
LDT NEWS 20 /12/2024

Journée Internationale De La Solidarité Humaine
1996 – L'astronome américain Carl Edward Sagan, auteur de « Cosmos », meurt à l'âge de 62 ans, son travail « Les dragons d'Eden : Spéculations sur l'évolution de l'intelligence humaine » lui a valu le prix Pulitzer en 1978.
Este é o tricentésimo quinquagésimo quinto dia do ano. Faltam 11 dias para o termo de 2024.
Pensamento do dia: "Já não há beleza nem consolação alguma excepto no olhar que, ao virar-se para o horror, o defronta e afirma a possibilidade do melhor". Theodor W.Adorno (1903-69), filósofo alemão.
C’est le trois cent cinquante-cinquième jour de l’année. Il reste 11 jours avant la fin de l’année 2024.
Pensée du jour : « Il n’y a plus de beauté ni de consolation que dans le regard qui, en se tournant vers l’horreur, l’affronte et affirme la possibilité du meilleur. » Theodor W. Adorno (1903-1969), philosophe allemand.
Nouveauté musicale

Duo Sete Lágrimas celebra 25 anos com projeto de "desconstrução e reconstrução" de Bach
Lisboa, 19 dez 2024 (Lusa) – O duo Sete Lágrimas celebra 25 anos de carreira com um 'livro-CD' dedicado a Johann Sebastian Bach, num projeto de "desconstrução, reconstrução" a partir da obra do compositor alemão, como se lê no texto que acompanha esta edição.
"Este é um ensaio sonoro e visual, um diálogo entre a música de Bach e novas partículas, criadas e recriadas por Filipe Faria e Sérgio Peixoto para Sete Lágrimas", um diálogo "tecido entre a fotografia e as paisagens sonoras de Filipe Faria... uma colagem de camadas de substâncias lineares... líquidas e sólidas... um exercício…", lê-se no livro.
O projeto inclui outras valências artísticas, como o bailado e a fotografia, e foi estreado este ano sob o título "L3 Leipzig Lisboa Luanda (a partir Bach)", nos festivais de Barcelona e Grec, de cruzamentos disciplinares, também na capital catalã, em duas 'screendances' realizadas por Filipe Faria com o bailarino angolano Fábio Krayze.
O livro-álbum "Bach" (fotografia, música, ensaio sonoro) inclui 20 fotografias de 09X09 centímetros, a preto e branco, de autoria de Filipe Faria.
O álbum inclui revisitação de peças de Bach: "Aus Tiefer Not scheiich Zu dir" ("Por profunda necessidade venho até ti", em tradução livre), a partir de Martinho Lutero, "Schau, líber Gott, wie meine Feind" ("Vê, querido Deus, como está o meu inimigo"), "Herr, unser Herrscher" ("Senhor, o nosso líder/pastor"), Prelúdio em Dó Maior, do "Cravo bem temperado", "O hilf, Christe, Gottes Sohn" ("Ó Cristo, Filho de Deus"), da "Paixão segundo S. João", o coral "Selig ist die Seele" ("Abençoada é a alma"), "Ach Gott, vom Himmel sieh darein" ("Ó deus, olhai do céu"), coral a partir de Lutero, em articulação com "Oferenda Musical", e a célebra ária "Erbarme dich, Meis Gott" ("Tende piedade, meu Deus"), da "Paixão segundo S. Mateus".
O duo Sete Lágrimas é formado por Filipe Faria (percursão, melódica) e Sérgio Peixoto (voz), que neste projeto contaram com Pedro Castro (flautas, oboé barroco, fagote barroco e duduk) e o contrabaixista João Hasselberg.
Este é o 16.º título da discografia dos Sete Lágrimas, "um ensaio sonoro e visual, um diálogo entre a música de Bach", celebração dos 25 anos de atividade e pesquisa do duo que se fixou em Idanha-a-Nova.
O duo Sete Lágrimas foi fundado em 1999, por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, tendo nome sido inspirado na coleção de danças e canções do compositor renascentista inglês John Dowland (1563-1626) publicadas em 1604 quando era alaudista do rei Cristiano IV da Dinamarca.
O duo tem procurado construir pontes entre a denominada música antiga com a contemporaneidade, e, além dos seus fundadores, Filipe Faria e Sérgio Peixoto, inclui músicos de diferentes áreas da música, e de outras expressões artísticas, segundo os seus projetos.
Le Duo Sete Lágrimas fête ses 25 ans avec le projet de « déconstruction et reconstruction » de Bach
Lisbonne, 19 déc 2024 (Lusa) – Le duo Sete Lágrimas célèbre ses 25 ans de carrière avec un « livre-CD » consacré à Jean-Sébastien Bach, dans le cadre d’un projet de « déconstruction, reconstruction » basé sur l’œuvre du compositeur allemand, comme on peut le lire dans le texte qui accompagne cette édition.
« Il s’agit d’un essai sonore et visuel, d’un dialogue entre la musique de Bach et de nouvelles particules, créé et recréé par Filipe Faria et Sérgio Peixoto pour Sete Lágrimas », un dialogue « tissé entre la photographie et les paysages sonores de Filipe Faria... un collage de couches de substances linéaires... liquide et solide... un exercice...", peut-on lire dans le livre.
Le projet inclut d’autres compétences artistiques, telles que le ballet et la photographie, et a été présenté pour la première fois cette année sous le titre « L3 Leipzig Lisboa Luanda (from Bach) », aux festivals de Barcelone et de Grec, de croisements disciplinaires, également dans la capitale catalane, dans deux « cinédanses » interprétées par Filipe Faria avec le danseur angolais Fábio Krayze.
Le livre-album « Bach » (photographie, musique, essai sonore) comprend 20 photographies de 09X09 centimètres, en noir et blanc, de Filipe Faria.
L’album comprend des revisitations de pièces de Bach : « Aus Tiefer Not scheiich Zu dir » (« Par une profonde nécessité, je viens à toi »), d’après Martin Luther, « Schau, liber Gott, wie meine Feind » (« Vois, cher Dieu, comment est mon ennemi »), « Herr, unser Herrscher » (« Seigneur, notre chef/berger »), Prélude en do majeur, extrait de « Clavier bien tempéré », « O hilf, Christe, Gottes Sohn » (« Ô Christ, Fils de Dieu »), de la « Passion selon saint Jean », du choral « Selig ist die Seele » (« Bénie soit l’âme »), « Ach Gott, vom Himmel sieh darein » (« Ô dieu, regarde du ciel »), choral de Luther, en conjonction avec « L’Offrande musicale », et le célèbre air « Erbarme dich, Meis Gott » (« Aie pitié, mon Dieu »), de la « Passion selon saint Matthieu ».
Le duo Sete Lágrimas est formé par Filipe Faria (percussions, mélodica) et Sérgio Peixoto (voix), qui ont inclus dans ce projet Pedro Castro (flûtes, hautbois baroque, basson baroque et duduk) et le bassiste João Hasselberg.
Il s’agit du 16e titre de la discographie de Sete Lágrimas, « un essai sonore et visuel, un dialogue entre la musique de Bach », une célébration des 25 ans d’activité et de recherche du duo qui s’est installé à Idanha-a-Nova.
Le duo Sete Lágrimas a été fondé en 1999 par Filipe Faria et Sérgio Peixoto, et son nom a été inspiré par le recueil de danses et de chansons du compositeur anglais de la Renaissance John Dowland (1563-1626) publié en 1604 alors qu’il était luthiste du roi Christian IV de Danemark.
Le duo a cherché à construire des ponts entre la musique dite ancienne et la contemporanéité, et, en plus de ses fondateurs, Filipe Faria et Sérgio Peixoto, inclut des musiciens de différents domaines de la musique et d’autres expressions artistiques, en fonction de leurs projets.
teatro do bairro alto
"O fim foi visto" de Teresa Coutinho entre as propostas do Teatro do Bairro Alto para 2025
Lisboa, 19 dez 2024 (Lusa) – A programação do Teatro do Bairro Alto (TBA) para o primeiro trimestre de 2025 transforma as crises em espetáculos, com 15 propostas artísticas, que incluem "O fim foi visto", de Teresa Coutinho, a partir de "Cassandra" de Christa Wolf.
Os artistas de dança Davi Pontes & Wallace Ferreira, a companhia Plataforma285, a artista interdisciplinar Inês Campos, a atriz e comediante Lucy McCormick, a dançarina Inés Sybille Vooduness, o músico Tashi Wada e o acordeonista João Barradas são outros nomes que vão passar pelo TBA, de janeiro a março do próximo ano.
"O fim foi visto" é um espetáculo escrito e criado pela atriz, criadora e dramaturga Teresa Coutinho, a partir de "Cassandra" de Christa Wolf e de uma extensa pesquisa em torno da Caça às Bruxas, que será apresentado de 25 de fevereiro a 01 de março.
Cruzando pesquisa e ficção, elementos históricos e reflexões acerca de desfechos políticos futuros, Teresa Coutinho efabula sobre uma futura ditadura, em que as mulheres, acusadas de bruxaria, voltam a ver os seus direitos brutalmente restringidos.
De acordo com a programação, esta é uma homenagem à "intuição, tantas vezes menosprezada", mas também "uma fábula sobre o medo, a passividade e a repetição cíclica dos mecanismos de opressão", numa reflexão sobre os perigos do crescimento da extrema-direita em toda a Europa.
Este espetáculo é um dos exemplos referidos pelo diretor do TBA, Francisco Frazão, que avisou que neste trimestre o teatro recebe "crises feitas espetáculos, negações da negação", respostas em forma de espetáculo ao "não" que "quem resolveu dedicar-se a fazer arte" se habituou a ouvir.
"Entre janeiro e março, veremos como a intuição pode reescrever a História; como interrogar palavras e poses pode desmascarar a violência estrutural; como focar o detalhe revela universos; como os sonhos são políticos", acrescenta.
Na programação do TBA, a primeira proposta do ano pertence a Inês Campos, o espetáculo de dança e performance "Fio ^", que teve estreia absoluta no DDD – Festival Dias da Dança, que entrelaça as linguagens da dança, da música, do teatro visual, da poesia e do 'storytelling', numa viagem íntima pelos recantos da mente, que convida a explorar os caminhos recônditos da intimidade e da vulnerabilidade, em cena entre 09 e 11 de janeiro.
Um concerto dos Netos de Bandim, que representam a cultura guineense, terá lugar no dia 17 de janeiro e, no dia 22, abre-se uma assembleia para conversar sobre "Imaginação radical como prática de libertação", com intervenções de Aissatu Seidi, Apolo de Carvalho, Mavá José, Rezmorah, Vanessa Amaral e Vânia Doutel Vaz.
A performance "Crice crice baby", da Plataforma285, que pensa sobre a obsessão humana pela crise, cruzando artes performativas, dança, artes visuais e um concerto ao vivo, em cena entre 20 de janeiro e 01 de fevereiro, completa a programação para o primeiro mês.
A dupla brasileira Davi Pontes & Wallace Ferreira, cujo trabalho artístico se situa na intersecção entre a dança, a performance e as artes visuais, estreia-se em Lisboa, em fevereiro, com a apresentação de três propostas que compõem o seu corpo de trabalho mais recente: o filme/instalação "Delirar o racial" (dias 07 e 08) e as duas últimas peças da trilogia repertório - Repertório n.º 2 e Repertório n.º 3 (respetivamente, a 07 e 08 de fevereiro).
Para concluir este programa, o público é convidado a conhecer melhor o pensamento que sustenta as suas obras, numa conversa mais abrangente, subordinada ao tema "Coreografia da palavra", que conta com a presença de artistas locais, nomeadamente Natacha Campos, Lukanu Mpasi e Jorge Cipriano.
No mesmo registo, está prevista uma conversa performativa, no dia 05 de fevereiro, com Lola Rodrigues a.k.a. SoundPreta, intitulada "Da boca ao universo".
Nos dias 14 e 15 sobe ao palco a peça "Lucy and friends", de Lucy McCormick, um espetáculo de cabaret 'queer', que mistura de forma caótica dança do varão, imitação de gatos, uma vidente e políticas sociais reformuladas à pressa.
O mês de março começa com um concerto do compositor e músico norte-americano Tashi Wada (filho do artista japonês Yoshi Wada, do grupo Fluxus), que no dia 05 apresenta "What is not strange", ao lado da sua parceira Julia Holter, acompanhado por Corey Fogel na bateria e percussões.
No dia 06, André de Campos protagoniza a conversa performativa "Da boca ao universo", a partir do ensaio "Alianças antissistema: varrer as ruínas e adiar o fim dos mundos", da escritora brasileira Helena Silvestre.
Entre 14 e 16, a dançarina e investigadora cultural Inés Sybille Vooduness apresenta-se no espetáculo de dança a solo "Simbi em águas astronómicas", e no dia 23, atuam o acordeonista de música erudita e jazz João Barradas e o coletivo Ensemble Supernova (Festival Rescaldo).
A terminar a programação do mês de março, o artista e investigador Henrique J. Paris apresenta uma conferência-performance, no dia 28, intitulada "Humming as a praxis", na qual encena movimentos, lamentos e coreografias de significado contra-colonial.
« La fin a été vue » de Teresa Coutinho parmi les propositions du Teatro do Bairro Alto pour 2025
Lisbonne, 19 déc 2024 (Lusa) – La programmation du Teatro do Bairro Alto (TBA) pour le premier trimestre 2025 transforme les crises en spectacles, avec 15 propositions artistiques, dont « La fin a été vue », de Teresa Coutinho, d’après « Cassandra » de Christa Wolf.
Les danseurs Davi Pontes et Wallace Ferreira, la compagnie Plataforma285, l’artiste interdisciplinaire Inês Campos, l’actrice et comédienne Lucy McCormick, la danseuse Inés Sybille Vooduness, le musicien Tashi Wada et l’accordéoniste João Barradas sont d’autres noms qui passeront par TBA, de janvier à mars de l’année prochaine.
« The end was seen » est un spectacle écrit et créé par l’actrice, créatrice et dramaturge Teresa Coutinho, basé sur « Cassandra » de Christa Wolf et des recherches approfondies autour de la chasse aux sorcières, qui sera présenté du 25 février au 1er mars.
Croisant recherches et fictions, éléments historiques et réflexions sur les issues politiques futures, Teresa Coutinho fables sur une future dictature, dans laquelle les femmes, accusées de sorcellerie, voient une fois de plus leurs droits brutalement restreints.
Selon le programme, il s’agit d’un hommage à « l’intuition, si souvent négligée », mais aussi d’une « fable sur la peur, la passivité et la répétition cyclique des mécanismes d’oppression », dans une réflexion sur les dangers de la croissance de l’extrême droite dans toute l’Europe.
Ce spectacle est l’un des exemples mentionnés par le directeur de TBA, Francisco Frazão, qui a averti que dans ce quartier le théâtre reçoit « des crises transformées en spectacles, des dénis de déni », répond sous la forme d’un spectacle au « non » que « ceux qui ont décidé de se consacrer à la création artistique » se sont habitués à entendre.
« Entre janvier et mars, nous verrons comment l’intuition peut réécrire l’histoire ; comment l’interrogation des mots et des poses peut démasquer la violence structurelle ; comment se concentrer sur les détails révèle des univers ; car les rêves sont politiques », ajoute-t-il.
Dans le programme TBA, la première proposition de l’année appartient à Inês Campos, le spectacle de danse et de performance « Fio ^ », qui a eu sa première mondiale au DDD – Festival Dias da Dança, qui entremêle les langages de la danse, de la musique, du théâtre visuel, de la poésie et de la narration, dans un voyage intime à travers les recoins de l’esprit, qui vous invite à explorer les chemins cachés de l’intimité et de la vulnérabilité, sur scène entre le 9 et le 11 janvier.
Un concert des Netos de Bandim, qui représentent la culture guinéenne, aura lieu le 17 janvier et, le 22, une assemblée s’ouvrira pour parler de « L’imagination radicale comme pratique de libération », avec des interventions d’Aissatu Seidi, Apolo de Carvalho, Mavá José, Rezmorah, Vanessa Amaral et Vânia Doutel Vaz.
Le spectacle « Crice crice baby », de Plataforma285, qui réfléchit à l’obsession humaine de la crise, à la croisée des arts de la scène, de la danse, des arts visuels et d’un concert en direct, sur scène entre le 20 janvier et le 1er février, complète la programmation du premier mois.
Le duo brésilien Davi Pontes & Wallace Ferreira, dont le travail artistique se situe à l’intersection de la danse, de la performance et des arts visuels, fait ses débuts à Lisbonne, en février, avec la présentation de trois propositions qui constituent leur œuvre la plus récente : le film/installation « Delirar o racial » (07e et 08e) et les deux dernières pièces de la trilogie du répertoire - Répertoire n° 2 et Répertoire n° 3 (respectivement, les 7 et 8 février).
Pour conclure ce programme, le public est invité à en apprendre davantage sur la pensée qui sous-tend ses œuvres, dans une conversation plus large, sous le thème « Chorégraphie de la parole », à laquelle participent des artistes locaux, à savoir Natacha Campos, Lukanu Mpasi et Jorge Cipriano.
Dans le même ordre d’idées, une conversation performative est prévue, le 5 février, avec Lola Rodrigues a.k.a. SoundPreta, intitulé « De la bouche à l’univers ».
Les 14 et 15, la pièce « Lucy and friends », de Lucy McCormick, entre en scène, un spectacle de cabaret « queer », qui mêle de manière chaotique pole dance, imitation de chats, diseuse de bonne aventure et politiques sociales reformulées à la hâte.
Le mois de mars commence par un concert du compositeur et musicien américain Tashi Wada (fils de l’artiste japonais Yoshi Wada, du groupe Fluxus), qui le 5 présente « What is not strange », aux côtés de sa compagne Julia Holter, accompagné de Corey Fogel à la batterie et aux percussions.
Le 6, André de Campos sera le protagoniste de la conversation performative « De la bouche à l’univers », basée sur l’essai « Alliances anti-système : balayer les ruines et repousser la fin des mondes », de l’écrivaine brésilienne Helena Silvestre.
Entre le 14 et le 16, la danseuse et chercheuse culturelle Inés Sybille Vooduness se produira dans le spectacle de danse solo « Simbi dans les eaux astronomiques », et le 23, l’accordéoniste de musique classique et de jazz João Barradas et le collectif Ensemble Supernova (Rescaldo Festival) se produiront.
Pour clore la programmation du mois de mars, l’artiste et chercheur Henrique J. Paris présente une conférence-performance, le 28, intitulée « Humming as a praxis », dans laquelle il met en scène des mouvements, des lamentations et des chorégraphies d’importance contrecoloniale.


Livres pour 2025
Livros de Afonso Reis Cabral, Han Kang e Selva Almada nos destaques da Leya para 2025
Lisboa, 18 dez 2024 (Lusa) - Novos livros da sul-coreana Han Kang e da argentina Selva Almada, o novo romance de Afonso Reis Cabral, após sete anos de interregno, e "Ainda estou aqui", do brasileiro Marcelo Rubens Paiva, vão ser publicados pela Leya em 2025.
O planeamento editorial para o primeiro trimestre do próximo ano foi hoje divulgado, em comunicado, pela Leya, que anuncia ainda a estreia da cantora e compositora portuguesa Luísa Sobral na ficção literária.
Logo em janeiro, chega, pela Dom Quixote, o novo romance da mais recente vencedora do Prémio Nobel da Literatura, Han Kang, "Despedidas impossíveis", obra que venceu no ano passado o Prémio Médicis, em França, e que transporta o leitor através de uma viagem pela Coreia do Sul contemporânea e pela sua dolorosa história.
Outra das apostas da editora é o novo romance de Selva Almada – considerada uma das mais poderosas vozes da literatura contemporânea e uma das mais conceituadas intelectuais feministas da América Latina -, intitulado "Não é um rio", que foi finalista do Prémio Booker Internacional deste ano, e que chega às livrarias em março.
Passado na Argentina rural, esta história explora a crueldade e a violência do universo masculino através dos pactos e alianças secretas entre homens, um tema de certa forma já abordado no seu único livro publicado em Portugal, "Raparigas mortas", uma obra de não-ficção sobre três femicídios ocorridos no interior da Argentina na década de 1980.
No mesmo mês, a Dom Quixote publica também o novo romance da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, "Inventário de sonhos", uma reflexão sobre as escolhas que fazemos, através de uma personagem que é apanhada sozinha na América pela pandemia e recorda o seu passado.
A editora destaca igualmente a estreia no mercado editorial português do escritor italiano Gianni Solla, com "O Ladrão de Cadernos", e do venezuelano Rodrigo Blanco Calderón, com o seu último romance, "Simpatia", em fevereiro.
Amor Towles chega também nesse mês, com "Mesa para dois", um livro que começa com um camponês chamado Pushkin, que por amor à mulher (uma deslumbrada comunista) se muda para Moscovo em 1918, para depois dar sequência a cinco histórias ambientadas em Manhattan, mas herdeiras dos clássicos russos: eivadas pela mesma deriva moral, pelo existencialismo, a duplicidade, o vício, o amor ao belo.
Ainda na ficção estrangeira, a Leya destaca os mais recentes livros do japonês Haruki Murakami, "A Cidade e as Muralhas Incertas", e do espanhol Arturo Pérez-Reverte, "O Problema Final", a serem publicados em março, pela Casa das Letras e pela ASA, respetivamente.
Na literatura em língua portuguesa, um dos grandes destaques é a publicação da história autobiográfica do brasileiro Marcelo Rubens Paiva, "Ainda Estou Aqui", pela Dom Quixote, na base do filme com o mesmo título na corrida aos Óscares do próximo ano.
A história trata da relação do autor com sua mãe, Eunice Paiva, uma advogada que se tornou ativista política na sequência da prisão e desaparecimento do seu marido, pela ditadura militar brasileira (1964-1985), o que acabou por levá-la também à prisão, com uma das suas filhas.
O filme, dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres, Selton Melo e Fernanda Montenegro, está nomeado para os Golden Globe, na categoria de melhor filme em língua não inglesa, e, na terça-feira, foi apurado para finalista à nomeação para o Óscar de melhor filme internacional.
A ficção portuguesa traz em fevereiro o primeiro romance de Luísa Sobral, "Nem todas as árvores morrem de pé", uma história que atravessa a ascensão de Hitler ao poder, a Segunda Guerra Mundial, a construção do Muro de Berlim e a sua queda.
No mês seguinte, vai estar de regresso Afonso Reis Cabral, sete anos depois da publicação de "Pão de Açúcar", com um novo romance, intitulado "O último avô", sobre um misterioso manuscrito queimado por um octogenário, uma semana antes de morrer, que será publicado em março.
A Editorial Caminho apresenta em fevereiro um novo livro de Germano Almeida, "Crime nas Correntes d'Escritas", o primeiro romance do até aqui conhecido apenas como poeta Paulo Teixeira, "Não digas o que a baiana tem", e o regresso de Ondjaki com António Jorge Gonçalves, no livro "O Tempo do Cão".
A Casa das Letras preparou para este início de ano a publicação do novo livro de Francisco Moita Flores, "Agora e na hora da nossa sorte".
Na área da não-ficção, a Leya destaca o "Dicionário crítico da revolução liberal, 1820-1834", coordenado por Rui Ramos, José Luís Cardoso, Nuno Gonçalo Monteiro e Isabel Corrêa da Silva, o trabalho da jornalista norte-americana Annie Jacobsen "Guerra nuclear – Um cenário", e o novo livro do filósofo Alain de Botton, "Uma viagem terapêutica", todos com a chancela Dom Quixote.
A ASA vai lançar o novo ensaio do italiano Antonio Scurati, "Fascismo e populismo", enquanto a Lua de Papel publicará os mais recentes livros de Scott Galloway, "A álgebra da riqueza", de Gabor Mate, "No reino dos fantasmas famintos" e, de Jordan B. Peterson, "Nós, os que lutamos com Deus".
Na Casa das Letras sairá a biografia do ator que deu vida a uma das mais notáveis personagens televisivas alguma vez inventadas, o Kramer de Seinfeld: "Entradas e Saídas", de Michael Richards.
Livros de Afonso Reis Cabral, Han Kang et Selva Almada dans les temps forts de la Leya pour 2025
Lisbonne, 18 déc 2024 (Lusa) - De nouveaux livres du Sud-Coréen Han Kang et de l’Argentine Selva Almada, le nouveau roman d’Afonso Reis Cabral, après une interruption de sept ans, et « Je suis toujours là », du Brésilien Marcelo Rubens Paiva, seront publiés par Leya en 2025.
Le planning éditorial du premier trimestre de l’année prochaine a été publié aujourd’hui dans une déclaration de Leya, qui annonce également les débuts de la chanteuse et compositrice portugaise Luísa Sobral dans la fiction littéraire.
En janvier arrive le nouveau roman du dernier lauréat du prix Nobel de littérature, Han Kang, « Adieux impossibles », une œuvre qui a remporté le prix Médicis en France l’année dernière, et qui transporte le lecteur à travers un voyage à travers la Corée du Sud contemporaine et son histoire douloureuse.
Un autre pari de l’éditeur est le nouveau roman de Selva Almada – considérée comme l’une des voix les plus puissantes de la littérature contemporaine et l’une des intellectuelles féministes les plus respectées d’Amérique latine – intitulé « It’s not a river », qui a été finaliste de l’International Booker Prize de cette année, et qui sortira en librairie en mars.
Se déroulant dans l’Argentine rurale, cette histoire explore la cruauté et la violence de l’univers masculin à travers les pactes secrets et les alliances entre hommes, un thème quelque peu déjà abordé dans son seul livre publié au Portugal, « Meninas mortas », un ouvrage de non-fiction sur trois féminicides survenus à l’intérieur de l’Argentine dans les années 1980.
Le même mois, Don Quichotte publie également le nouveau roman de la Nigériane Chimamanda Ngozi Adichie, « Inventaire des rêves », une réflexion sur les choix que nous faisons, à travers un personnage qui est pris seul en Amérique par la pandémie et qui se souvient de son passé.
L’éditeur souligne également les débuts sur le marché de l’édition portugaise de l’écrivain italien Gianni Solla, avec « O Ladrão de Cadernos », et du Vénézuélien Rodrigo Blanco Calderón, avec son dernier roman, « Simpatia », en février.
Amor Towles arrive également ce mois-ci, avec « Table pour deux », un livre qui commence avec un paysan nommé Pouchkine, qui, par amour pour sa femme (une communiste éblouie) s’installe à Moscou en 1918, puis se poursuit avec cinq histoires se déroulant à Manhattan, mais héritières des classiques russes : criblées de la même dérive morale, de l’existentialisme, de la duplicité, le vice, l’amour de la beauté.
Toujours dans la fiction étrangère, Leya met en lumière les livres les plus récents du Japonais Haruki Murakami, « La ville et les murs incertains », et de l’Espagnol Arturo Pérez-Reverte, « Le problème final », à paraître en mars, respectivement chez Casa das Letras et ASA.
Dans la littérature lusophone, l’un des grands moments est la publication de l’histoire autobiographique du Brésilien Marcelo Rubens Paiva, « Ainda Sou Aqui », de Dom Quichotte, à la base du film du même titre dans la course aux Oscars de l’année prochaine.
L’histoire traite de la relation de l’auteur avec sa mère, Eunice Paiva, une avocate devenue militante politique à la suite de l’arrestation et de la disparition de son mari, par la dictature militaire brésilienne (1964-1985), qui l’a également conduite en prison, avec l’une de ses filles.
Le film, réalisé par Walter Salles et mettant en vedette Fernanda Torres, Selton Melo et Fernanda Montenegro, est nominé pour les Golden Globes, dans la catégorie du meilleur film dans une langue autre que l’anglais, et, mardi, a été sélectionné comme finaliste pour la nomination à l’Oscar du meilleur film international.
La fiction portugaise apporte en février le premier roman de Luísa Sobral, « Tous les arbres ne meurent pas debout », une histoire qui croise l’arrivée au pouvoir d’Hitler, la Seconde Guerre mondiale, la construction du mur de Berlin et sa chute.
Le mois suivant, Afonso Reis Cabral sera de retour, sept ans après la publication de « Pão de Açúcar », avec un nouveau roman, intitulé « Le dernier grand-père », sur un mystérieux manuscrit brûlé par un octogénaire, une semaine avant sa mort, qui sera publié en mars.
En février, Editorial Caminho présente un nouveau livre de Germano Almeida, « Crime nas Correntes d’Escritas », le premier roman de celui qui n’était jusqu’ici connu que sous le nom de poète Paulo Teixeira, « Não digas o que a baiana tem », et le retour d’Ondjaki avec António Jorge Gonçalves, dans le livre « O Tempo do Cão ».
Maison des Lettres a préparé pour ce début d’année la publication du nouveau livre de Francisco Moita Flores, « Maintenant et au temps de notre chance ».
Dans le domaine de la non-fiction, Leya met en lumière le « Dictionnaire critique de la révolution libérale, 1820-1834 », coordonné par Rui Ramos, José Luís Cardoso, Nuno Gonçalo Monteiro et Isabel Corrêa da Silva, le travail de la journaliste américaine Annie Jacobsen « Nuclear War – A Scenario », et le nouveau livre du philosophe Alain de Botton, « A Therapeutic Journey », tous avec le sceau de Don Quichotte.
L’ASA lancera le nouvel essai de l’Italien Antonio Scurati, « Fascisme et populisme », tandis que Lua de Papel publiera les derniers livres de Scott Galloway, « L’algèbre de la richesse », celui de Gabor Mate, « Dans le royaume des fantômes affamés » et, de Jordan B. Peterson, « Nous, ceux qui nous battons avec Dieu ».
À la Casa das Letras sera publiée la biographie de l’acteur qui a donné vie à l’un des personnages de télévision les plus remarquables jamais inventés, le Kramer de Seinfeld : « Entradas e Partidas », de Michael Richards.

