RETROSPECTIVA/RETROSPECTIVE


Os Diabo na Cruz à procura de um país que não existe

Ao quarto álbum, Lebre, continuam a viver da tensão entre tradição e modernidade e a tentar responder à pergunta que se colocaram no início: a que pode soar a música popular portuguesa no século XXI.

Gonçalo Frota 21 de Outubro de 2018, 

Xmarca o lugar. Só que, desta vez, o X não identifica o lugar a que se procura chegar, o tesouro há muito enterrado à espera de ser reivindicado de picareta em riste, o destino final de uma longa sucessão de episódios rocambolescos. Este X, na vida de Jorge Cruz (e Cruz, como é evidente, é uma outra forma de X), era uma incógnita numa equação do futuro da sua banda, os Diabo na Cruz, no ponto em que terminava a extenuante digressão de apresentação do seu terceiro álbum, homónimo, em 2016. O passo seguinte de um percurso crescente de colocar em discos e nos palcos do país uma resposta à pergunta do que pode ser a música popular portuguesa no século XXI – em que ritmos de malhões e de chulas trazem na cauda guitarras eléctricas que poderiam ter sido extraídas com bisturi da discografia dos Queens of the Stone Age –, não espantaria se passasse pela assunção de um perfil mais comercial.

"Houve uma clara incapacidade da minha parte de seguir para esse caminho", confessa Jorge Cruz ao Ípsilon. Sabendo que para alguns membros da banda esse X seria o passo lógico (e talvez por isso mesmo), o vocalista, guitarrista e principal municiador de canções dos Diabo na Cruz foi surpreendido pela maldição do bloqueio criativo e quando olhou para a sua fonte de canções concluiu que tinha secado. Pelo menos temporariamente. "Depois percebi que era normalíssimo, mas no início não se percebe bem o que se está a passar – mesmo o pessoal da banda não estava a entender porque é que isto estava a acontecer, queria ver as coisas a continuar." A solução de Jorge passou por isolar-se na aldeia para onde se mudou entretanto e imergir num ano de "vida normal", em novas rotinas que criassem uma sensação de estabilidade, sem sobressaltos, até que novas canções começassem a manifestar-se e pudesse dedicar-se a seguir as pistas que fossem surgindo com vista à criação de um novo álbum. Um álbum que, de preferência, não se limitasse a recombinar as ideias exploradas nos três discos anteriores.


Le diable sur la croix à la recherche d’un pays qui n’existe pas

Sur leur quatrième album, Lebre, ils continuent de vivre de la tension entre tradition et modernité et tentent de répondre à la question qu’ils se sont posée au début : à quoi peut ressembler la musique populaire portugaise au 21ème siècle.

Gonçalo Frota21 de octobre de 2018, 

Marquez le lieu. Seulement cette fois, le X n’identifie pas l’endroit qu’il cherche à atteindre, le trésor longtemps enfoui attendant d’être réclamé avec une pioche à portée de main, la destination finale d’une longue succession d’épisodes solides comme le roc. Ce X, dans la vie de Jorge Cruz (et Cruz, bien sûr, est une autre forme de X), était une inconnue dans une équation de l’avenir de son groupe, Diabo na Cruz, au moment où s’est terminée la tournée ardue pour présenter son troisième album, homonyme, en 2016. La prochaine étape d’un voyage croissant de mise en scène de disques et sur les scènes du pays : une réponse à la question de ce que peut être la musique populaire portugaise au XXIe siècle – dans lequel les rythmes des malions et des chulas portent à leur queue des guitares électriques qui auraient pu être extraites au scalpel de la discographie des Reines de l’âge de pierre –, Il ne serait pas étonnant qu’il passe par l’hypothèse d’un profil plus commercial.

« Il y avait une incapacité évidente de ma part à suivre cette voie », avoue Jorge Cruz à Ípsilon. Sachant que pour certains membres du groupe, ce X serait l’étape logique (et peut-être à cause de cela), le chanteur, guitariste et auteur-compositeur principal de Diabo na Cruz a été surpris par la malédiction du blocage créatif et lorsqu’il a regardé sa source de chansons, il a conclu qu’elle s’était tari. Du moins temporairement. « Puis j’ai réalisé que c’était tout à fait normal, mais au début, on ne comprend pas vraiment ce qui se passe – même les gens du groupe ne comprenaient pas pourquoi cela se passait, je voulais voir les choses continuer. » La solution de Jorge a été de s’isoler dans le village où il avait déménagé entre-temps et de se plonger dans une année de « vie normale », dans de nouvelles routines qui créeraient un sentiment de stabilité, sans aucun problème, jusqu’à ce que de nouvelles chansons commencent à se manifester et qu’il puisse se consacrer à suivre les indices qui se présentaient en vue de créer un nouvel album. Un album qui, de préférence, ne s’est pas limité à recombiner les idées explorées dans les trois albums antérieurs 

VEM  COMIGO LUZIA ( Luzia une très belle chanson dos Diabo na Cruz)

eu trabalho noite e dia pelo rock popular...

Un chef d'oeuvre ce qui m'a donné vie et ressuscité (T.A)


Paroles

Ouve os foguetes, LuziaEu vim às festas da senhora da agoniaPara te encontrarLarga o estágio e os deveresFaz-te à sorte que tu queresÉ hoje Luzia que tudo vai mudarDiz ao teu pai que não percebes este mundoA que foste condenadaConta à tua mãe que isto agora é prego a fundoTu não podes estar paradaBora! Vambora! Vambora! Bora!Vem comigo LuziaÉ o nosso tempo que nos chamaCom o cerco que agora se anunciaHá-de vir um novo diaPra escrevermos outra tramaOs moços que riem nos barcosNão vieram pela santaVão descalçosTêm tanto a esquecerTu e eu queremos algoQue há quem diga estica a contaQuem sabe, LuziaSe é a nós que a vida querE se as correntes todos sabem estão à beiraMesmo à beira de quebrarÀ nossa frente já se vêem as portadas para um mundo a começarBora! Vambora! Vambora! Bora!Vem comigo LuziaÉ o nosso tempo que nos chamaCom o cerco que agora se anunciaHá-de vir um novo diaVem escrever uma outra tramaAo alto bombosAs ruas cheias de floresPelos becos vão gentes amansando suas doresTodos renegados, aturdidosSem certezasÉ esta a nossa hora, Luzia VianezaE se o teu pai não aceita, desconfiaDo que eu tenho pra te darEle que saiba que eu trabalho noite e diaPelo roque popularBora! Vambora! Vambora! Bora!Vem comigo LuziaVem comigo LuziaVem comigo LuziaOh, vem comigo Luzia

LDTNEWS BLOG 18/11/2024

Diabo na Cruz foi uma banda portuguesa formada por Jorge Cruz em 2008 e extinta em 2019. Combina uma base rock com a tradição oral portuguesa, instrumentos tradicionais e influências musicais muito variadas.

História

Diabo na Cruz era uma ideia antiga que estava a germinar na cabeça do músico Jorge Cruz desde a altura em que integrava os Superego, um power-trio de Aveiro que formou em meados dos anos 90. No ano 2000 começou a idealizar um projecto de rock tradicional com a FanfarraMotor. O projecto foi cancelado quando ia entrar em estúdio, mas as primeiras sementes de Diabo na Cruz estavam aqui lançadas.

Jorge Cruz mudou-se para Lisboa, onde conheceu uma série de músicos da família FlorCaveira com quem partilhava afinidades musicais e referências comuns. Produziu discos de João Coração e d'Os Golpes, o que o estimulou a voltar a explorar a ideia de um rock português enraizado no legado musical que é específico de Portugal.

Em 2008, formou os Diabo na Cruz. Inicialmente juntou-se a João Pinheiro (bateria) e Bernardo Barata (baixo) porque encontrou neles "uma secção rítmica infalível na atitude e com afinidades evidentes com as intenções que tinha na mesa". Mais tarde juntaram-se B Fachada na viola braguesa e João Gil nos teclados. Em 2009 foi editado o primeiro EP Dona Ligeirinha e o álbum de estreia Virou!, que foi considerado um marco na música nacional pela forma como integrou sonoridades da música tradicional e do rock contemporâneo.

Após três anos na estrada e centenas de concertos, os Diabo na Cruz sofreram uma reformulação. B Fachada deixou a banda uma semana antes da gravação do segundo álbum, Roque Popular (2012),mas acabou por participar em alguns temas como convidado. Com os novos elementos Manuel Pinheiro (percussões) e Sérgio Pires (braguesa), em 2012 a banda cimentou a formação que se manteve até ao seu fim.

O terceiro álbum, Diabo na Cruz, chegou em 2014. Jorge Cruz descreveu-o como um disco mais pop, "muito menos negro, muito mais positivo" e "mais aberto às pessoas", onde procuram "fazer grandes canções". Jorge Cruz: "Nós podemos fazer o que quisermos que vai ser Diabo. Já percebemos que conseguimos fazer Diabo das mais diversas maneiras. Não estamos presos a um formato, a um estilo musical. O nosso estilo é Diabo na Cruz."

O ano de 2015 levou a banda a percorrer Portugal de Norte a Sul num total de 50 concertos. No final de 2015, os Diabo na Cruz sagraram-se vencedores nos Portugal Festival Awards na categoria de "Melhor Actuação ao Vivo".

Após dois anos sem concertos, a banda regressa aos palcos e aos discos em 2018, com o álbum Lebre.

No dia 21 de Maio de 2019, o fim dos Diabo na Cruz foi anunciado através de um comunicado. A banda deixou de existir no final da digressão de 2019, em Óbidos no dia 18 de outubro desse mesmo ano, digressão essa que foi feita sem o vocalista e fundador Jorge Cruz, entrando Daniel Mestre na guitarra elétrica e Sérgio Pires como vocalista e guitarrista na viola braguesa.

Formação

Membros

  • Jorge Cruz (voz, guitarra eléctrica, composição)
  • Bernardo Barata (baixo)
  • João Pinheiro (bateria)
  • João Gil (teclados)
  • Manuel Pinheiro (percussão, electrónica)
  • Sérgio Pires (voz, viola braguesa)
  • Daniel Mestre (guitarra)

Membros anteriores

  • B Fachada (viola braguesa)
  • Márcio Silva (viola braguesa)

Discografia

Álbuns

  • Virou! (2009)
  • Roque Popular (2012)
  • Diabo Na Cruz (2014)
  • Lebre (2018)

EPs

  • Dona Ligeirinha (2009)
  • Combate (2010)
  • Saias (2016)

Álbuns ao vivo

  • Diabo Na Cruz Ao Vivo (2018)

Referências

  1. ↑ «MTV.PT Artistas : Diabo Na Cruz». MTV Portugal. Consultado em 8 de abril de 2016
  2. Ir para:a b «Entrevista : Diabo na Cruz - Respostas | LibertyTuga». Consultado em 8 de abril de 2016
  3. ↑ «Jorge Cruz - entrevista na Rua de Baixo». Consultado em 25 de setembro de 2016
  4. ↑ «Diabo Na Cruz». Discogs. Consultado em 8 de abril de 2016
  5. ↑ "Diabo na Cruz põem fim à banda", Comunidade Cultura e Arte, Consultado 26 de maio de 2020.
  6. Ir para:a b «"Vida de Estrada": o novo percurso de Diabo na Cruz - musicfest.pt». musicfest.pt. Consultado em 8 de abril de 2016
  7. ↑ «Maria, põe a mesa, os Diabo na Cruz estão aí! | P3». P3. Consultado em 8 de abril de 2016
  8. ↑ «Agora em grande». PÚBLICO. Consultado em 8 de abril de 2016
  9. ↑ «Diabo na Cruz vencem os Portugal Festival Awards na categoria de melhor actuação ao vivo». Gazeta dos Artistas. Consultado em 8 de abril de 2016
  10. ↑ «BLITZ – Diabo na Cruz anunciam o fim». Jornal blitz. Consultado em 21 de maio de 2019

Diabo na Cruz était un groupe portugais formé par Jorge Cruz en 2008 et dissous en 2019. Il combine une base rocheuse avec la tradition orale portugaise, des instruments traditionnels et des influences musicales très variées.

Jorge Cruz s'installe à Lisbonne, où il rencontre un certain nombre de musiciens de la famille FlorCaveira avec lesquels il partage des affinités musicales et des références communes. Il a produit des albums de João Coração et Os Golpes, qui l'ont stimulé à réexplorer l'idée d'un rock portugais enraciné dans l'héritage musical spécifique au Portugal.

En 2008, il fonde Diabo na Cruz. Au départ, il rejoint João Pinheiro (batterie) et Bernardo Barata (basse) parce qu'il y trouve « une section rythmique infaillible dans l'attitude et avec des affinités évidentes avec les intentions qu'il avait à la table ». Plus tard, ils rejoignent B Fachada à la viole braguesa et João Gil aux claviers. En 2009, le premier EP Dona Ligeirinha et le premier album Virou ! sont sortis, qui a été considéré comme une étape importante dans la musique nationale pour la façon dont il intégrait les sons de la musique traditionnelle et du rock contemporain.

Après trois ans sur la route et des centaines de concerts, Diabo na Cruz a subi une reformulation. B Fachada a quitté le groupe une semaine avant l'enregistrement du deuxième album, Roque Popular (2012), mais a fini par participer à quelques chansons en tant qu'invité. Avec les nouveaux éléments Manuel Pinheiro (percussions) et Sérgio Pires (braguesa), en 2012, le groupe a cimenté la formation qui est restée jusqu'à sa fin.

Le troisième album, Diabo na Cruz, est sorti en 2014. Jorge Cruz l'a décrit comme un album plus pop, « beaucoup moins noir, beaucoup plus positif » et « plus ouvert aux gens », où ils cherchent à « faire de grandes chansons ». [8] Jorge Cruz : « Nous pouvons faire ce que nous voulons, ce sera le diable. Nous avons déjà réalisé que nous pouvons faire Diabo de la manière la plus diverse. Nous ne sommes pas liés à un format, à un style musical. Notre style est le diable sur la croix.

L'année 2015 a amené le groupe à faire une tournée au Portugal du Nord au Sud dans un total de 50 concerts. À la fin de l'année 2015, Diabo na Cruz a été lauréat des Portugal Festival Awards dans la catégorie « Meilleure performance en direct ».

Après deux ans sans concerts, le groupe revient sur scène et enregistre en 2018, avec l'album Lebre.

Le 21 mai 2019, la fin de Diabo na Cruz a été annoncée par le biais d'un communiqué. Le groupe a cessé d'exister à la fin de la tournée de 2019, à Óbidos le 18 octobre de la même année, une tournée qui a été faite sans le chanteur et fondateur Jorge Cruz, avec Daniel Mestre à la guitare électrique et Sérgio Pires comme chanteur et guitariste à la viole braguesa.

Formation

Membres

  • Jorge Cruz (voz, guitarra eléctrica, composição)
  • Bernardo Barata (baixo)
  • João Pinheiro (bateria)
  • João Gil (teclados)
  • Manuel Pinheiro (percussão, electrónica)
  • Sérgio Pires (voz, viola braguesa)
  • Daniel Mestre (guitarra)

Anciens membres

  • B Fachada (viola braguesa)
  • Márcio Silva (viola braguesa)

Discographie

Albums

  • Virou! (2009)
  • Roque Popular (2012)
  • Diabo Na Cruz (2014)
  • Lebre (2018)

EPs

  • Dona Ligeirinha (2009)
  • Combat (2010)
  • Jupes (2016)

Albums live

  • Diabo Na Cruz Ao Vivo (2018)
  1. ↑ «MTV.PT Artistas : Diabo Na Cruz». MTV

    Références

      Portugal
      . (consulté le 8 avril 2016)
    1. Aller à :a b « Interview : Devil on the Cross - Réponses | LibertyTuga ». (consulté le 8 avril 2016)
    2. « Jorge Cruz - interview à Rua de Baixo ». (consulté le 25 septembre 2016)
    3. « Le diable sur la croix ». Discogs. (consulté le 8 avril 2016)
    4. ↑ « Diabo na Cruz met fin au groupe », Comunidade Cultura e Arte, consulté le 26 mai 2020.
    5. Voir : a b « "La vie sur la route » : le nouveau chemin du diable sur la croix - musicfest.pt ». musicfest.pt. (consulté le 8 avril 2016)
    6. ↑ "Marie, mets la table, les Diables sur la Croix sont là ! | P3'. P3. (consulté le 8 avril 2016)
    7. « Maintenant, en grand ». PUBLIC. (consulté le 8 avril 2016)
    8. ↑ « Diabo na Cruz remporte le Portugal Festival Awards dans la catégorie de la meilleure performance live ». Gazeta dos Artistas. (consulté le 8 avril 2016)
    9. ↑ (en) « BLITZ - Devil on the Cross annonce la fin ». Blitz Jornal. (consulté le 21 mai 2019)


    Paroles

    (fusées =feu d'artifice)



    Écoute les fusées, LuziaOuve os foguetes, LuziaJe suis venu aux fêtes des dames de l'agonieEu vim às festas da senhora da agoniaPour te trouverPara te encontrarQuitter le stage et les fonctionsLarga o estágio e os deveresFais ce que tu veuxFaz-te à sorte que tu queresC'est aujourd'hui Luzia que tout va changerÉ hoje Luzia que tudo vai mudar

    Dis à ton père que tu ne comprends pas ce mondeDiz ao teu pai que não percebes este mundoA quoi as-tu été condamné ?A que foste condenadaDis à ta mère que c'est un gros problème maintenantConta à tua mãe que isto agora é prego a fundoTu ne peux pas rester immobileTu não podes estar paradaAllons-y!Bora!Allons-y!Vambora!Allons-y!Vambora!Allons-y!Bora!Viens avec moi LuziaVem comigo LuziaC'est notre temps qui nous appelleÉ o nosso tempo que nos chamaAvec le siège qui est maintenant annoncéCom o cerco que agora se anunciaUn nouveau jour viendraHá-de vir um novo diaNous pouvons donc écrire une autre intriguePra escrevermos outra trama

    Les garçons qui rient sur les bateauxOs moços que riem nos barcosIls ne sont pas venus pour le saintNão vieram pela santaAllez pieds nusVão descalçosIls ont tellement de choses à oublierTêm tanto a esquecerToi et moi voulons quelque choseTu e eu queremos algoIl y a ceux qui disent allonger la factureQue há quem diga estica a contaQui sait, LuziaQuem sabe, LuziaSi c'est nous que la vie veutSe é a nós que a vida quer

    Et si les chaînes que tout le monde connaît étaient au bord du gouffreE se as correntes todos sabem estão à beiraJuste sur le point de rompreMesmo à beira de quebrarDevant nous, nous voyons déjà les volets d'un monde qui commence à peineÀ nossa frente já se vêem as portadas para um mundo a começarAllons-y!Bora!Allons-y!Vambora!Allons-y!Vambora!Allons-y!Bora!Viens avec moi LuziaVem comigo LuziaC'est notre temps qui nous appelleÉ o nosso tempo que nos chamaAvec le siège qui est maintenant annoncéCom o cerco que agora se anunciaUn nouveau jour viendraHá-de vir um novo diaViens écrire une autre intrigueVem escrever uma outra trama

    Grosse caisse bruyanteAo alto bombosLes rues pleines de fleursAs ruas cheias de floresLes gens marchent dans les ruelles pour soulager leur douleurPelos becos vão gentes amansando suas doresTous les renégats, abasourdisTodos renegados, aturdidosPas sûrSem certezasC'est notre heure, Luzia VianezaÉ esta a nossa hora, Luzia VianezaEt si ton père ne l'accepte pas, sois méfiantE se o teu pai não aceita, desconfiaDe ce que j'ai à te donnerDo que eu tenho pra te darFaites-lui savoir que je travaille nuit et jourEle que saiba que eu trabalho noite e diaPour le rock populairePelo roque popularAllons-y!Bora!Allons-y!Vambora!Allons-y!Vambora!Allons-y!Bora!Viens avec moi LuziaVem comigo LuziaViens avec moi LuziaVem comigo LuziaViens avec moi LuziaVem comigo LuziaOh, viens avec moi LuziaOh, vem comigo LuziaSource : MusixmatchParoliers : Paul Gallister / Michael Marco Fitzthum / Manuel Christoph PoppeParoles de Luzia © Universal Music Publishing Gmbh

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