura", e Silk Nobre, "Change".

    Os temas já podem ser ouvidos na página do Festival da Canção na plataforma 'online' Youtube.

    A final acontece em 09 de março e o tema vencedor irá representar Portugal no 68.º Festival Eurovisão da Canção, que irá acontecer em Malmo, na Suécia, em maio, 50 anos depois da primeira vitória daquele país com o tema "Waterloo", dos ABBA.

    A Suécia venceu em maio o 67.º Festival Eurovisão da Canção, que foi disputado em Liverpool, no Reino Unido, com o tema "Tattoo", interpretado por Loreen, que já tinha conquistado o primeiro lugar no Festival da Eurovisão da Canção em 2012, com "Euphoria".

    Esta foi a sétima vez que a Suécia venceu o Festival Eurovisão da Canção, depois dos triunfos em 1974, 1984, 1991, 1999, 2012 e 2015.

    Portugal ficou no ano passado em 23.º lugar, com Mimicat e a canção "Ai coração".



    Les chansons qui concourront au Festival de la chanson de cette année sont déjà connues


    Lisbonne, 18 jan 2024 (Lusa) – Les 20 compositeurs de l’édition de cette année du Festival de la chanson seront tous des interprètes des thèmes qu’ils ont créés pour le concours, ce qui se produit pour la première fois depuis le remodelage du concours, qui célèbre son 60e anniversaire.

    Selon Gonçalo Madail, de la direction des programmes de la RTP, qui organise le Festival de la chanson, dans l’édition de cette année « il y a une curiosité ».

    « Pour la première fois, depuis la reformulation du festival, tous les compositeurs monteront sur scène », a déclaré Gonçalo Madail, lors d’une conférence de presse à Lisbonne, au cours de laquelle les 20 chansons en compétition cette année ont été présentées.

    La refonte du concours, qui fête ses 60 ans cette année, a eu lieu en 2017. L’édition de cette année-là, la 51e, a été présentée par RTP comme une « fenêtre renouvelée » pour les compositeurs et interprètes portugais, les chansons candidates étant diffusées en direct lors de deux nuits de qualifications, devant un jury.

    Dans cette édition, la chanson gagnante était « Amar pelos dois », composée par Luísa Sobral et interprétée par Salvador Sobral, qui a donné au Portugal sa première et unique victoire au Concours Eurovision de la chanson, en 2017 à Kiev.

    Cette année, il y a un « éventail beaucoup plus jeune » de compositeurs et, pour Gonçalo Madail, « il ne pourrait pas y avoir de meilleur message pour l’avenir du festival ».

    Sur les 20 auteurs participants cette année, RTP a invité 14 auteurs et les six autres ont été choisis grâce à la soumission gratuite de chansons qui a été ouverte au public entre le 07 août et le 15 octobre.

    RTP a invité Bispo, Buba Espinho, Cristina Clara, Huca, Iolanda, João Borsch, Leo Middea, Maria João, Mila Dores, Nena, Noble, No Maka (Emanuel Oliveira et Duarte Carvalho), Perpétua et Silk Nobre à composer des chansons.

    Les cinq compositeurs sélectionnés dans le cadre du concours sont FILIPA, João Couto, LEFT., MELA, Rita Onofre et Rita Rocha.

    La 58e édition du Festival de la chanson aura lieu en février et mars, divisée, comme d’habitude, en deux demi-finales et une finale, qui se dérouleront une fois de plus dans les studios de RTP à Lisbonne.

    La première demi-finale est prévue pour le 24 février. Ce jour-là, Bispo est en compétition, avec « Casa Portuguesa », Iolanda, avec « Gritou », João Borsch, avec « Pelas costuras », à gauche, avec « Volto a ti », MELA, avec « Água », Mila Dores, avec « Asharpa a língua », Nena, avec « Théories du complot », Noble, avec « Memory », Perpétua, avec « Bem longe daqui », et Rita Rocha, avec « Pontos finals ».

    Dans la deuxième demi-finale, qui aura lieu le 02 mars, les thèmes de Buba Espinho, « O farol », Cristina Clara, « Primavera », FILIPA, « You can’t hide », Huca, « Pede choro », João Couto, « Quarto para um », Leo Middea, « Doce mistério », Maria João, « Dia », No Maka (Emanuel Oliveira et Duarte Carvalho), avec la participation d’Ana Maria, « Accept », Rita Onofre, « Créature », et Silk Noble, « Changement ».

    Les chansons peuvent déjà être entendues sur la page du Festival da Canção sur la plateforme en ligne Youtube.

    La finale aura lieu le 09 mars et la chanson gagnante représentera le Portugal au 68e Concours Eurovision de la chanson, qui aura lieu à Malmö, en Suède, en mai, 50 ans après la première victoire de ce pays avec « Waterloo » d’ABBA.

    La Suède a remporté le 67e Concours Eurovision de la chanson en mai, qui s’est tenu à Liverpool, au Royaume-Uni, avec la chanson « Tattoo », interprétée par Loreen, qui avait déjà remporté la première place du Concours Eurovision de la chanson en 2012, avec « Euphoria ».

    C’était la septième fois que la Suède remportait le Concours Eurovision de la chanson, après des triomphes en 1974, 1984, 1991, 1999, 2012 et 2015.

    Le Portugal était à la 23e place l’année dernière, avec Mimicat et la chanson « Ai coração ».


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