LDT NEWS VENDREDI 17/01/2025...

Hoje é sexta-feira, 17 de janeiro, décimo sétimo dia do ano e Dia Internacional do Fetiche. Faltam 349 dias para o final de 2025.

Este dia é dedicado a santo Antão, abade, e à beata Rosalina de Villeneuve, virgem.

Nos céus, a Lua encontra-se na fase minguante. Quarto minguante, dia 21, às 20:30.

O Sol nasce às 07:52 e o ocaso regista-se às 17:41.

No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 05:13 e às 17:33, baixa-mar a às 11:12 e às 23:16.

Os nascidos nesta data pertencem ao signo Capricórnio, destacando-se o físico alemão Leonhard Fuchs (1501), o estadista e inventor norte-americano Benjamin Franklin (1727), o escritor russo Anton Tchekov (1860), o compositor francês Jean Barraqué (1928), o ator norte-americano James Earl Jones (1931), o campeão mundial de boxe Muhammad Ali (1942), a cantora francesa Françoise Hardy (1964) e o ator canadiano Jim Carrey (1962).

Nesta data, em 1471, os navegadores João de Santarém e Pedro Escobar descobriam a Ilha do Príncipe.

ASTRO/Capricorne
ASTRO/Capricorne

Aujourd’hui, nous sommes le vendredi 17 janvier, le dix-septième jour de l’année et la Journée internationale du fétiche. Il reste 349 jours avant la fin de l’année 2025.

Cette journée est dédiée à saint Antoine, abbé, et à la bienheureuse Rosalina de Villeneuve, vierge.

Dans le ciel, la Lune est en phase décroissante. Quartier décroissant, le 21, à 20h30.

Le Soleil se lève à 07:52 et se couche à 17:41.

Dans le port de Lisbonne, la marée haute est à 05:13 et 17:33, la marée basse à 11:12 et 23:16.

Ceux qui sont nés à cette date appartiennent au signe du Capricorne, mettant en évidence le physicien allemand Leonhard Fuchs (1501), l’homme d’État et inventeur américain Benjamin Franklin (1727), l’écrivain russe Anton Chekov (1860), le compositeur français Jean Barraqué (1928), l’acteur américain James Earl Jones (1931), le champion du monde de boxe Muhammad Ali (1942), la chanteuse française Françoise Hardy (1964) et l’acteur canadien Jim Carrey (1962).

Françoise Hardy
Françoise Hardy

C’est à cette date, en 1471, que les navigateurs João de Santarém et Pedro Escobar découvrirent l’île de Príncipe.

TURISMO


Retábulo do Mosteiro de Alcobaça selecionado para programa World Monuments Watch

Alcobaça, Leiria, 15 jan 2025 (Lusa) – Um retábulo em terracota localizado no Mosteiro de Alcobaça é um dos 25 locais escolhidos pelo programa de salvaguarda do património World Monuments Watch, anunciou hoje a organização.

O retábulo do Trânsito de São Bernardo, conjunto que inclui peças escultóricas, pintura mural e pedra, "encontra-se num estado de degradação e deve ser preservado para o futuro", defendeu a World Monuments Fund (WMF), que hoje anunciou a escolha deste património, localizado no Mosteiro de Alcobaça, no distrito de Leiria, para o programa bienal World Monuments Watch.

A lista hoje divulgada inclui ainda um projeto para a recuperação do Cine-Estúdio Namibe, em Angola, que vai ser levado a cabo pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, e o alerta para a situação do património na África Oriental, em particular nas costas das Comores, do Quénia, de Moçambique e da Tanzânia.

Na sequência da publicação desta lista, que é divulgada a cada dois anos, "a equipa global da WMF trabalhará com os locais inscritos no Watch 2025 para avaliar as suas necessidades locais e co-desenhar estratégias de advocacia, preservação e angariação de fundos".

"Uma vez obtidos os fundos, a WMF também apoiará os seus parceiros locais no desenvolvimento de um projeto de preservação no local, incluindo campanhas de sensibilização direcionadas, planeamento, investigação, iniciativas educativas e trabalhos de conservação física", acrescentou o comunicado da organização.

Para a presidente da WMF, Bénédicte de Montlaur, o retábulo é uma "obra-prima da arte barroca", criada nos séculos XVII e XVIII, utilizando técnicas específicas de cozedura a baixa temperatura e sobreposição de camadas designadas 'tacelos'.

"Estas frágeis esculturas estão agora ameaçadas pelas alterações climáticas, com danos provocados por crescentes oscilações de humidade e temperatura", afirmou, citada num comunicado em que sublinha o objetivo do programa de "apoiar iniciativas que enfrentem estes desafios, valorizem a tradição cerâmica da região e tirem partido do estatuto do mosteiro como Património Mundial da UNESCO para preservar este legado artístico único, procurando simultaneamente beneficiar a comunidade".

O retábulo de terracota entra assim para a lista do programa de vigilância do World Monuments Watch, no âmbito de um projeto que, segundo a organização, "abrange diferentes aspetos que serão cofinanciados pelo WMF, pela instituição Museus e Monumentos de Portugal e pelo Instituto Politécnico de Tomar".

O World Monuments Watch selecionou este ano "25 locais históricos a enfrentar desafios significativos, como alterações climáticas, turismo, conflitos e desastres naturais".

Os locais, anunciados em Nova Iorque, incluem, além do retábulo de Alcobaça, o Centro Histórico de Gaza, na Palestina; a Casa do Professor, na Ucrânia; a Cidade Antiga de Antakya, na Turquia, entre outros locais que representam 29 países em cinco continentes, incluindo a Lua.

"Embora a Lua possa parecer estar fora destes desafios ela representa um património humano partilhado, desde o seu papel nos nossos relatos culturais até à sua importância na história recente, enfrentando agora pressões crescentes devido aos interesses privados", disse Bénédicte de Montlaur, acrescentando que a Lua possui "centenas de artefactos humanos, incluindo a câmara que filmou os primeiros passos na Lua e um disco comemorativo deixado por Armstrong e Aldrin", que justificam a sua inclusão na lista do património a salvaguardar.

A World Monuments Fund é uma organização independente sediada em Nova Iorque e dedicada à salvaguarda dos locais mais preciosos do mundo, trabalhando há mais de 55 anos em mais de 700 locais em 112 países.

Em Portugal, já trabalhou sobre diversos espaços patrimoniais, desde a Catedral do Funchal, na Madeira, ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, passando pela Sinagoga Shaaré Tikvah, também na capital, entre outros.



Retable du monastère d'Alcobaça sélectionné pour le programme World Monuments Watch


Alcobaça, Leiria, 15 jan 2025 (Lusa) – Un retable en terre cuite situé dans le monastère d'Alcobaça est l'un des 25 sites choisis par le programme de protection du patrimoine de World Monuments Watch, a annoncé aujourd'hui l'organisation.

Le retable du Transit de São Bernardo, un ensemble qui comprend des pièces sculpturales, des peintures murales et de la pierre, « est dans un état de dégradation et doit être préservé pour l'avenir », a défendu le World Monuments Fund (WMF), qui a annoncé aujourd'hui le choix de ce patrimoine, situé dans le monastère d'Alcobaça, dans le quartier de Leiria, pour le programme biennal World Monuments Watch.

La liste publiée aujourd'hui comprend également un projet de récupération du Ciné-Studio Namibe, en Angola, qui sera réalisé par la Faculté d'architecture de l'Université de Porto, et des alertes sur la situation du patrimoine en Afrique de l'Est, en particulier sur les côtes des Comores, du Kenya, du Mozambique et de la Tanzanie.

Suite à la publication de cette liste, qui est publiée tous les deux ans, « l'équipe mondiale de la WMF travaillera avec les sites inscrits à Watch 2025 pour évaluer leurs besoins locaux et co-concevoir des stratégies de plaidoyer, de préservation et de collecte de fonds ».

« Une fois les fonds obtenus, la WMF soutiendra également ses partenaires locaux dans le développement d'un projet de préservation sur place, y compris des campagnes de sensibilisation ciblées, de la planification, de la recherche, des initiatives éducatives et des travaux de conservation physique », a ajouté le communiqué de l'organisation.

Pour la présidente de la WMF, Bénédicte de Montlaur, le retable est un « chef-d'œuvre de l'art baroque », créé aux XVIIe et XVIIIe siècles, en utilisant des techniques spécifiques de cuisson à basse température et de superposition de couches appelées « tacelos ».

« Ces sculptures fragiles sont aujourd'hui menacées par le changement climatique, avec des dommages causés par les fluctuations croissantes de l'humidité et de la température », a-t-elle déclaré, citée dans un communiqué dans lequel elle souligne l'objectif du programme de « soutenir les initiatives qui relèvent ces défis, valorisent la tradition céramique de la région et profitent du statut du monastère en tant que site du patrimoine mondial de l'UNESCO pour préserver cet héritage artistique unique, cherchant simultanément à bénéficier à la communauté ».

Le retable en terre cuite entre ainsi dans la liste du programme de surveillance World Monuments Watch, dans le cadre d'un projet qui, selon l'organisation, « couvre différents aspects qui seront cofinancés par la WMF, l'institution des musées et monuments du Portugal et l'Institut polytechnique de Tomar ».

Cette année, World Monuments Watch a sélectionné « 25 sites historiques confrontés à des défis importants tels que le changement climatique, le tourisme, les conflits et les catastrophes naturelles ».

Les lieux, annoncés à New York, comprennent, outre le retable d'Alcobaça, le Centre historique de Gaza, en Palestine ; la Maison de l'enseignant, en Ukraine ; la ville antique d'Antakya, en Turquie, parmi d'autres sites représentant 29 pays sur cinq continents, dont la Lune.

« Bien que la Lune puisse sembler être en dehors de ces défis, elle représente un patrimoine humain partagé, de son rôle dans nos récits culturels à son importance dans l'histoire récente, qui fait maintenant face à des pressions croissantes dues à des intérêts privés », a déclaré Bénédicte de Montlaur, ajoutant que la Lune possède « des centaines d'artefacts humains, y compris la caméra qui a filmé les premiers pas sur la Lune et un disque commémoratif laissé par Armstrong et Aldrin ». qui justifient son inscription sur la liste du patrimoine à sauvegarder.

Le World Monuments Fund est une organisation indépendante basée à New York et dédiée à la sauvegarde des sites les plus précieux du monde, travaillant depuis plus de 55 ans sur plus de 700 sites dans 112 pays.

Au Portugal, il a travaillé sur plusieurs espaces patrimoniaux, de la cathédrale de Funchal, à Madère, au monastère des Hiéronymites, à Lisbonne, en passant par la synagogue Shaaré Tikvah, également dans la capitale, entre autres.





Aposta de Leiria como "cidade de cultura para todos" vale recorde de visitas em 2024


Leiria, 17 jan 2025 (Lusa) - Os espaços e eventos culturais geridos e organizados pelo município de Leiria atraíram em 2024 328.731 visitantes, número que segundo a autarquia é um recorde, justificado pela aposta numa "cidade de cultura para todos".

Segundo dados da Câmara de Leiria, houve um crescimento de 7,2% na procura de eventos culturais no concelho relativamente a 2023, com mais 22 mil entradas e participações.

A vereadora da Cultura e Educação, Anabela Graça, entende o crescimento como consequência da "oferta de programação variada, que inclui concertos, exposições de grande escala e eventos imersivos".

"A diversificação da programação cultural, a par da aposta na programação inclusiva e acessível, e da aposta na comunicação digital têm atraído novos públicos de diferentes faixas etárias e têm consolidado Leiria como cidade de cultura para todos", explicou a vereadora à agência Lusa.

Entre os resultados, Anabela Graça destacou a capacidade de atração do Castelo de Leiria, que registou mais cerca de quatro mil visitantes, sendo o mais visitando da cidade: em 2024, houve 124.728 entradas no monumento.

Noutra escala, também o Centro de Diálogo Intercultural de Leiria, que homenageia a coexistência do Cristianismo, Judaísmo e Islamismo na cidade, cresceu de forma relevante, com cerca de 900 novos visitantes.

"Destaca-se ainda o Ciclo de Música Medieval de Leiria [no Castelo] e os concertos do ciclo Diálogos [no Museu de Leiria], com sessões praticamente esgotadas", frisou.

A autarca considerou que o incremento da procura está também relacionado com "o reforço das parcerias com os agentes culturais locais, através do reforço da dotação orçamental do PRO Leiria", que significou um investimento de meio milhão de euros em 2024, bem como "da aposta na capacitação das estruturas associativas concelhias", que "têm sido fundamentais para promover a cultura de proximidade e o envolvimento das comunidades".

Na contabilidade feita, pesa também a atração gerada pelas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, que mobilizaram 13.962 pessoas em 2024 e 2.228 em 2023.

Entre os projetos para 2025, o destaque vai para a abertura do Centro de Artes Villa Portela, apontado como "um dos equipamentos culturais mais relevantes para o concelho e para a região, a inaugurar a 22 de maio", no Dia do Município.

No centro da cidade, o chalé do século XIX, rodeado de jardins, está a ser adaptado para acolher exposições e residências de criação e promover ações de formação na área da arte contemporânea, entre eventos paralelos complementares, "pensados para todos os públicos e, sobretudo, para as famílias".

Ainda este ano, Leiria destaca um programa evocativo dos 700 anos da morte do rei D. Dinis, com Jornadas Luso-Espanholas de História Medieval, com especialistas de Portugal e Espanha, o II Ciclo de Música Medieval de Leiria, com convidados como Fernando Ribeiro (Moonspell) e Eduardo Paniagua, a recriação Leiria Medieval, programas educativos e teatrais com escolas e jovens, e atividades dedicadas à literatura e poesia do Rei Trovador.

Anuncia-se ainda para 2025 a reabertura da Casa dos Pintores, uma exposição sobre Adriano Sousa Lopes, o pintor que esteve com o Corpo Expedicionário Português na I Guerra Mundial, o lançamento da obra "Arte religiosa no território de Leiria-Fátima" e a segunda edição da Festa do Povo.

A vereadora da Cultura da Câmara de Leiria realçou ainda as ações incluídas na nova Rede das Cidades Criativas UNESCO do Centro de Portugal, como o programa "Sons da terra e da tradição", que vai estabelecer "uma ligação artística e cultural entre as Cidades Criativas da Música de Leiria e Idanha-a-Nova, numa parceria do Orfeão de Leiria e do Grupo de Adufeiras de Idanha-a-Nova", concluiu.



Le pari de Leiria en tant que « ville de la culture pour tous » vaut un nombre record de visites en 2024


Leiria, 17 jan 2025 (Lusa) - Les espaces culturels et les événements gérés et organisés par la municipalité de Leiria ont attiré 328 731 visiteurs en 2024, un nombre qui, selon la municipalité, est un record, justifié par le pari sur une « ville de la culture pour tous ».

Selon les données du conseil municipal de Leiria, il y a eu une croissance de 7,2 % de la demande d’événements culturels dans la municipalité par rapport à 2023, avec 22 000 entrées et participations supplémentaires.

La conseillère à la Culture et à l’Éducation, Anabela Graça, comprend cette croissance comme une conséquence de « l’offre d’une programmation variée, qui comprend des concerts, des expositions à grande échelle et des événements immersifs ».

« La diversification de la programmation culturelle, ainsi que l’accent mis sur une programmation inclusive et accessible, et l’accent mis sur la communication numérique ont attiré de nouveaux publics de différents groupes d’âge et ont consolidé Leiria comme une ville de culture pour tous », a expliqué la conseillère à l’agence Lusa.

Parmi les résultats, Anabela Graça a souligné l’attractivité du château de Leiria, qui a enregistré environ quatre mille visiteurs supplémentaires, étant le plus visité de la ville : en 2024, il y avait 124 728 entrées dans le monument.

À une autre échelle, le Centre de dialogue interculturel de Leiria, qui honore la coexistence du christianisme, du judaïsme et de l’islam dans la ville, s’est également considérablement développé, avec environ 900 nouveaux visiteurs.

« Il convient également de noter le cycle de musique médiévale de Leiria [au château] et les concerts du cycle des Dialogues [au musée de Leiria], avec des sessions pratiquement complètes », a-t-il souligné.

Le maire a estimé que l’augmentation de la demande est également liée au « renforcement des partenariats avec les agents culturels locaux, à travers le renforcement de l’allocation budgétaire de PRO Leiria », ce qui a signifié un investissement d’un demi-million d’euros en 2024, ainsi qu’à « l’investissement dans la formation des structures associatives municipales », qui « ont été fondamentales pour promouvoir la culture de la proximité et l’implication des communautés ».

Dans le décompte effectué, l’attractivité générée par les célébrations du 50e anniversaire du 25 avril, qui ont mobilisé 13 962 personnes en 2024 et 2 228 en 2023, pèse également.

Parmi les projets pour 2025, le point culminant est l’ouverture du Centre d’Arts Villa Portela, désigné comme « l’un des équipements culturels les plus pertinents pour la municipalité et la région, qui sera inauguré le 22 mai », à l’occasion de la Journée de la municipalité.

En centre-ville, le chalet du XIXe siècle, entouré de jardins, est en cours d’adaptation pour accueillir des expositions et des résidences de création et promouvoir des actions de formation dans le domaine de l’art contemporain, parmi des événements parallèles complémentaires, « conçus pour tous les publics et, surtout, pour les familles ».

Cette année encore, Leiria met en avant un programme évocateur du 700e anniversaire de la mort du roi D. Dinis, avec les Journées luso-espagnoles de l’histoire médiévale, avec des spécialistes du Portugal et d’Espagne, le IIe cycle de musique médiévale de Leiria, avec des invités tels que Fernando Ribeiro (Moonspell) et Eduardo Paniagua, la reconstitution de la Leiria médiévale, des programmes éducatifs et théâtraux avec des écoles et des jeunes, et des activités dédiées à la littérature et à la poésie du Roi Troubadour.

Sont également annoncés pour 2025 la réouverture de la Casa dos Pintores, une exposition sur Adriano Sousa Lopes, le peintre qui faisait partie du Corps expéditionnaire portugais pendant la Première Guerre mondiale, le lancement de l’œuvre « L’art religieux sur le territoire de Leiria-Fátima » et la deuxième édition du Festival du Peuple.

Le conseiller à la culture de la mairie de Leiria a également souligné les actions incluses dans le nouveau réseau des villes créatives de l’UNESCO du centre du Portugal, telles que le programme « Sons de la terre et de la tradition », qui établira « un lien artistique et culturel entre les Villes créatives de musique de Leiria et d’Idanha-a-Nova, dans le cadre d’un partenariat entre l’Orfeão de Leiria et le groupe Adufeiras de Idanha-a-Nova ». Conclu.


MUSICALES


Fadista Duarte festeja 20 anos de carreira no Teatro Garcia de Resende, em Évora


Évora, 16 jan 2025 (Lusa) – O fadista Duarte, a festejar 20 anos de carreira, atua no dia 1 de fevereiro no Teatro Garcia de Resende, em Évora, com Mara, Miguel Monteiro, Pedro Calado, Rita Dias e o Grupo de Cantares de Évora.

Duarte disse à agência Lusa, a propósito do aniversário, que sente, "cada vez mais, o tempo a passar depressa demais". Referindo-se ao concerto, o criador de "Rimbaud" (Duarte/Rogério Ferreira) afirmou que vai "tentar acompanhar a reflexão sobre o caminho de 20 anos",

Além de intérprete, distinguido, em 2006, com um Prémio Amália Revelação, Duarte é autor e compositor de muitos dos temas que interpreta, como as letras de "És Luto e Melancolia", que gravou no Fado Cigano, de "Fado Novembro", no Fado Menor, e de "Terra de Melancolia", com letra e música suas.

Questionado pela Lusa sobre o balanço que faz destas duas primeiras décadas do seu percurso artístico, o criador de "Mistérios de Lisboa" (Teresa Font/Duarte) afirmou: "Sinto que, passados estes vinte anos, estou num lugar com qualquer coisa de maturidade, desprendimento, leveza e tranquilidade relativamente àquilo que faço e ao que outros esperam de mim. Não sei se é um ponto de viragem, mas sinto que é um à-vontade com o caminho andado até à data e um à-vontade com o que vier a seguir, seja lá isso o que for".

Celebrando os 20 anos de carreira, Duarte editou em novembro último um novo álbum "Venham Mais Vinte", ao qual se referiu como "álbum de risco", cujos temas incluirá no alinhamento do concerto em Évora.

Em "Venham Mais Vinte" Duarte retoma, noutras roupagens musicais, temas de anteriores álbuns como "Estado Limite" (José Carlos Barros/Fado Licas, de Armando Machado), "Meus Olhos que Por Alguém"(António Botto/Fado Dois Tons, de Alberto Costa) e "Deixou de Ser Outra Coisa" (Duarte/Luciano Maia).

Para o fadista, este disco foi um risco assumido: "Será que conseguimos ter Duarte quando ele dança com outros géneros musicais, sem perder as características e a identidade?", interrogou-se. Portanto, disse, "foi também o arriscar nesse sentido".

Duarte entende que a arte implica risco, tentar sempre "desenvolver a personalidade artística", arriscar, não estagnar.

No palco eborense Duarte será acompanhado pelos músicos habituais - Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), João Filipe (viola) e Carlos Menezes (contrabaixo) -, além de músicos com os quais tem trabalhado, como o Grupo de Cantares de Évora, companheiro de "há muitos anos", desde o álbum "Terra da Melancolia" (2009), tendo partilhado "imensos espetáculos, até para celebração" da inscrição do cante na lista do Património Imaterial pela Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO), assim como da classificação do Fado na mesma lista, ou da cidade de Évora, como Património Mundial da Humanidade.

Miguel Monteiro e Mara, irmã do fadista, com a qual gravou "Às Tantas" (Duarte), no álbum "Só a Cantar" (2018), são outras presenças em palco, neste concerto.

Duarte, natural de Évora, cruzou-se com o universo fadista em 1997. Em 2004 apresentou o seu primeiro trabalho discográfico, "Fados Meus", e pouco tempo depois editou o tema "Dizem que o meu fado é triste" (Duarte/Fado Menor do Porto, de José Joaquim Cavalheiro Jr.), que fez parte da coleção discográfica "100 anos do Fado".

Nesse ano de 2004, a convite da fadista Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo, Duarte entrou para o elenco do restaurante típico Senhor Vinho onde continua a cantar.


Le chanteur de fado Duarte fête ses 20 ans de carrière au Teatro Garcia de Resende, à Évora


Évora, 16 jan 2025 (Lusa) – Le chanteur de fado Duarte, qui fête ses 20 ans de carrière, se produira le 1er février au Teatro Garcia de Resende, à Évora, avec Mara, Miguel Monteiro, Pedro Calado, Rita Dias et le Grupo de Cantares de Évora.

Duarte a déclaré à l’agence Lusa, à propos de l’anniversaire, qu’il sentait, « de plus en plus, le temps passer trop vite ». Se référant au concert, le créateur de « Rimbaud » (Duarte/Rogério Ferreira) a déclaré qu’il « essaiera de suivre la réflexion sur le chemin de 20 ans »,

En plus d’être un interprète, distingué en 2006 par un prix Amália Révélation, Duarte est l’auteur et le compositeur de nombreux thèmes qu’il interprète, tels que les paroles de « És Luto e Melancolia », qu’il a enregistrées dans Fado Cigano, « Fado Novembro », dans Fado Menor, et « Terra de Melancolia », avec ses propres paroles et musique.

Interrogé par Lusa sur le bilan qu’il fait de ces deux premières décennies de sa carrière artistique, le créateur de « Mistérios de Lisboa » (Teresa Font/Duarte) a déclaré : « Je sens qu’après ces vingt ans, je suis dans un endroit avec quelque chose de maturité, de détachement, de légèreté et de tranquillité par rapport à ce que je fais et à ce que les autres attendent de moi. Je ne sais pas si c’est un tournant, mais je sens que c’est un réconfort avec le chemin parcouru jusqu’à présent et un réconfort avec tout ce qui vient ensuite, quel qu’il soit.

Célébrant les 20 ans de sa carrière, Duarte a sorti en novembre dernier un nouvel album « Venham Mais Vinte », qu’il a qualifié d'"album à risque », dont il inclura les thèmes dans la programmation du concert à Évora.

Dans « Venham Mais Vinte », Duarte reprend, sous d’autres formes musicales, des thèmes d’albums précédents tels que « Estado Limite » (José Carlos Barros/Fado Licas, d’Armando Machado), « Meus Olhos que Por Pessoa » (António Botto/Fado Dois Tons, d’Alberto Costa) et « Ceased to Be Another Thing » (Duarte/Luciano Maia).

Pour le chanteur de fado, cet album était un risque pris : « Peut-on avoir Duarte quand il danse avec d’autres genres musicaux, sans perdre ses caractéristiques et son identité ? », s’est-il demandé. Par conséquent, a-t-il dit, « c’était aussi le risque en ce sens ».

Duarte comprend que l’art implique le risque, en essayant toujours de « développer la personnalité artistique », en prenant des risques, en ne stagnant pas.

Sur la scène d’Évora, Duarte sera accompagné par les musiciens habituels - Pedro Amendoeira (guitare portugaise), João Filipe (alto) et Carlos Menezes (contrebasse) -, ainsi que par les musiciens avec lesquels il a travaillé, comme le Grupo de Cantares de Évora, un compagnon depuis « de nombreuses années », depuis l’album « Terra da Melancolia » (2009), ayant partagé « beaucoup de spectacles, même pour la célébration » de l’inscription du cante sur la liste du patrimoine immatériel par l’Organisation scientifique des Nations Unies, L’éducation et la culture (UNESCO), ainsi que la classification du fado dans la même liste, ou la ville d’Évora, en tant que site du patrimoine mondial.


Miguel Monteiro et Mara, la sœur du chanteur de fado, avec qui il a enregistré « Às Tantas » (Duarte), sur l’album « Só a Cantar » (2018), sont d’autres présences scéniques dans ce concert.

Duarte, né à Évora, a croisé la route de l’univers du fado en 1997. En 2004, il présente son premier album, « Fados Meus », et peu de temps après, il édite le thème « Dizem que o meu fado é triste » (Duarte/Fado Menor do Porto, de José Joaquim Cavalheiro Jr.), qui fait partie de la collection de disques « 100 anos do Fado ».

En cette année 2004, à l’invitation de la chanteuse de fado Maria da Fé et du poète José Luís Gordo, Duarte a rejoint la distribution du restaurant typique Senhor Vinho où il continue à chanter.

MODA


Designers' portugueses Marques'Almeida na Semana da Moda de Londres


Londres, 15 jan 2025 (Lusa) - A dupla portuguesa de 'designers' Marques'Almeida vai participar na Semana da Moda de Londres em fevereiro para apresentar a coleção outono/inverno.

A apresentação da coleção feminina terá lugar em 24 de fevereiro, penúltimo dia do evento, que começa a 20 de fevereiro.

Ao todo, o calendário reúne cerca de 50 'designers' internacionais e plataformas com jovens emergentes e estudantes.

A marca Marques'Almeida, criada por Marta Marques e Paulo Almeida, foi lançada oficialmente em 2011 e desde o início que tem sido presença quase constante na Semana da Moda de Londres.

Em 2015, ganharam um British Fashion Award para Melhor 'Designer' Emergente e o Prémio LVMH para Jovens 'Designers' de Moda.


Les créateurs portugais Marques’Almeida à la Fashion Week de Londres


Londres, 15 janv. 2025 (Lusa) - Le duo de créateurs portugais Marques’Almeida participera à la Fashion Week de Londres en février pour présenter la collection automne/hiver.

La présentation de la collection féminine aura lieu le 24 février, l’avant-dernier jour de l’événement, qui commence le 20 février.

Au total, le calendrier rassemble une cinquantaine de designers et de plateformes internationales avec des jeunes et des étudiants émergents.

La marque Marques’Almeida, créée par Marta Marques et Paulo Almeida, a été officiellement lancée en 2011 et a été une présence presque constante à la Fashion Week de Londres depuis le début.

En 2015, ils ont remporté le British Fashion Award du meilleur créateur émergent et le LVMH Award des jeunes créateurs de mode.


CINEMA


cineasta Luso-Canadiano José Lourenço Leva "Young Werther" aos cinemas 


Toronto, Canadá 13 jan 2025 (Lusa) - O realizador luso-canadiano José Lourenço, residente em Toronto, está a apresentar uma nova perspetiva cinematográfica com "Young Werther", uma adaptação moderna do clássico de Johann Wolfgang von Goethe, "Os Sofrimentos do Jovem Werther".

O filme, totalmente gravado em Toronto, estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) em setembro e foi lançado em várias salas de cinema no Canadá a 10 de janeiro de 2025.

José Lourenço, que possui dupla nacionalidade portuguesa e canadiana, afirma que a sua educação e herança familiar foram determinantes na sua abordagem à narrativa cinematográfica. Filho de um português e de uma canadiana, os seus pais conheceram-se na Nova Escócia, no leste do Canadá. O pai, natural de Buarcos, na Figueira da Foz, emigrou para o Canadá ainda jovem.

"O meu pai veio para o Canadá com 15 anos, sem saber a língua", disse Lourenço. "Começou a trabalhar em empregos humildes e conseguiu ascender até se tornar engenheiro químico e inventor. A sua resiliência e determinação sempre foram uma grande fonte de inspiração para mim", acrescentou.

A ideia para "Young Werther" surgiu há mais de uma década, quando Lourenço voltou a pegar no romance de Goethe, anos depois de o ter estudado na universidade. Fascinado pelos temas intemporais do amor não correspondido, da amizade e do desejo, decidiu adaptar a história para o público contemporâneo.

O realizador escolheu Toronto como cenário para a sua adaptação, destacando o multiculturalismo vibrante e o caráter único da cidade. "Toronto tem sido a minha casa nos últimos 20 anos", disse Lourenço. "É uma cidade com uma diversidade, cultura e história incríveis. Queria representá-la no ecrã de uma forma que refletisse a sua beleza e complexidade", explicou.

O filme conta com um elenco de prestígio, incluindo Douglas Booth, Allison Pill e Patrick J. Adams. Lourenço elogiou a dedicação e o espírito de colaboração dos atores, destacando a profundidade e autenticidade que cada um trouxe aos seus papéis. Por sua vez, os atores elogiaram Lourenço pela sua direção cuidadosa e envolvente.

Lourenço descreveu a estreia no TIFF como um marco na carreira, sobretudo porque os pais puderam assistir ao evento. O pai surpreendeu-o semanas antes do início das filmagens ao oferecer-lhe uma rara tradução portuguesa do romance de Goethe, encontrada em Buarcos. "Foi como um bom presságio", afirmou Lourenço.

Com o lançamento de "Young Werther" nos cinemas, Lourenço está otimista quanto à capacidade do filme de se conectar com o público. O filme também terá uma estreia internacional, incluindo em Portugal, onde será lançado nos cinemas antes de estar disponível em plataformas de 'streaming'.

Para José Lourenço, a jornada desde o guião até ao ecrã tem sido marcada pela persistência e paixão. Espera que o filme ressoe junto dos espetadores e continue a inspirar conversas sobre amor, desejo e conexão humana.


Le cinéaste luso-canadien José Lourenço présente « Young Werther »


Toronto, Canada, 13 jan 2025 (Lusa) - Le réalisateur luso-canadien José Lourenço, basé à Toronto, présente une nouvelle perspective cinématographique avec « Young Werther », une adaptation moderne du classique de Johann Wolfgang von Goethe, « Les souffrances du jeune Werther ».

Le film, entièrement tourné à Toronto, a été présenté en première au Festival international du film de Toronto (TIFF) en septembre et est sorti dans plusieurs cinémas au Canada le 10 janvier 2025.

José Lourenço, qui a la double nationalité portugaise et canadienne, affirme que son éducation et ses origines familiales ont été déterminantes dans son approche de la narration cinématographique. Fils d’un père portugais et d’une mère canadienne, ses parents se sont rencontrés en Nouvelle-Écosse, dans l’est du Canada. Son père, né à Buarcos, à Figueira da Foz, a émigré au Canada à un jeune âge.

« Mon père est arrivé au Canada à l’âge de 15 ans, sans connaître la langue », a déclaré Lourenço. « Il a commencé à travailler dans des emplois modestes et a réussi à s’élever pour devenir ingénieur chimiste et inventeur. Sa résilience et sa détermination ont toujours été une grande source d’inspiration pour moi », a-t-il ajouté.

L’idée du « Jeune Werther » est venue il y a plus de dix ans, lorsque Lourenço a repris le roman de Goethe, des années après l’avoir étudié à l’université. Fasciné par les thèmes intemporels de l’amour non partagé, de l’amitié et du désir, il a décidé d’adapter l’histoire pour un public contemporain.

Le réalisateur a choisi Toronto comme décor pour son adaptation, mettant en valeur le multiculturalisme vibrant et le caractère unique de la ville. « Toronto est ma maison depuis 20 ans », a déclaré Lourenço. « C’est une ville avec une diversité, une culture et une histoire incroyables. Je voulais la représenter à l’écran d’une manière qui reflète sa beauté et sa complexité", a-t-il expliqué.

Le film met en vedette un casting prestigieux, dont Douglas Booth, Allison Pill et Patrick J. Adams. Lourenço a fait l’éloge du dévouement et de l’esprit de collaboration des acteurs, soulignant la profondeur et l’authenticité que chacun a apportées à ses rôles. À leur tour, les acteurs ont fait l’éloge de Lourenço pour sa mise en scène soignée et engageante.

Lourenço a décrit ses débuts au TIFF comme une étape importante dans sa carrière, surtout parce que ses parents ont pu assister à l’événement. Son père l’a surpris quelques semaines avant le début du tournage en lui offrant une rare traduction portugaise du roman de Goethe, trouvée à Buarcos. « C’était comme un bon présage », a déclaré Lourenço.

Avec la sortie de « Young Werther » en salles, Lourenço est optimiste quant à la capacité du film à toucher le public. Le film fera également une première internationale, notamment au Portugal, où il sortira en salles avant d’être disponible sur les plateformes de streaming.

Pour José Lourenço, le parcours du scénario à l’écran a été marqué par la persévérance et la passion. Il espère que le film trouvera un écho auprès des téléspectateurs et continuera d’inspirer des conversations sur l’amour, le désir et la connexion humaine.


Filme "Conclave" é o mais nomeado para os BAFTA e Laura Carreira fica de fora


Londres, 15 jan 2025 (Lusa) - O filme "Conclave", de Edward Berger, é o mais nomeado para os prémios britânicos BAFTA, numa edição em que "On Falling", de Laura Carreira, não chegou às nomeações e "Ainda estou aqui", de Walter Salles, figura entre os candidatos.

Os BAFTA são atribuídos pela Academia Britânica das Artes de Cinema e Televisão e a lista de nomeados, hoje divulgada, dá conta que "Conclave", filme de conspiração de Edward Berger, ambientado no Vaticano e protagonizado pelo ator Ralph Fiennes, lidera com 12 nomeações.

O filme "On Falling", da realizadora portuguesa Laura Carreira, tinha sido colocado entre os candidatos a uma nomeação para o prémio de Primeiras Obras, mas não chegou às nomeações finais.

Produzido pela portuguesa Bro Cinema e pela britânica Sixteen Films, "On Falling" é a primeira longa-metragem de Laura Carreira, uma realizadora portuguesa que vive e trabalha há mais de uma década na Escócia e que é autora ainda das curtas-metragens "Red Hill" (2018) e "The Shift" (2020).

"Conclave" está nomeado, por exemplo, nas categorias de Realização, Filme, Elenco, Direção de Fotografia, Banda Sonora Original e também Melhor Ator, para Ralph Fiennes, e Melhor Atriz Secundária, para Isabella Rossellini.

"Emilia Pérez", do francês Jacques Audiard, tem 11 nomeações, incluindo o de Melhor Atriz Principal para a espanhola Karla Sofía Gascón, e o de Melhor Filme em Língua Não Inglesa.

Nesta mesma categoria está a produção brasileira "Ainda estou aqui", de Walter Salles, protagonizada por Fernanda Torres, no papel de uma ativista, advogada e viúva de Rubens Paiva, o político brasileiro detido e torturado pela ditadura militar brasileira (1964-1985), no início dos anos 1970.

A cerimónia dos BAFTA está marcada para 16 de fevereiro em Londres.

SS // MAG


Le film « Conclave » est le film le plus nominé aux BAFTA et Laura Carreira est laissée de côté


Londres, 15 jan 2025 (Lusa) - Le film « Conclave », d’Edward Berger, est le film le plus nominé aux BAFTA Awards britanniques, dans une édition où « On Falling », de Laura Carreira, n’a pas atteint les nominations et « I’m still here », de Walter Salles, fait partie des candidats.

Les BAFTA sont décernés par la British Academy of Film and Television Arts et la liste des nominés, publiée aujourd’hui, montre que « Conclave », le film conspirationniste d’Edward Berger, se déroulant au Vatican et mettant en vedette l’acteur Ralph Fiennes, est en tête avec 12 nominations.

Le film « On Falling », de la réalisatrice portugaise Laura Carreira, avait été placé parmi les candidats à une nomination pour le prix First Works, mais n’a pas atteint les nominations finales.

Produit par le portugais Bro Cinema et le britannique Sixteen Films, « On Falling » est le premier long métrage de Laura Carreira, une réalisatrice portugaise qui vit et travaille en Écosse depuis plus d’une décennie et qui est également l’auteur des courts métrages « Red Hill » (2018) et « The Shift » (2020).

« Conclave » est nominé, par exemple, dans les catégories Réalisateur, Film, Acteurs, Photographie, Musique originale et aussi Meilleur acteur, pour Ralph Fiennes, et Meilleure actrice dans un second rôle, pour Isabella Rossellini.

« Emilia Pérez », du Français Jacques Audiard, a été nominé 11 fois, dont celui de la meilleure actrice principale pour l’Espagnole Karla Sofía Gascón et celui du meilleur film en langue non anglaise.

Dans cette même catégorie se trouve la production brésilienne « Je suis toujours là », de Walter Salles, avec Fernanda Torres, dans le rôle d’une militante, avocate et veuve de Rubens Paiva, l’homme politique brésilien détenu et torturé par la dictature militaire brésilienne (1964-1985), au début des années 1970.

La cérémonie des BAFTA est prévue pour le 16 février à Londres.

SS // MAG

LITTÉRATURE 


Dulce Maria Cardoso nomeada para Prémio Literário de Dublin com romance "Eliete"


Dublin, 15 jan 2025 (Lusa) – A escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso está nomeada para o Prémio Literário de Dublin com o seu romance "Eliete - A vida normal", o único candidato lusófono entre os 71 livros escolhidos para a 'longlist' do galardão, anunciou a organização.

Dulce Maria Cardoso é nomeada com a tradução de Ángel Gurría-Quintana para inglês de "Eliete", o último romance da autora, publicado em 2018 pela Tinta-da-China, que venceu o Prémio Oceanos em 2019 e foi finalista do Prémio Femina em 2020.

"Eliete – A vida normal" centra-se numa mulher de meia idade, caracterizada pela mediania em tudo, casada e mãe de duas filhas, agente imobiliária, que se sente insatisfeita com a vida e com o casamento, e que, na procura de mudança – vontade desencadeada na sequência da hospitalização da avó, com sinais de Alzheimer – vira-se para as conquistas através da Internet e das redes sociais, que no romance têm um papel central.

A obra foi indicada ao prémio de Dublin pelas Bibliotecas de Lisboa, de acordo com o comunicado da organização, a cargo do município de Dublin.

Este prémio literário tem um valor monetário de 100 mil euros, que é classificado como o maior montante atribuído a um livro de ficção publicado em inglês num dado ano. Se o livro for traduzido, o autor recebe 75 mil euros e o tradutor os restantes 25 mil.

A lista dos 71 nomeados por bibliotecas de 34 países inclui 26 obras traduzidas e 16 romances de estreia, indica a organização.

O júri é presidido pelo professor universitário Chris Morash e composto por Gerbrand Bakker, Martina Devlin, Fiona Sze-Lorrain, Leonard Cassuto e Nidhi Zak/Aria Eipe.

O próximo passo será a escolha dos finalistas, cujos nomes serão conhecidos no dia 25 de março, e, finalmente, o livro vencedor será anunciado pela presidente da Câmara Municipal de Dublin, Emma Blain, no dia 22 de maio de 2025, no âmbito do Festival Internacional de Literatura da cidade.



Dulce Maria Cardoso nominée pour le Prix littéraire de Dublin avec le roman "Eliete"


Dublin, 15 jan 2025 (Lusa) – L’écrivaine portugaise Dulce Maria Cardoso est nominée pour le Prix littéraire de Dublin avec son roman « Eliete - A vida normal », le seul candidat lusophone parmi les 71 livres choisis pour la « présélection » du prix, a annoncé l’organisation.

Dulce Maria Cardoso est nominée pour la traduction en anglais d’Ángel Gurría-Quintana de « Eliete », le dernier roman de l’auteure, publié en 2018 par Tinta-da-China, qui a remporté le prix Oceanos en 2019 et a été finaliste du prix Femina en 2020.

« Eliete – A vida normal » se concentre sur une femme d’âge moyen, caractérisée par la médiocrité en tout, mariée et mère de deux filles, agent immobilier, qui se sent insatisfaite de la vie et du mariage, et qui, à la recherche de changement - un désir déclenché suite à l’hospitalisation de sa grand-mère, avec des signes d’Alzheimer - se tourne vers des conquêtes à travers Internet et les réseaux sociaux, qui dans le roman jouent un rôle central.

L’œuvre a été nominée pour le prix de Dublin par les bibliothèques de Lisbonne, selon le communiqué de l’organisation, en charge de la municipalité de Dublin.

Ce prix littéraire a une valeur monétaire de 100 mille euros, ce qui est classé comme le montant le plus élevé accordé à un livre de fiction publié en anglais au cours d’une année donnée. Si le livre est traduit, l’auteur reçoit 75 mille euros et le traducteur les 25 mille euros restants.

La liste des 71 nominés par des bibliothèques de 34 pays comprend 26 œuvres traduites et 16 premiers romans, indique l’organisation.

Le jury est présidé par le professeur d’université Chris Morash et composé de Gerbrand Bakker, Martina Devlin, Fiona Sze-Lorrain, Leonard Cassuto et Nidhi Zak/Aria Eipe.

La prochaine étape sera le choix des finalistes, dont les noms seront connus le 25 mars, et, enfin, le livre gagnant sera annoncé par la maire de Dublin, Emma Blain, le 22 mai 2025, dans le cadre du Festival international de littérature de la ville.


Concert


Manu Chao com mais um concerto em Lisboa no início deste ano


Lisboa, 15 jan 2025 (Lusa) – O músico Manu Chao vai afinal dar dois concertos em Lisboa no início deste ano, depois de a primeira data ter esgotado, anunciou hoje a promotora.

O espetáculo "Ultra Acústico" "repete no LAV – Lisboa ao Vivo em 01 de fevereiro", depois de se terem esgotado os bilhetes para o concerto de 30 de janeiro no mesmo local.

"Ultra Acústico" serve para o músico apresentar o disco mais recente, "Viva Tu", mas também para "revisitar temas antigos dos álbuns anteriores".

Os bilhetes para a nova data, que custam 30 euros, já estão à venda.

Nascido em Paris numa família espanhola exilada, Manu Chao adota várias línguas no seu trabalho artístico, que tem uma componente política marcada, desde os tempos da banda Mano Negra.

A sua projeção para a fama deu-se com o disco "Clandestino", de 1998, no qual cantava, em tradução livre: "Sozinho vou com a minha pena, sozinha vai a minha condenação / Correr é o meu destino para me esquivar à lei / Perdido no coração da grande Babilónia / Dizem-me 'o clandestino' por não ter papéis".

Em 2020, num texto intitulado "Manu Chao: crónica do astro que virou as costas ao sistema", o jornal espanhol El País escrevia que "seguramente não existe um músico nos últimos anos como ele, capaz de virar as costas ao sistema quando podia tirar tantas coisas dele".



Manu Chao avec un autre concert à Lisbonne plus tôt cette année


Lisbonne, 15 jan 2025 (Lusa) – Le musicien Manu Chao donnera enfin deux concerts à Lisbonne au début de cette année, après que la première date se soit vendue à guichets fermés, a annoncé aujourd’hui le promoteur.

Le spectacle « Ultra Acústico » « se répète au LAV – Lisboa ao Vivo le 1er février », après que les billets pour le concert du 30 janvier au même endroit aient été vendus.

« Ultra Acústico » est pour le musicien de présenter l’album le plus récent, « Viva Tu », mais aussi de « revisiter de vieux thèmes d’albums précédents ».

Les billets pour la nouvelle date, qui coûtent 30 euros, sont déjà en vente.

Né à Paris dans une famille espagnole exilée, Manu Chao adopte plusieurs langues dans son travail artistique, qui a une composante politique marquée, depuis l’époque du groupe Mano Negra.

Sa projection vers la gloire est venue avec l’album « Clandestino », de 1998, dans lequel il chante, en traduction libre : « Seul je vais avec ma peine, seul va ma condamnation / Courir est mon destin pour esquiver la loi / Perdu au cœur de la grande Babylone / Ils me disent 'le clandestin' de ne pas avoir de papiers ».

En 2020, dans un texte intitulé « Manu Chao : chronique de la star qui a tourné le dos au système », le journal espagnol El País écrivait qu'"il n’y a certainement pas de musicien ces dernières années comme lui, capable de tourner le dos au système alors qu’il pouvait lui prendre tant de choses ».


Velha Tendinha

Fernanda Maria 

Fadista Fernanda Maria morre aos 87 anos 


Lisboa, 13 jan 2025 (Lusa) – A fadista Fernanda Maria morreu hoje em Lisboa, aos 87 anos, disse à agência Lusa a poetisa Maria de Lourdes de Carvalho, amiga da intérprete de êxitos como "Não Passes com Ela à Minha Rua" ou "Saudade Vai-te Embora".

Fernanda Maria Carvalheda Silva, de seu nome completo, nasceu em Lisboa, a 06 fevereiro de 1937, e criou "fados que perduram na memória", senhora de uma voz "límpida e segura", como afirmou o júri do Prémio Amália, que a distinguiu em 2007 com o Prémio de Carreira.

"O seu estilo interpretativo caracteriza-se pela eficácia na utilização de técnicas expressivas como o 'rubato', os melismas e a mudança de estilo", segundo a "Enciclopédia da Música Portuguesa no Século XX".

O investigador de fado José Manuel Osório, em declarações à agência Lusa em 2006, afirmou que Fernanda Maria era "não só uma das figuras mais marcantes do século XX, como a maior, a grande herdeira dos maiores intérpretes de repertório tradicional".

José Manuel Osório coordenou uma antologia de fados editados pela discográfica Movieplay Portuguesa, "Fados do Fado" (2011), na qual incluiu Fernanda Maria, e organizou uma antologia da fadista publicada pela mesma discográfica em 2006.

A antologia reúne 30 êxitos seus, entre 1962 e 1973, uma escolha entre os mais de 80 discos da fadista, entre 'singles', 'Extended Play' (EP) e 'Long Play' (LP).

Entre as gravações da fadista, José Manuel Osório salientou as "magníficas interpretações" de "O Meu Marialva", de Frederico de Brito, na melodia do Fado Triplicado, de José Marques, "Aquela Velhinha", de João Linhares Barbosa no Fado Cigana, de Armando Machado, e "Rosa Enjeitada", "uma criação de Hermínia Silva, mas que Fernanda Maria dá substância interpretativa e grande intenção nas palavras".

A obra de Fernanda Maria está ainda editada nas coleções "O Melhor de", da discográfica EMI/Valentim de Carvalho (2009), e "Estrelas da Música Portuguesa" (2015), da Ovação.

Fernanda Maria encarou o Fado como razão e explicação da sua existência, afirmou em 1968. Em declarações à revista Magazine, a fadista afirmou: "Não sei se foi a pobre existência que tive, se foi a influência de ouvir cantar fado, que gravaram em minha alma esta forma de sentir".

Aos 12 anos tornou-se independente e começou a trabalhar como empregada de mesa na casa de fados A Parreirinha de Alfama, de Argentina Santos (1924-2019), onde se estreou como fadista, e mais tarde, cantou n'O Patrício, na calçada de Carriche, também em Lisboa.

Com "15 para 16 anos" apresentou-se na Emissora Nacional por insistência do cantor Alfredo Lopes. Entre 100 candidatos foi uma das escolhidas, passando a fazer parte dos quadros da emissora, apresentando-se nos programas "Serão para Trabalhadores", "Estrelas no Odeon", "Comboio das Seis e Meia" ou "Passatempo PAC".

No final da década de 1950 a sua carreira ganhou maior visibilidade e em 1964 foi "atração nacional" na revista "Acerta o Passo!", levada à cena no Teatro ABC, na capital.

Fernanda Maria fez parte do elenco da casa de fados A Severa. No total, foram 20 os álbuns gravados para os Estados Unidos, de onde recebeu várias propostas para atuar, mas recusou sempre.

A única saída além-fronteiras foi uma atuação nos Países Baixos, num cartaz que incluiu o músico espanhol Paco de Lucía. Esta pouca disponibilidade para atuar nos palcos internacionais deveu-se ao facto de, a partir de 1964, ter aberto a sua própria casa de fados, Lisboa à Noite, no Bairro Alto, na capital, onde passou a centrar a sua carreira, e que, segundo a Enciclopédia da Música Portuguesa, era "uma das casas de fado de referência", com um elenco que incluía, entre outros, os fadistas Manuel de Almeida (1922-1995), e António Rocha, e os músicos Francisco Carvalhinho (1918-1990) e Domingos Camarinha (1915-1993).

"Fadista castiça, como dizemos no meio, a Fernanda, a uma carreira internacional, terá preferido o seu retiro de fado e o convívio com fiéis admiradores", disse à Lusa o investigador de fado Luís de Castro, fundador da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.

Luís de Castro sublinhou "a capacidade emotiva da interpretação e a intenção que colocava em cada uma das palavras que cantava".

"Indubitavelmente é uma das grandes referências do fado pela interpretação cuidada; sabe dividir os versos, tem dição, compasso, sendo uma estilista de exceção", realçou Luís de Castro.

Para o estudioso, ouvi-la "é uma lição de fado", opinião partilhada por José Manuel Osório.

Fernanda Maria referia-se a si como "uma cantadeira de casa de fados". A fadista foi também autora de algumas letras que cantou, como "A razão do meu viver", que gravou na melodia do Fado Menor, e, recentemente, o fadista Ricardo Ribeiro gravou da autoria de Fernanda Maria "Prédio em Ruína", numa melodia de Domingos Camarinha.

Fernanda Maria gravou com Alfredo Marceneiro (1891-1982) "Bairros de Lisboa" (Carlos Conde/A. Marceneiro) e "A Camponesa e o Pescador" (Henrique Rêgo/Armandinho).

Em declarações à Lusa, Maria de Lourdes de Carvalho, que escreveu para a fadista "Nessa Noite, a Esta Hora", "Meu Nome de Lamento" e "Os Dois Impossíveis", disse que "quase tudo o que a Fernanda Maria gravou anda nas bocas do mundo".

NL // TDI


MESA regressam aos palcos este ano com Mónica Ferraz e JP Coimbra


Lisboa, 15 jan 2025 (Lusa) – Os MESA, que na década de 2000 popularizaram temas como "Vício de ti" e "Luz vaga", vão voltar aos concertos este ano com a cantora Mónica Ferraz, que tinha deixado o grupo em 2012, foi hoje anunciado.

De acordo com o agenciamento do grupo, que conta também com o músico e compositor JP Coimbra, já há dois concertos marcados: dia 07 de maio na Casa da Música, no Porto, e dia 15 de maio no Lux, em Lisboa.

"Tendo como ponto de partida a revisitação dos temas mais icónicos da banda como 'Vício de Ti', 'Luz Vaga", 'Cedo o Meu Lugar' ou 'Mímica Sísmica', está a ser preparado um alinhamento com muitos outros êxitos dos discos cantados em Português que consolidaram os MESA como uma das bandas que marcaram uma geração", lê-se no comunicado.

O grupo do Porto começou por participar na coletânea da "Pop up songs - Optimus 2002", tendo editado no ano seguinte o álbum de estreia, homónimo, que teve várias reedições, uma das quais incluiu o tema "Luz Vaga", que conta com a participação de Rui Reininho.

Seguiram-se "Vitamina" (2005), "Para todo o mal" (2008) e "Automático" (2011).

Em 2012, Mónica Ferraz deixou os MESA e para o lugar de vocalista entrou a cantora Rita Reis.

A banda editou mais dois álbuns: "Pés que sonham ser cabeças", em 2013, e "Loner", em 2016.

JRS (SS) // MAG

Lusa/Fim


I


La chanteuse de fado Fernanda Maria meurt à l’âge de 87 ans


Lisbonne, 13 jan 2025 (Lusa) – La chanteuse de fado Fernanda Maria est décédée aujourd’hui à Lisbonne, à l’âge de 87 ans, a déclaré à l’agence Lusa la poétesse Maria de Lourdes de Carvalho, amie de l’interprète de tubes tels que « Não Passes com Ela à Minha Rua » ou « Saudade Vai-te Embora ».

Fernanda Maria Carvalheda Silva, de son nom complet, est née à Lisbonne, le 6 février 1937, et a créé « des fados qui durent dans la mémoire », dame d’une voix « claire et sûre », comme l’a déclaré le jury du Prix Amália, qui l’a distinguée en 2007 avec le Prix de la Carrière.

« Son style d’interprétation se caractérise par l’efficacité dans l’utilisation de techniques expressives telles que le 'rubato', les mélismes et le changement de style », selon l'"Encyclopédie de la musique portugaise au XXe siècle ».

Le chercheur de fado José Manuel Osório, s’adressant à l’agence Lusa en 2006, a déclaré que Fernanda Maria était « non seulement l’une des figures les plus marquantes du XXe siècle, mais aussi la plus grande, la grande héritière des plus grands interprètes du répertoire traditionnel ».

José Manuel Osório a coordonné une anthologie de fados publiée par le label Movieplay Portuguesa, « Fados do Fado » (2011), dans laquelle il a inclus Fernanda Maria, et a organisé une anthologie du chanteur de fado publiée par le même label en 2006.

L’anthologie rassemble 30 de ses succès, entre 1962 et 1973, un choix parmi les plus de 80 albums de la chanteuse de fado, dont les « singles », « Extended Play » (EP) et « Long Play » (LP).

Parmi les enregistrements du chanteur de fado, José Manuel Osório a souligné les « magnifiques interprétations » de « O Meu Marialva », de Frederico de Brito, dans la mélodie du Fado Triplicado, de José Marques, « Aquela Velhinha », de João Linhares Barbosa dans le Fado Cigana, d’Armando Machado, et de « Rosa Enjeitada », « une création de Hermínia Silva, mais à laquelle Fernanda Maria donne une substance interprétative et une grande intention aux mots ».

Le travail de Fernanda Maria est également publié dans les recueils « O Melhor de », du label EMI/Valentim de Carvalho (2009), et « Estrelas da Música Portuguesa » (2015), d’Ovação.

Fernanda Maria voyait le fado comme la raison et l’explication de son existence, a-t-elle déclaré en 1968. S’adressant au magazine Magazine, le chanteur de fado a déclaré : « Je ne sais pas si c’était la pauvre existence que j’avais, si c’était l’influence de l’écoute du chant fado, qui a gravé cette façon de ressentir dans mon âme ».

À l’âge de 12 ans, elle est devenue indépendante et a commencé à travailler comme serveuse à la maison de fado A Parreirinha de Alfama, d’Argentina Santos (1924-2019), où elle a fait ses débuts en tant que chanteuse de fado, et a ensuite chanté à O Patrício, sur le trottoir de Carriche, également à Lisbonne.

À l’âge de 15 ou 16 ans, il se produit à la National Broadcaster sur l’insistance du chanteur Alfredo Lopes. Parmi 100 candidats, elle a été l’une des choisies, faisant partie du personnel de la station, se produisant dans les émissions « Será para Trabalhadores », « Estrelas no Odeon », « Comboio das Seis e Meia » ou « Passatempo PAC ».

À la fin des années 1950, sa carrière gagne en visibilité et en 1964, il est une « attraction nationale » dans la revue « Acerta o Passo ! », mise en scène au théâtre ABC, dans la capitale.

Fernanda Maria a fait partie de la distribution de la maison de fado A Severa. Au total, il y a eu 20 albums enregistrés pour les États-Unis, d’où il a reçu plusieurs offres pour se produire, mais a toujours refusé.

La seule issue à l’étranger était une performance aux Pays-Bas, sur une affiche où figurait le musicien espagnol Paco de Lucía. Ce manque de disponibilité pour se produire sur les scènes internationales était dû au fait que, à partir de 1964, il a ouvert sa propre maison de fado, Lisboa à Noite, dans le Bairro Alto, dans la capitale, où il a commencé à concentrer sa carrière, et qui, selon l’Encyclopédie de la musique portugaise, était « l’une des maisons de fado de référence », avec une distribution qui comprenait, entre autres, les chanteurs de fado Manuel de Almeida (1922-1995) et António Rocha, et les musiciens Francisco Carvalhinho (1918-1990) et Domingos Camarinha (1915-1993).

« Une chanteuse de fado traditionnel, comme on dit au milieu, Fernanda, à une carrière internationale, aura préféré sa retraite de fado et la socialisation avec des admirateurs fidèles », a déclaré à Luís de Castro, chercheur en fado et fondateur de l’Association portugaise des amis du fado.

Luís de Castro a souligné « la capacité émotionnelle de l’interprétation et l’intention qu’il a mise dans chacune des paroles qu’il a chantées ».

"Sans aucun doute, il est l’une des grandes références du fado pour son interprétation soignée ; elle sait diviser les vers, a de la diction, de la boussole, étant une styliste exceptionnelle", a souligné Luís de Castro.

Pour l’universitaire, l’écouter « est une leçon de fado », une opinion partagée par José Manuel Osório.

Fernanda Maria se qualifiait elle-même de « chanteuse de fado house ». La chanteuse de fado est également l’auteur de quelques paroles qu’elle a chantées, comme « A razão do meu viver », qu’elle a enregistrée sur la mélodie du Fado Menor, et, récemment, le chanteur de fado Ricardo Ribeiro enregistré par Fernanda Maria « Edifício em Ruína », dans une mélodie de Domingos Camarinha.

Fernanda Maria a enregistré avec Alfredo Marceneiro (1891-1982) « Bairros de Lisboa » (Carlos Conde/A. Marceneiro) et « A Camponesa e o Pescador » (Henrique Rêgo/Armandinho).

S’adressant à Lusa, Maria de Lourdes de Carvalho, qui a écrit pour la chanteuse de fado « Nessa Noite, a Esta Hora », « Meu Nome de Lamento » et « Os Dois Impossibles », a déclaré que « presque tout ce que Fernanda Maria a enregistré est sur les lèvres du monde ».

GB // TDI

MESA revient sur scène cette année avec Mónica Ferraz et JP Coimbra


Lisbonne, 15 jan 2025 (Lusa) – MESA, qui dans les années 2000 a popularisé des thèmes tels que « Vício de ti » et « Luz vaga », reviendra cette année aux concerts avec la chanteuse Mónica Ferraz, qui avait quitté le groupe en 2012, a-t-on annoncé aujourd’hui.

Selon l’agence du groupe, qui comprend également le musicien et compositeur JP Coimbra, deux concerts sont déjà prévus : le 7 mai à la Casa da Música, à Porto, et le 15 mai au Lux, à Lisbonne.

« En prenant comme point de départ la revisite des thèmes les plus emblématiques du groupe tels que 'Vício de Ti', 'Luz Vaga', 'Cedo o Meu Lugar' ou 'Mímica Sísmica', une formation est en préparation avec de nombreux autres succès des albums chantés en portugais qui ont consolidé MESA comme l’un des groupes qui ont marqué une génération », peut-on lire dans le communiqué.

Le groupe de Porto a commencé par participer à la compilation de « Pop up songs - Optimus 2002 », après avoir édité le premier album, homonyme, l’année suivante, qui a eu plusieurs rééditions, dont l’une comprenait le thème « Luz Vaga », avec Rui Reininho.

Il a été suivi par « Vitamina » (2005), « Para todo o mal » (2008) et « Automático » (2011).

En 2012, Mónica Ferraz quitte MESA et la chanteuse Rita Reis prend la place de la chanteuse.

Le groupe a sorti deux autres albums : « Pés que sonham ser cabeças », en 2013, et « Loner », en 2016.




I


Nouveautés librairies 


Livres, romans, dystopies et bandes dessinées inédits et primés au Relógio d’Água jusqu’en juin


Livros inéditos, premiados, romances, distopias e novelas gráficas na Relógio d'Água até junho


Lisboa, 15 jan 2025 (Lusa) – Livros e autores inéditos em Portugal, romances premiados, fantasia, ficção científica e novela gráfica compõem o catálogo de publicações da Relógio d'Água para o primeiro semestre, incluindo histórias que têm a guerra na Ucrânia como pano de fundo.

"Prestidigitação", da russa Maria Stepánova, com tradução de António Pescada, lançado no ano passado no mercado internacional, é uma das apostas da editora, a chegar a Portugal já este mês, uma história passada no verão de 2023, num cenário em que a guerra da Rússia contra a Ucrânia nunca termina.

Nesta narrativa, com alusões várias que vão de Hobbes a Nabokov, uma escritora parte para a Dinamarca para participar num festival, mas na viagem os comboios não circulam, o cabo de carregamento do telemóvel perde-se, não há ninguém à espera na estação e o contacto com os organizadores é interrompido, uma situação que lhe serve de pretexto para finalmente desaparecer do mundo.

Considerada a poeta russa de maior sucesso internacional da atualidade, Maria Stepanova estreou-se na prosa com "Memória da memória", publicado também pela Relógio d'Água, em 2022.

Outra novidade para este mês é a publicação de "Os Meus Amigos", terceiro romance do americano líbio Hisham Matar, baseado num acontecimento ocorrido em 1984, quando funcionários abriram fogo contra manifestantes na embaixada da Líbia em Londres, e os efeitos que esse acontecimento tem em três amigos.

Este romance que explora temas como a inocência e a experiência, a amizade, a família e o exílio, venceu o Prémio Orwell de ficção política.

Ainda em janeiro deverão ser publicados os romances "Fronteira", o segundo a ser lançado em Portugal da escritora chinesa Can Xue, frequentemente apontada como favorita ao Nobel da Literatura, e "Uma leitura do Génesis", da norte-americana Marilynne Robinson, autora da premiada série "Gilead".

Outra publicação prevista para este mês é o quinto volume da série Duna, de Frank Herbert, "Os Hereges de Duna", a que se seguirá, em fevereiro, a publicação do sexto volume, "Casa do Capítulo: Duna".

Neste segundo mês, a Relógio d'Água dá à estampa "Destroçado", do romancista e argumentista britânico Hanif Kureishi, livro de memórias lançado em 2024, após uma queda incapacitante que resultou num longo internamento e que o deixou incapacitado para escrever.

"Have ya got any castles, baby" e "Não é ainda o pânico", dos portugueses Ana Teresa Pereira e Rui Nunes, autores que têm sido publicados nesta editora, vão ser também editados na mesma altura.

O mês de março traz "Luto sem bússola", um livro em que Carme López Mercader fala sobre a morte do marido, o escritor Javier Marias (1951-2022), com quem viveu mais de 30 anos.

"Paz ou Guerra", do escritor russo-suíço Mikhail Shishkin, inédito em Portugal, é outra das novidades, um livro lançado no ano passado que analisa os contornos violentos da história da Rússia e examina a relação conturbada entre aquele país e os seus cidadãos.

Neste mês chega ainda "Boulder", um romance de 2020 da escritora catalã Eva Baltasar, selecionado para o Prémio Booker Internacional, que explora os diferentes lados do amor e da maternidade, através de um casal de duas mulheres. Esta obra dá continuidade a "Permafrost", livro que foi publicado em Portugal em 2021 pela Kalandraka.

Em abril, um dos destaques da editora é a publicação em português de "The Carnation Revolution", livro editado originalmente, no ano passado, em língua inglesa, no Reino Unido, onde o autor português Alex Fernandes vive e trabalha e que resultou do seu desejo de combater o desconhecimento que encontra naquele país sobre as circunstâncias da queda da ditadura salazarista em 1974.

"A Revolução dos Cravos: O dia em que a ditadura portuguesa caiu" pretende contar de forma simples e completa a história da revolução que pôs fim a 48 anos de ditadura em Portugal.

Ainda em abril, será lançado em Portugal "Songlight", o primeiro volume de The Torch Trilogy, de Moira Buffini, uma trilogia de livros de fantasia distópica ambientada num futuro pós-apocalíptico, em que algumas pessoas conseguem conectar-se telepaticamente, que explora temas de poder, medo e sobrevivência.

No mês seguinte, a editora prevê publicar "Problema 7", de Richard Flanagan, vencedor do Prémio Baillie Gifford, um livro autobiográfico, que mistura memórias, história, autoficção, escrita de viagens e reflexões filosóficas sobre temas como ética, colonialismo e classe.

"Problema 7" tem sido descrito como "brilhante" e "único" e é considerado por alguma crítica especializada como o melhor trabalho de Richard Flanagan, autor vencedor do Prémio Booker com "A senda estreita para o norte profundo", editado em 2015 também pela Relógio d'Água.

"Tokyo Ueno Station", primeiro romance em Portugal da coreana Yu Miri, que chega às livrarias ainda em maio, aborda o relacionamento da autora com a memória e as margens históricas, através de um trabalhador migrante do nordeste do Japão e o seu trabalho nos estaleiros olímpicos de Tóquio.

"Segurar", da poeta e romancista canadiana Anne Michaels, vencedor do Giller Prize 2024 e finalista do Booker 2023, é um romance épico, que vai de 1902 a 2025, atravessando várias gerações de vários membros de uma família, que será publicado no mesmo mês.

Ainda em maio, a editora lança O livro de fantasia "A Espada Brilhante", de Lev Grossman, "Obra de uma vida", primeiro livro de não-ficção de Rachel Cusk publicado em Portugal, que aborda as mudanças trazidas pela maternidade, e "Visita", o primeiro romance da escritora alemã Jenny Erpenbeck, de 2008, de quem a Relógio d'Água já tinha publicado os romances "Eu vou, tu vais, ele vai" e "Kairos".

Ainda nesse mês, a editora vai publicar um livro de Edith Wharton, autora de "A idade da inocência", nunca antes editado em Portugal: "Os costumes do país", uma tragicomédia de costumes, de 1913, em torno de uma rapariga do Midwest que tenta ascender na sociedade de Nova Iorque.

Além de dois volumes da saga "Duna", a Relógio d'Água edita ainda um romance gráfico, intitulado "Duna III", adaptação do original por Brian Herbert e Kevin J. Anderson.

Em junho, um novo romance da japonesa Yoko Ogawa, autora de "A polícia da memória", que agora chega com "A empregada e o professor", uma história ambientada no Japão moderno, em torno de um professor de matemática que sofreu uma lesão cerebral num acidente e passa a só conseguir reter novas memórias por 80 minutos.

Embora sejam histórias distintas, estes dois romances exploram a memória: num, a perda da memória individual; no outro, a perda da memória coletiva, por força da manipulação de um regime autoritário que faz com que as pessoas esqueçam objetos e conceitos.

A encerrar o planeamento da Relógio d'Água para o primeiro semestre deste ano, está prevista a publicação de outra autora inédita em Portugal, a dinamarquesa Solvej Bale, com o romance "On the Calculation of Volume", o primeiro de uma série de sete volumes, que ganhou o Prémio de Literatura do Conselho Nórdico em 2022, sobre uma mulher presa num ciclo temporal, que repete o dia 18 de novembro indefinidamente.



Lisbonne, 15 jan 2025 (Lusa) – Des livres et des auteurs inédits au Portugal, des romans primés, des romans fantastiques, de science-fiction et des romans graphiques composent le catalogue des publications de Relógio d’Água pour le premier semestre de l’année, y compris des histoires qui ont pour toile de fond la guerre en Ukraine.

« Sleight of Hand », de la russe Maria Stepánova, traduit par António Pescada, sorti l’année dernière sur le marché international, est l’un des paris de l’éditeur, qui arrive au Portugal ce mois-ci, une histoire qui se déroule à l’été 2023, dans un scénario dans lequel la guerre de la Russie contre l’Ukraine ne se termine jamais.

Dans ce récit, avec plusieurs allusions allant de Hobbes à Nabokov, une écrivaine part pour le Danemark pour participer à un festival, mais en chemin les trains ne circulent pas, le câble de recharge du téléphone portable est perdu, il n’y a personne qui attend à la gare et le contact avec les organisateurs est interrompu, une situation qui lui sert de prétexte pour finalement disparaître du monde.

Considérée aujourd’hui comme la poétesse russe la plus célèbre au monde, Maria Stepanova a fait ses débuts en prose avec « Memory of Memory », également publié par Relógio d’Água, en 2022.

Une autre nouveauté de ce mois-ci est la publication de « Mes amis », le troisième roman de l’Américain d’origine libyenne Hisham Matar, basé sur un événement qui s’est produit en 1984, lorsque des responsables ont ouvert le feu sur des manifestants à l’ambassade de Libye à Londres, et les effets que cet événement a sur trois amis.

Ce roman, qui explore des thèmes tels que l’innocence et l’expérience, l’amitié, la famille et l’exil, a remporté le prix Orwell de la fiction politique.

Toujours en janvier, les romans « Fronteira » doivent être publiés, le deuxième à paraître au Portugal par l’écrivain chinois Can Xue, souvent considéré comme l’un des favoris pour le prix Nobel de littérature, et « Une lecture de la Genèse », de l’Américaine Marilynne Robinson, auteur de la série primée « Gilead ».

Une autre publication prévue pour ce mois-ci est le cinquième volume de la série Dune de Frank Herbert, « The Heretics of Dune », qui sera suivi, en février, par la publication du sixième volume, « Chapter House : Dune ».

Au cours de ce deuxième mois, Relógio d’Água publie « Shattered », du romancier et scénariste britannique Hanif Kureishi, un mémoire publié en 2024, après une chute invalidante qui a entraîné une longue hospitalisation et l’a laissé incapable d’écrire.

« Avez-vous des châteaux, bébé » et « Não é ainda o pânico », des Portugais Ana Teresa Pereira et Rui Nunes, auteurs qui ont été publiés chez cet éditeur, seront également publiés en même temps.

Le mois de mars apporte « Deuil sans boussole », un livre dans lequel Carme López Mercader parle de la mort de son mari, l’écrivain Javier Marias (1951-2022), avec qui elle a vécu pendant plus de 30 ans.

« La paix ou la guerre », de l’écrivain russo-suisse Mikhaïl Chichkine, inédit au Portugal, est une autre nouveauté, un livre sorti l’année dernière qui analyse les contours violents de l’histoire de la Russie et examine les relations troublées entre ce pays et ses citoyens.

Ce mois-ci arrive également « Boulder », un roman de 2020 de l’écrivaine catalane Eva Baltasar, sélectionné pour l’International Booker Prize, qui explore les différentes facettes de l’amour et de la maternité, à travers un couple de deux femmes. Cet ouvrage s’inscrit dans la continuité de « Permafrost », un livre publié au Portugal en 2021 par Kalandraka.

En avril, l’un des temps forts de l’éditeur est la publication en portugais de « La révolution des œillets », un livre publié à l’origine l’année dernière en anglais, au Royaume-Uni, où vit et travaille l’auteur portugais Alex Fernandes et qui résulte de son désir de lutter contre le manque de connaissances qu’il trouve dans ce pays sur les circonstances de la chute de la dictature de Salazar en 1974.

« La révolution des œillets : le jour de la chute de la dictature portugaise » vise à raconter de manière simple et complète l’histoire de la révolution qui a mis fin à 48 ans de dictature au Portugal.

Toujours en avril, « Songlight », le premier volume de la trilogie The Torch, de Moira Buffini, sortira au Portugal, une trilogie de livres fantastiques dystopiques se déroulant dans un futur post-apocalyptique, dans lequel certaines personnes peuvent se connecter par télépathie, qui explore les thèmes du pouvoir, de la peur et de la survie.

Le mois suivant, l’éditeur prévoit de publier « Problem 7 », de Richard Flanagan, lauréat du prix Baillie Gifford, un livre autobiographique, qui mêle souvenirs, histoire, autofiction, récits de voyage et réflexions philosophiques sur des sujets tels que l’éthique, le colonialisme et la classe.

« Problem 7 » a été décrit comme « brillant » et « unique » et est considéré par certains critiques spécialisés comme le meilleur travail de Richard Flanagan, auteur du lauréat du Booker Prize avec « The Narrow Path to the Deep North », publié en 2015 également par Relógio d’Água.

« Tokyo Ueno Station », le premier roman au Portugal du Coréen Yu Miri, qui sortira en librairie en mai, aborde la relation de l’auteur avec la mémoire et les marges historiques, à travers un travailleur migrant du nord-est du Japon et son travail dans les chantiers navals olympiques de Tokyo.

« Hold », de la poétesse et romancière canadienne Anne Michaels, lauréate du prix Giller 2024 et finaliste du Booker 2023, est un roman épique, qui s’étend de 1902 à 2025, traversant plusieurs générations de différents membres d’une famille, qui sera publié le même mois.

Toujours en mai, l’éditeur lance le livre fantastique « L’épée brillante », de Lev Grossman, « Obra de uma vida », le premier livre de non-fiction de Rachel Cusk publié au Portugal, qui aborde les changements apportés par la maternité, et « Visita », le premier roman de l’écrivaine allemande Jenny Erpenbeck, de 2008, dont Relógio d’Água avait déjà publié les romans « Eu vou, tu vais, ele vai » et « Kairos ».

Plus tard dans le mois, l’éditeur publiera un livre d’Edith Wharton, auteur de « The Age of Innocence », jamais publié auparavant au Portugal : « The Customs of the Country », une tragicomédie de mœurs, de 1913, autour d’une jeune fille du Midwest qui tente de s’élever dans la société new-yorkaise.

En plus des deux volumes de la saga « Dune », Relógio d’Água publie également un roman graphique, intitulé « Dune III », adaptation de l’original par Brian Herbert et Kevin J. Anderson.

En juin, un nouveau roman de l’auteure japonaise Yoko Ogawa, auteure de « La police de la mémoire », qui arrive maintenant avec « La femme de chambre et le professeur », une histoire se déroulant dans le Japon moderne, autour d’un professeur de mathématiques qui a subi une lésion cérébrale dans un accident et qui n’est capable de conserver de nouveaux souvenirs que pendant 80 minutes.

Bien qu’il s’agisse d’histoires distinctes, ces deux romans explorent la mémoire : dans l’un, la perte de la mémoire individuelle ; dans l’autre, la perte de la mémoire collective, due à la manipulation d’un régime autoritaire qui fait oublier des objets et des concepts.

Pour clore la planification de Relógio d’Água pour le premier semestre de cette année, la publication d’un autre auteur non publié au Portugal, le Danois Solvej Bale, avec le roman « Sur le calcul du volume », le premier d’une série de sept volumes, qui a remporté le prix de littérature du Conseil nordique en 2022, sur une femme piégée dans un cycle temporel, qui se répète le 18 novembre indéfiniment.


SPACE


Foguetão americano envia hoje dois pequenos satélites portugueses para o espaço


Vandenberg, Estados Unidos, 14 jan 2025 (Lusa) - O foguetão Falcon 9 da companhia norte-americana SpaceX envia hoje para o espaço dois pequenos satélites portugueses, um da empresa LusoSpace para monitorização do tráfego marítimo e um da Universidade do Minho com fins pedagógicos.

O lançamento será feito às 18:48 (hora de Lisboa) da base espacial de Vandenberg, na Califórnia, nos Estados Unidos.

O PoSAT-2, da LusoSpace, e o Prometheus-1, da Universidade do Minho, são o quarto e o quinto satélites portugueses a serem enviados para o espaço, depois dos nanossatélites ISTSat-1 e Aeros MH-1, em 2024, e do microssatélite PoSAT-1, em 1993.

O PoSAT-2, o primeiro de uma constelação de 12 microssatélites para monitorização do tráfego marítimo, foi totalmente construído nas instalações da LusoSpace, em Lisboa.

O lançamento do engenho esteve para ser em outubro, mas, segundo explicou o diretor-executivo da LusoSpace, Ivo Yves Vieira, "houve um dos lançadores da SpaceX que sofreu um problema no ano passado e as autoridades americanas exigiram uma investigação".

"E isso acabou por atrasar todos os outros lançamentos", justificou hoje à Lusa.

O PoSAT-2, que custou cerca de um milhão de euros, vai permitir receber dados sobre a localização de navios e ter um novo sistema de comunicação que possibilitará que, no meio do oceano, as embarcações possam, nomeadamente, receber alertas de mau tempo ou de possíveis ameaças de piratas e enviar mensagens de socorro.

O satélite ficará posicionado a pouco mais de 500 quilómetros de altitude da Terra, acima da Estação Espacial Internacional, a "casa" e laboratório dos astronautas.

Os primeiros contactos do satélite com a Terra são esperados em abril.

Os restantes 11 microssatélites da constelação serão construídos em 2025, mas nem todos serão lançados este ano, conforme o previsto.

"Alguns serão lançados no final do ano e outros no início de 2026. O calendário ainda não é preciso", reconheceu Ivo Yves Vieira.

A LusoSpace quis com a escolha da designação PoSAT-2 prestar "um tributo" ao PoSAT-1, o primeiro satélite português enviado para o espaço, em 1993, e "às pessoas que o levaram para a frente", na palavras do diretor-executivo da empresa de engenharia aeroespacial.

"Eu próprio participei no PoSAT-1. Foi graças ao PoSAT-1 que entrei na área do espaço. Foi graças a esse satélite que aprendi muita coisa sobre o espaço. O PoSAT-2 não tem nada de similar ao PoSAT-1, mas é o primeiro satélite que a LusoSpace, da qual sou fundador, produziu e vai lançar. A LusoSpace não existiria se não tivesse havido o PoSAT-1", disse Ivo Yves Vieira anteriormente à Lusa.

A constelação de microssatélites da LusoSpace, que envolve o contributo de outras empresas do setor, tem um custo total de 15 milhões de euros, comparticipado em 10 milhões pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no quadro da "Agenda New Space Portugal".

Esta agenda "visa transformar o perfil de especialização do setor espacial português com novos produtos e serviços inovadores, exportáveis e de maior complexidade tecnológica".

De acordo com Ivo Yves Vieira, pequenos satélites como estes vão ser úteis no futuro para a navegação marítima autónoma.

O Prometheus-1, o segundo nanossatélite a ser construído por uma instituição universitária portuguesa, depois do ISTSat-1, pelo Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, foi concebido como uma "ferramenta de ensino" para alunos de engenharia aeroespacial, eletrotécnica ou de telecomunicações, que poderão "fazer atividades de comando e controlo" ou "trabalhar com réplicas".

O minúsculo satélite, que se assemelha no tamanho a um cubo mágico, vai ficar posicionado a cerca de 500 quilómetros de altitude da Terra e teve a parceria científica da Universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, e do IST.



Une fusée américaine envoie aujourd’hui deux petits satellites portugais dans l’espace


Vandenberg, États-Unis, 14 jan 2025 (Lusa) - La fusée Falcon 9 de la société américaine SpaceX envoie aujourd’hui deux petits satellites portugais dans l’espace, l’un de la société LusoSpace pour la surveillance du trafic maritime et l’autre de l’Université du Minho à des fins éducatives.

Le lancement aura lieu à 18h48 (heure de Lisbonne) depuis la base spatiale de Vandenberg en Californie, aux États-Unis.

PoSAT-2, de LusoSpace, et Prometheus-1, de l’Université du Minho, sont les quatrième et cinquième satellites portugais à être envoyés dans l’espace, après les nanosatellites ISTSat-1 et Aeros MH-1, en 2024, et le microsatellite PoSAT-1, en 1993.

PoSAT-2, le premier d’une constellation de 12 microsatellites pour la surveillance du trafic maritime, a été entièrement construit dans les installations de LusoSpace à Lisbonne.

Le lancement de l’appareil devait avoir lieu en octobre, mais, selon le directeur exécutif de LusoSpace, Ivo Yves Vieira, « il y a eu l’un des lanceurs de SpaceX qui a souffert d’un problème l’année dernière et les autorités américaines ont exigé une enquête ».

« Et cela a fini par retarder tous les autres lancements », a-t-il justifié aujourd’hui à Lusa.

PoSAT-2, qui a coûté environ un million d’euros, permettra de recevoir des données sur la localisation des navires et disposera d’un nouveau système de communication qui permettra aux navires de recevoir des alertes de mauvais temps ou d’éventuelles menaces de pirates et d’envoyer des messages de détresse au milieu de l’océan.

Le satellite sera positionné à un peu plus de 500 kilomètres au-dessus de la Terre, au-dessus de la Station spatiale internationale, « maison » et laboratoire des astronautes.

Les premiers contacts du satellite avec la Terre sont attendus en avril.

Les 11 microsatellites restants de la constellation seront construits en 2025, mais tous ne seront pas lancés cette année, comme prévu.

« Certains sortiront à la fin de l’année et d’autres au début de l’année 2026. Le calendrier n’est pas encore précis », a reconnu Ivo Yves Vieira.

LusoSpace a voulu, avec le choix de la désignation PoSAT-2, rendre « hommage » à PoSAT-1, le premier satellite portugais envoyé dans l’espace, en 1993, et « aux personnes qui l’ont fait avancer », selon les mots du directeur exécutif de la société d’ingénierie aérospatiale.

« J’ai moi-même participé à PoSAT-1. C’est grâce à PoSAT-1 que je suis entré dans le domaine spatial. C’est grâce à ce satellite que j’ai beaucoup appris sur l’espace. PoSAT-2 n’a rien de similaire à PoSAT-1, mais c’est le premier satellite que LusoSpace, dont je suis le fondateur, a produit et lancera. LusoSpace n’existerait pas s’il n’y avait pas eu PoSAT-1 », a déclaré Ivo Yves Vieira à Lusa.

La constellation de microsatellites de LusoSpace, qui implique la contribution d’autres entreprises du secteur, a un coût total de 15 millions d’euros, partagé par le Plan de relance et de résilience (PRR) dans le cadre du « New Space Portugal Agenda ».

Cet agenda « vise à transformer le profil de spécialisation du secteur spatial portugais avec de nouveaux produits et services innovants, exportables et technologiquement complexes ».

Selon Ivo Yves Vieira, de petits satellites comme ceux-ci seront utiles à l’avenir pour la navigation maritime autonome.

Prometheus-1, le deuxième nanosatellite construit par une institution universitaire portugaise, après ISTSat-1, de l’Instituto Superior Técnico (IST), à Lisbonne, a été conçu comme un « outil pédagogique » pour les étudiants en génie aérospatial, électrique ou des télécommunications, qui pourront « faire des activités de commande et de contrôle » ou « travailler avec des répliques ».

Le minuscule satellite, qui ressemble à un Rubik’s Cube, sera positionné à environ 500 kilomètres au-dessus de la Terre et bénéficiera du partenariat scientifique de l’Université Carnegie Mellon, aux États-Unis, et de l’IST.



Forças Armadas portuguesas aderem a programa dos EUA que prevê exercícios conjuntos


Lisboa, 13 jan 2025 (Lusa) – Portugal aderiu a um programa dos Estados Unidos da América no âmbito da segurança e Defesa que prevê a realização de exercícios conjuntos e partilha de conhecimentos especializados em resposta a catástrofes, anunciou hoje o Governo.

Em comunicado, o Ministério da Defesa Nacional adianta que Portugal aderiu ao "U.S. National Guard Bureau's State Partnership Program", um programa da Guarda Nacional dos EUA, com o objetivo de "reforçar as relações bilaterais dos dois países aliados".

Criado em 1993, este programa dedica-se à "promoção da cooperação internacional no domínio da segurança e da defesa, através dos seus 105 parceiros, em 115 países" e abrange domínios militares, governamentais, económicos e sociais, de acordo com o executivo.

Este programa prevê a realização de exercícios conjuntos, envolvendo as Forças Armadas nacionais, a partilha de conhecimentos especializados em resposta a catástrofes e "esforços colaborativos na abordagem dos desafios de segurança e defesa mútuos".

O Governo refere que esta parceria "vai reforçar a cooperação militar, intensificando os laços diplomáticos e culturais entre os Estados Unidos e Portugal".

A cerimónia que assinala a adesão de Portugal a este programa vai decorrer na terça-feira, no Ministério da Defesa Nacional, em Lisboa, com a presença do ministro da Defesa, Nuno Melo, e a Embaixadora dos Estados Unidos da América em Portugal, Randi Charno Levine.

Portugal e Estados Unidos da América estão entre os países fundadores da NATO que em 04 de abril de 1949 assinaram, em Washington, o Tratado do Atlântico Norte.

Os restantes países fundadores são Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Países Baixos, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega e Reino Unido.


Les forces armées portugaises rejoignent un programme américain qui prévoit des exercices conjoints


Lisbonne, 13 jan 2025 (Lusa) – Le Portugal a rejoint un programme des États-Unis d’Amérique dans le domaine de la sécurité et de la défense qui prévoit des exercices conjoints et un partage d’expertise en matière de réponse aux catastrophes, a annoncé aujourd’hui le gouvernement.

Dans un communiqué, le ministère de la Défense nationale a déclaré que le Portugal avait rejoint le « Programme de partenariat d’État du Bureau de la Garde nationale des États-Unis », un programme de la Garde nationale des États-Unis, dans le but de « renforcer les relations bilatérales des deux pays alliés ».

Créé en 1993, ce programme est dédié à « promouvoir la coopération internationale dans le domaine de la sécurité et de la défense, à travers ses 105 partenaires, dans 115 pays » et couvre les domaines militaire, gouvernemental, économique et social, selon l’exécutif.

Ce programme prévoit des exercices conjoints, impliquant les forces armées nationales, le partage d’expertise en matière d’intervention en cas de catastrophe et des « efforts de collaboration pour relever les défis mutuels en matière de sécurité et de défense ».

Le gouvernement affirme que ce partenariat « renforcera la coopération militaire, en intensifiant les liens diplomatiques et culturels entre les États-Unis et le Portugal ».

La cérémonie marquant l’adhésion du Portugal à ce programme aura lieu mardi au ministère de la Défense nationale à Lisbonne, en présence du ministre de la Défense, Nuno Melo, et de l’ambassadrice des États-Unis d’Amérique au Portugal, Randi Charno Levine.

Le Portugal et les États-Unis d’Amérique font partie des pays fondateurs de l’OTAN qui ont signé le 4 avril 1949 le Traité de l’Atlantique Nord à Washington.

Les autres pays fondateurs sont la Belgique, le Canada, le Danemark, la France, les Pays-Bas, l’Islande, l’Italie, le Luxembourg, la Norvège et le Royaume-Uni.


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